sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Poema



FASCINAÇÃO

Vivo uma segunda encarnação
Regressei ao meu mundo encantado
Onde há flores, vivo na sua fascinação
A maior, a inconfundível flor
Estará junto do sertão
Um toque bateu, o mundo estremeceu
Uma flor prendeu ao seu país o coração
Do norte vêm uma bonita cor de flor
Um odor de fascinação
Bom dia amigo!... Repara sou eu!...
Reparo bem, é cor, é sonho, não uma ilusão
Nesse mundo está a flor
Uma flor interessante de bom coração
Não pronuncio a graça dela
De uma das flores do mundo da emoção
É uma flor também de desenvoltura bela
Uma flor de mente bonita
Bom dia flor amiga!...
Do meu jardim benigna
Flor distinta
Serás sempre a bonita, a mais antiga

Daniel Costa

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Poema





                           
DIRIVETE

Sempre adorei o mar
Dirivete também
Na infância nele ia pescar
Polvos navalheiras, até cabozes
De que a mãe cozinhava bons manjares
Degustavam-se como nozes
No Cabo Carvoeiro no tempo invernoso
O bater das ondas, o mar em fúria
Era um bonito espectáculo, um rugir alteroso
Na pesca sempre sonhei com uma sereia
Na prainha que para mim olhasse como rainha
Como Dirivete em Braço Norte se estende na areia
Em Braço Norte, Brasil, Santa Catarina
A educadora, a estimulante senhora
A usar o optimismo como se fosse menina
Face bonita, mente bela
Uma mulher, uma mãe interessante
Prática e singela
Que se recreia em Braço Norte
Sítio de mar e praia
Dirivete ali assenta a sua beleza, o seu porte
A sua mente nunca está triste
Na praia, há os raios solares
A esperança e a suavidade existem, ou existe?
E a bela Derivete ali se refugia
Com o livre pensamento nos seus
No seu sentimento humano de pedagogia

Daniel Costa

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Poema





IENE


Em Belém do Pará
Um saboroso casqueiro
Iene gere a fábrica que o dá
Onde sai bom pão na metrópole de Belém
Pelo teclar, ou por vídeo
Iene faz chegar, bom dia a Lisboa também
Esquecia-me de dizer
A capital do Pará, Pará de Belém
Fica no litoral norte
Do imenso Brasil além
A cidade maior da linha do Equador
Onde a elegante, a bonita Iene
Gere com agradabilidade como um amor
Apelidos Silva Gomes
Em determinadas épocas
De Portugal por certo foram os sobrenomes
Simples e lindo o nome Iene
Que gere com sensatez
Aquela mulher elegante e bela
Será interessante de vez
Sentir-se a coordenação dela
A mulher mãe nova
Elegante como se fora donzela
Uma mulher que se orgulha
De ser feliz, que mulher aquela!
Feliz coração de oiro azul
Naturalmente um coração bonito revela
Um sacrário de guardar
Eis a mãe, aquela mulher bem
De Lisboa Iene, by… by
O desejo que jamais percas a felicidade
Fica registado, aqui vai

Daniel Costa




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Poema





ANJO DO AMOR



Rogai por mim pobre pecador
Mais por aquela a quem amo
Grande Anjo do amor
O Santo é tentado sete vezes dia
Talvez um exagero
Pedia apenas uma Ave-Maria
Meu Anjo do Amor - gosto tanto dela
Transporta-me nas tuas as asas
Tal como à antiga, adoraria vê-la na janela
Que tenha mente livre, o que interessa
Que mulher bela aquela
Livre risonha, como que esvoaça
Que sempre sonha
Sorri com graça a quem passa
Ás vezes contempla a mim
Como uma chalaça
Bálsamo sem fim
No redor fica um caloroso amor
Um estado de graça enfim!
Anjo do Amor protege
O amor protege ambos em mim
Encontras merecimentos
Não é assim?

Daniel Costa




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Poema






ANDRESA

“quem não viu Lisboa
Não viu coisa boa”
Os alfacinhas citam o ditado
Receber bem
Fazem-no com agrado
A poetisa Andresa
Do Brasil veio e viu parte do passado
Num dos seus bonitos poemas
Retrata parte deste país amado
Andresa é uma senhora
Mulher esbelta, pendor multifacetado
Mora no Brasil, junto a São Paulo
Várzea Paulista do seu País amado
A cidade industrial
Daquele estado
Do seu mundo laboral
Andresa, traços naturais de beleza
Não mostra a característica calorosa
Da mulher do sul, mais parece a da portuguesa
Apresenta-se leal, sabe ser como é
Sabe o quer
Andresa é mulher de fé
Sensibilidade de beleza
Imaginação, arte de apresentar
Fazem gostar da mulher de bela destreza
Adora-se a sua poética mestria
Reparem como é bela e esbelta a Andresa
Belos seus sonhos de poesia

Daniel Costa



sábado, 16 de janeiro de 2010

Poema









MADALENA

Assaltou-me a nostalgia e a solidão
Que fazer não sabia
Desejava, fui até ao Rio então
Vi a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro
Em dia de Santa Maria
Antes do S. Brás a três, era dois de Fevereiro
Deambulava por aquela metrópole
No Rio, Rio de Janeiro
Quando encontrei Madalena
Achei-a bonita, atraente elegante
Não foi fácil meter papo com a Lena
Recordei então a minha mãe
De Lena e Madalena
Sempre risonha, tinha os nomes também
Consegui meter conversa com ela
Uma mulher sensual romântica afinal
Capaz de se insinuar a homem normal, foi singela
Da sua conversa de que não abstraiu sofrimentos
Resultou numa amiga de mente muito bela
Naquele dia foi cicerone que me acompanhou
Ofereci-lhe uma flor
Um gladíolo que beijou
Quando não se é mal intencionado
O diálogo mantém-se
Nele pode participar até o namorado
Os amigos floresceram
Foi agradável a Oliver mais o amado
Oliver, mulher mãe e avó, a Madalena
Uma mulher bonita
Uma avó bela da era moderna


Daniel Costa

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Poema


Caliornia - foto Susy


Açores - foto Susy




SUSY


Pode enlear-se de louvores
A bonita Susy
Nos States com os seus amores
Uma interessante mulher
Portuguesa do arquipélago dos Açores
Susy que faz amigos num instante
Mulher meiga, simples sensata
A sua doçura é incessante
Embora integrada na nação americana
Sempre a imagem do Arquipélago
A grandeza da alma lusitana
E o mar esse abismo sem fundo
Como todas ilhas do Faial é de origem vulcânica
Ela ama, a força deste mundo
Onde nasceu a mulher amante
Escuta o mar, o mar profundo
Ama-o como a família
Afaga a saudade na Califórnia no outro mundo
Como é de beleza simples
Interiormente demonstra amor profundo
Susy não deixa de amar os Açores
Deste lado do mundo
O Arquipélago mais as suas Flores
Seus verdejantes declives, belos sabores
São sempre parte do seu ser
Dos seus amores

Daniel Costa



terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Poema



Em 1999

Foto: Isabel Caxias
Legendou assim:
Quem diria algum dia que esta foto podiar ser tirada?
É o que se chama ter dado um pontapé certeiro na morte
Felizmente já lá vai... e os melhores dias voltaram!!!


Em 2010

O RELATÓRIO



Aventura algo de Notório
Numa segunda vez
Consegui ler o Relatório
Estava a tentar a outra vez
Da primeira não li, nada de ilusório
Era como que um milagre
Daniel milagre teve origem no relatório
A maior aventura
Foi ser leitor atento de algo peremptório
Acabei, pensei:
Como poderei eu, ler algo tão aleatório
A minha própria vida em jogo
Dizia peremptório o relatório
O melhor que pode acontecer ao paciente
É ficar a vegetar para o resto da vida
Jamais será gente
Sofreu um mortal AVC, um abanão
Se não fenecer para sempre ficará doente
O que é pior, doente mental
Sofreu um revés da cabeça aos pés
Trinta dias em coma afinal
Operado ao cerebelo
Não morrerá no hospital
A família que cuide dele
Desumanidade não será o pior mal
Que ajudado, pela família sobreviva
Passaram três meses, julgava-me o maior
Sorte a minha, displicente escrevia
As faculdades, uma a uma
Porfiava e recuperaria
Sem nunca estar triste sequer
Sete anos depois, eis o sorriso
Não um esgar qualquer
Também a sensualidade
Sorriso, sensualidade e o apreço pela mulher
Eis-me no décimo ano da segunda encarnação
Como foi possível?
Foi algo que a própria medicina não tem explicação
Feliz por ter vencido a irmã morte
Foi-me dado viver uma segunda encarnação
Sem saber o que fazia, gostosamente
Eu próprio tomei medidas, talvez de ilusão
Como sempre lutarei
Pela verdade, justiça e união
Neste meu mundo onde há lugar
Para o sonho, magia e ilusão.

Daniel Costa


TERMINA ASSIM O RELATÓRIO:
Mantêm-se internado na Unidade de Cuidados intermédios completamente dependente do pessoal de enfermagem. Não sendo, por enquanto, possível estabelecer um prognóstico adequado. No entanto, parece-me pouco provável que o doente retome a sua vida normal.


Lisboa, 00/07/26


Drª. Rosa Pereirinha








domingo, 10 de janeiro de 2010

Poema


O pai Zé de boné

Corrida de burros em Ferrel em 2007, a cerca de 90 km de Lisboa

 Turimo rural, passeio de burro na serra dos Candieros, 120 km (?) de Lisboa


A BURRA DO PAI ZÉ


Burros às filas e a garnel
Havia no concelho de Peniche
Na estrada do Baleal, que vai de Ferrel
Viam-se por toda a direita em fila a caminhar
Quando os burros desempenhavam um papel
Foi ontem, fica o meu testemunho visual
Recordar o ontem no lugar de Ferrel
Em corridas de burros a comemorar
Onde se busca o asinino fiel?
Em Espanha, meus deuses
Mais o pai Zé e seu irmão, o tio Abel
Se até em Ferrel, a partir da adolescência
Quem não detivesse burro
Era rico, ou de homem uma excrescência
Passei e passo muito a Ferrel
Dessas máquinas, que não gastam óleo
Estamos noutro século, sorriam vá lá!
O pai Zé deixou uma no seu espólio
Dizia o pai, burra como esta não há
Saio a cavalo, ela adivinha o que visitar
Sem querelas traz-me para cá
A minha filhota, sua neta
Como pequena petiza displicente
A brincar passou-lhe debaixo
Dono à vista e a burra quieta, obediente
Ficou quieta não se mexeu
Ah!... Pai Zé, como exultaste contente
Já pouco contaste o episódio
Porém, a burra valorizaste efectivamente

Alguém a pagou bem como animal
Muito bom, útil e reverente

Daniel Costa


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Poema









MARENI


“Em toda a mulher há uma mãe
Que nunca passa pelo sono”
Escrito por um francês, que pensou bem
O pensamento serve a Mareni
Com mais objectividade que a ninguém
Mareni essa mulher sensual
Bonita e quando quer sedutora
É vento, fogo, magia natural
Talvez a disfarçar suas lutas
Usa várias personagens como acto normal
Sofrerá, não as mistifica
Não age como se faz no mundo banal
Neste mundo cão
Desdobra-se, luta
Parece que flutua, vive com a razão
Atrevida como é, Mareni
Transforma-se marquesa da fantasia então
Para observar esta marquesa
No Brasil segue-se na costa rumo a sul
Temos então A cidade de Porto Alegre
Com um mar azul
Podes encontrar Mareni
Como mulher feita tesouro
A mirar tudo e de repente olha a ti
Quem a vê não imagina sua cruz
Prefere mostrar-se sedutora
As fantasias apresentam-na como mulher luz
Não é mistificadora
Usa a sua enorme força interior
Para se tornar redentora senhora
A simples e bonita Marli
Uma mulher sensualmente sedutora

Daniel Costa




terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Poema








DOTHY


A palavra Dothy o que tem?
Pode sugerir adivinha
Adivinha, ou charada também
E se vos disser que é sobrenome?
Dothy é uma bonita mulher de bem
A sua compostura e natural timidez
Atracção que será atributo da mulher
Uma beldade exótica que Deus fez
Subindo para o sul num Brasil imenso
Descobriu a beldade um português
No Paraná perto da cidade de Curitiba
Ali estava um tesouro de mulher sensatez
Seu nome próprio Teresinha
De natureza ibérica
A Dothy é muito crente, de origem Ucraniana
Beleza e natureza ecuménica
Talvez a razão da beleza exótica
Assaz diferente, na observação poética
Mulher linda um leve sorriso fotogénico acentua
De origem ucraniana
Tem descendência bonita, como a mente pontua
Um sorriso bonito, numa mulher bonita e humana
No gosto amoroso dos parentes
A Dothy se ufana

A mulher Dothy
Uma interessante mulher
Um prazer de viver muito forte


Daniel Costa

domingo, 3 de janeiro de 2010

Poema



VENDAVAL

Em clima temperado é normal
Pulularem vendavais de amores
Podem sempre passar em vendaval
A amar seriamente ficam sempre corações
Estão sempre prontos a amar
Num mundo de vendavais de ilusões
Sempre se pode amar o mundo
Ainda que se possam ter opiniões
O mundo nasceu com o dom de amar
Que se calem os vilões
Esses nascem, crescem e morrem
Talvez a pensar em perdões
Porém este mundo foi criado para amar
Perdoar é contraste, eis razões
Mundo de amar
Amar pode ser preconizar bonitas paixões
Mostrar exemplos de sensatez
Apresentar trilhos de lisura a rufiões
Aos que tem em conta apenas o umbigo
Conjuguemos eternamente o verbo amar
Enquanto amamos todo o mundo
Amemos, por excelência, um o ser escolhido
Os deuses e deusas dirão:
Eu te bendigo!

Daniel Costa