quarta-feira, 31 de março de 2010

Poema






ESTENOGRAFIA

Não aconteceu fado
É um facto de vida
Vivi e tenho como dado
Tirei um curso de estenografia
Trabalhava e o liceu frequentava
Em longo dia
Viver apressado
Julgo saber fazer e então fazia
Como se a vida fosse apenas
Apenas fantasia
Não é invento, foi intento
Ter curso de estenografia
Apenas para testar
Utilizei numa reportagem que fazia
Deu certo, ultrapassada porém
Por nova tecnologia
Pelo gravador de som
Que entretanto aparecia
Na cidade estavam também a findar
Escolas de estenografia
A vida deverá ser mesmo
Vivida de sonhos e fantasia
Tudo é aprendizagem
Sem nos apercebermos
Aprendemos nesta viagem
Num pequeno bloco
Anotei toda a aragem
Porque a estudar estenografia fui feliz
Como se viajasse de carruagem

Daniel Costa


OFERTA DA SARITA - BLOG DESNUDA, GRATO

segunda-feira, 29 de março de 2010

 
OFERTA DA RENATA, A QUEM FICO GRATO




MARIA DE BONFÁ

Não será o melhor que há
De sensualidade certamente
Porém a escrever a usa Maria de Bonfá
Mulher interessante e esguia
Sensual artista e poetisa
Bonfá bem podia ser só Maria
Mora em SP, Tatuapé
Região mãe da viticultura
Aposto que não de faz água-pé
Um mar de sonhos é a sua poesia
Viver de e para a arte
Como se respirasse melodia
Tem como testemunho
O uso da sua bela e suave poesia
Cultiva amizades
Sendo Tatuapé sítio de gerontes
Certamente serão de todas as idades
De olhar franco fiel
Olhar altivo como convém
Denunca doçura de mel
Mulher doce, enquanto altiva
É Maria de Bonfá
Tem os seus recantos onde cativa
Quem a visita adora
Se enriquece, se desvanece
Talvez a mulher seja mesmo sedutora
Usando a alfivez
Ainda que para quem estima e adora
Quem uma vez se acerca porventura
Estima-a e venera aqui e agora
Usa a persicácia
Mulher de poder sedutora

Daniel Costa


OFERTA DA BANDYS, A QUEM FICO GRATO

sexta-feira, 26 de março de 2010

Poema






ELAINE

Quando ela passa
Aquele encanto da Elaine
Mulher sorridente cheia de graça
A simplicidade passa a parecer
Uma Flor que esvoaça
Na cidade de São Paulo
A bonita, a alegre, Elaine passa
Recordando seu signo virgem
Sensualidade no olhar
O sorriso é contagiante como vertigem
Da beleza que emprega na poesia
Vê-se que escreve como manda o coração
Dizer de arte naíf se poderia
Elaine, a Barnes
A mulher interessante
Nas suas relações públicas
Usará aquele sorriso atraente
Será como dará o “golpe” final
Que usa sempre, como atracção dominante
Também como mulher
O bonito, o acentuado sorriso
Perpassa nos olhos, que cativam qualquer
Será mulher simples confessa
A musa Elaine
O humanismo professa
É uma mulher, uma flor
Genuína, não uma mera promessa
A mulher atraente, uma flor que passa
Como ave bonita que saltita e palpita
Cheia de graça

Daniel Costa



SÍMBOLO DE AMIZADE PORTUGAL / BRASIL, OFERTA DA - NA (FERNANDA) - DO BLOG  "NA CASA DO RAU". REPRESENTA UMA LIGAÇÃO  FORTE ENTRE OS DOIS PAÍSES IRMÃOS.
TODOS OS AMIGOS O PODEM LINKAR.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Poema


Praia da Consolação, lado sul, um dos sítios mais iodados do mundo

Praia da Consolação, areal até à de Contubos, da cidade de Peniche  

Nota de mil escutos, dos anos cinquenta

MIL PAUS

Surgiu o mais novo dos Naus
com a sua dose de loucura
Vamos á feira da Ribeira trago mil paus
Não era um engano
Eram apenas mil escudos
Uma fortuna trazia o garoto paisano
Nos anos quarenta, a seguir à guerra
Estávamos afinal num mundo de engano
Era Quinta-feira
Aquele grupinho de pés descalços
Em pelotão, foi a correr à feira da Ribeira
Ninguém até ali conhecia
Tão bonito lençol
De tão grande Valia
A importância, um quarto dava para calçar todos
Mas o respeito que nos merecia
Deu para trazer intacta a nota
Se o pai Nau desse pela falta
A aventura daria torta
O Chopo era assim
Um bom “vivan”, um bom amigo
Um dia a professora, que não era ruim
Levou-nos de passeio à praia da Consolação
É junto à cidade de Peniche
Sete quilómetros, a andar a pé, de escantilhão
Ainda havia marés a trazer bonitas conchinhas
A casa dum milionário na nossa visão
Disse o Nau, o Chopo
Ali mora um homem com mil notas de mil, pois então!
Em comparação com o velho, Nau
Que apenas tinha cem, era um valentão
Cenas que recordo
Como do Chopo, algumas vezes
Com estes bonitos sonhos acordo
Idades felizes
A dose de loucura, a aventura, a idade do sonho
Mil paus, o que equivalem em Dólares ou Euros
Hoje não dá para flores, nem para um molho

Daniel Costa

segunda-feira, 22 de março de 2010

Poema

O poema dedico-o à simpátca RENATA que hoje,  22 de Março aniversaria. MaIs um ano, outros se seguirão a espalhar felicidade por este mundo bloguista. PARABÉNS RENATA!...


DIA DE ANOS

Não há enganos
Todos temos de ser felizes
Todo temos um Dia de Anos
Coincidência a vinte e dois de Março
Dia de S. Zacarias
S. Ambrósio  de sete de Dezembro
Santos todos os dias
Santos com nomes como Elói
Profetas como S. Daniel ou S. Tobias
Mártires, sofredores e doutores
Veio um Santo Elias
Os Santos pregadores
Prégaram para sermos felizes todos os dias
Podem valer as suas palavras
Se tivermos o espírito pronto a folias
Ser feliz é obrigação
Pensamentos sempre positivos
Sonhos que aqueçam o Coração
O sonho e a luta pela verdade
Deve ser como uma devoção
Sejamos optimistas
Santos e deuses estão por nós em oração
Sejamos sempre sensíveis
A anseios, a sonhos belos
Sonhos de vidas aprazíeis
O que se sonha muitas vezes acontece
Usemos o poder do sonho
Como uma grande benece
Em dia de anos brindemos pela felicidade
Como todo o mundo merece
Em qualquer idade

Daniel Costa

sábado, 20 de março de 2010

Poema

       




GLÓRIA SALLES

Na cidade da Florida de São Paulo
Mora a poetisa Glória Salles
Ler os seus poemas é um regalo
Sua amizade e companheirismo
Mais a sua fotógenia de sensualidade
Uma mulher de verdade, não é lirismo
Com mulheres deste quilate
Jamais o mundo será um abismo
Glória Salles com os seus Sonetos se debate
No seu mundo cultural
Nesse mundo, diria à parte
Uma mulher de sonhos e desejos
A poesia que cria, é arte
Sendo a Florida Paulista
Junto da Frorida donde a flor orquídea mais parte
A cidade brasileira tendo o amor de outra flor
Conta com mais esses naturais traços de arte
Ali está a sensual Glória Salles
Onde se isolará na altitude
Se sensibilizará olhando os vales
Pode ali nascer informação de verdades
A publicidade onde labora
Também apresenta beldades
A exprimir o que pode nascer
De outros corações belos de outras idades
Como belo é o de Glória Salles
Portadora de várias sensibilidades
Bela do signo sagitário
Será isento de humanas vaidades

Daniel Costa



quinta-feira, 18 de março de 2010

Poema




DEZOITO DE MARÇO

 
Desejo assinalar o dia e faço
Na liturgia o de S. Gabriel
O dia dezoito de Março
Uma permanente bátega chovia
Em mil novecentos e sessenta e nove
Faz quarenta e um anos neste dia
Em dois mil e dez que segue a outro nove
Um dia de céu medonho
O nascimento da filha
Além de outros, foi sonho
A vida, a felicidade
Em dia de bom augúrio, porém céu medonho
Nesse dezoito de Março
Dia de S. Gabriel o céu assemelhava-se ao inferno
Parecia o mundo feito num pedaço
Jamais esqueci
Tudo, mais o que nem tive tempo de saborear
Continua o sonho que a meio vivi
O sonho continua divino
Cantarei parabéns
Como se fora eu menino
Sempre a dezoito de Março
Assinalo o feliz acontecimento
Eis o que faço
Recordar com galhardia
O dia dezoito de Março
Do céu choveu todo o santo dia
E o sol brilhou no coração, naquele espaço

Daniel Costa

SELO OFERERECIDO PELA ÂNGELA DO BLOG ENTREMEIOS, A QUEM AGRADEÇO A DEFERÊNCIA.
PASSO A REFERIR OS DOZE BLOGUES ESCOLHIDOS, NÃO TODOS OS QUE DEVIA,TENHO DE CINGIR-ME ÀS LIMITAÇÕES DAS REGRAS.

Mariazita
Lita Duarte
Vanuza
Ana Martins
Jacque
Renata
Fernada & poemas
Susy
Sam
Bandys
Maria de Bonfá
Ângela Guedes
Daniel Costa

terça-feira, 16 de março de 2010

Poema

Mar da cidade de Peniche, meu Oeste natal

Praia de Peniche, a Copacana de Portugal


CINCO IRMÃS

Amar mulheres não é ilusão
Convivi com cinco irmãs
Um gosto de sorte e sensação
Apenas mulheres
Na minha descendência foi condão
Se já sou eterno optimista
Vivo satisfeito com esta bênção
A mulher pode sempre contar
Com o meu respeito
Sem sombra de ilusão
A mulher para mim será ternura
Sempre abertura do coração
Será sempre um ser
Como se fora um ser irmão
Ainda conto com um
Sem falar do que morreu, embora são
Uma inteligência
Que se suicidou num dia de Verão
As irmãs morando distantes
A todos se juntam em confraternização
Promovem-se almoços
Onde existe sempre a palavra união
Assim é como amar a mundo
A flor mulher é sempre motivo de satisfação
Amando todo o mundo
É simples amar diferente, só a mulher do coração
A mulher eleita, é deveras amada
A mulher de outra emoção
Cinco irmãs, um gosto
A que se juntam, como fado e condão
As da descendência
O gosto é vivido, não é ilusão
 
Daniel Costa

sábado, 13 de março de 2010

Poema




FELINA MULHER

Camuflará doçura
Numa prosa poética
Suave a presumir ternura
Como aprecio viajar
Quis e fui ver perto
Num transatlântico viajei por mar
Observei Felina
Aquela mulher sensível
Que se apresente sensual e fina
Que se encolhe
Para esconder seu jeito de menina
Junto ao mar de Belém do Pará
A Mulher Felina
A adorar os filhotes ali está
Dá gosto ler o que escreve
Nas horas que dedica a esse maná
Adora-se a sensibilidade de Felina Mulher
Encolhe-se, na brisa do mar de Belém do Pará
Conhecem-se os cabelos
Da bonita mulher, do melhor que há
Sua beleza interior
No e como escreve mostra
Apresenta esse pendor
Analisando bem
Faz jus ao nome da cidade onde mora
No norte do longínquo Brasil, Belém
A bloguista Felina
É, não duvidemos, mulher de bem
Felina Mulher é sincera
A sua escrita agradavelmente bonita
Está muito para além de uma quimera
A maresia da costa de Belém
Reconforta quem
Quem se apresenta pessoa sincera

Daniel Costa

quinta-feira, 11 de março de 2010

Poema




PORQUE?

Não sei eu nem vocemessê
O mundo gira sem parar
Sem encontrar azimute, porquê?
Se nos referimos a incompetências
Da política é o que se vê!
Tantos amigos, tantos assessores
Paga sempre o povo
Que dizem ser soberano senhores
Antes de votar, promessas, aliciantes sim
Soberano só se for para desmandos e desamores
Imensos gestores de quê
Se as Ruas não têm trabalhadores
Legisladores para mostrar algum trabalho
Para quê, onde estão os fiscalizadores?
Mesmo que o poeta pareça incómodo
Deve reclamar dos governadores
Porque não cambiar seus salários
De magnificentes senhores
Pelo mínimo
Pelo mínimo de muitos trabalhadores
Pelos mínimos do que têm como elevados
Dos que afinal muito trabalharam
Para serem mal amados
Dizem-se governantes do povo
E o mundo gira, como velho moinho
Apenas mediocridade, nada de novo
Para fruir do suor do povoléu, do plebeu
Prescinde-se de provas
Basta o diploma, o cartão do partido seu
Eis o nosso mundo falido
Com a mediocridade de quem aufere do meu
Pelo menos reduzam o número dessa
Reflictam tenham siso, têm idade para não brincar
Digam verdades ganhem juízo

Daniel Costa
Fotos: Daniel Costa


terça-feira, 9 de março de 2010

Poema





Ó ELIZAMA

Uma mulher feia tem quem a ama
E uma mulher bonita?
Mulher tão bonita como Elizama?
Será mais fácil encontrar
Quem a adora e ama
Para se pretender amar
Um coração bonito como o de Elizama
Coração aberto como o mar
O mar sonha-se na cidade de Natal
Natal do Rio Grande do Norte
Grande como o seu extenso areal
Natal na costa norte onde tudo é azul
Azul como o seu mar
Do espaço dominada pelo cruzeiro do sul
Atravessando o oceano
Pode chegar-se e esse longínquo Natal
Onde trabalha e mora não há engano
Na área da saúde, esse mundo
Carecido de ser muito humano
Como Elizama, mulher de amor profundo
Amar e sentir a ternura dessa mulher
É conhecer um melhor mundo
É na cidade de Natal que se ama
No Rio Grande do Norte
A bonita mulher e mãe Elizama
Onde se sente o cheiro da maresia
Na área também designada por sol
Onde este bafeja o mar e o areal todo o dia
Os deuses sol e mar se espraiam como num lençol
Onde a interessante, a bonita Elizama
Irá observar e palpitar
A felicidade de quem a ama
Ó mar brilhante límpido, azul
Ó bela de nome invulgar Elizama

Daniel Costa


domingo, 7 de março de 2010

Poema


 



A VELHINHA

Adorava dançar o baião
A velhinha ainda era mexida
Atrevida, como fazer então?
Idosa, ares de vedeta muito meiga
Os peros que tinha à mão
Distribuía pelos netos
Ela e eles mostravam satisfação
Todo o mundo adorava a velha
Sempre alegre, chamava a atenção
O diabo da velhinha
Não deixava de sonhar com o baião
Sempre alegre, vivia
Se lhe ofereciam um copo de vinho
Não bebia, sempre respondia
Do mundo do filho dispunha
Um mundo que fora dela, ali vivia
Uma casa muito bacana
Apetrechos do campo possuía
Tinha uma pequena adega
Cascos com vinho havia
Na sua disposição
Jamais se mexia
Aconteceu mudança, arrumação
Viraram os cascos naquele dia
Estava um furo tapado com um torno
Apareceu a fonte onde a velhinha bebia
A explicação era esta
Para tanta folia
Que a simpática velhinha
Ainda que já alcachinada exibia

Daniel Costa



quinta-feira, 4 de março de 2010

Poema

Foto: Daniel Costa



Ex-libris pessoal, representa o eu cavador e o eu editor e jornalista filatatélico
SERENATA

Esta “picolíssima” serenata…
Aos Domingos havia sossego
A enxada deixava de ser bravata
Nos finais dos anos cinquenta
Esta picolíssima serenata…
Eram assim os Domingos
Era assim a semanal serenata
À noite rodava a bicicleta
Para uma noite menos pacata
A caminho de algum bailarico
Esta “picolíssima” serenata…
Cantada ou tocada em todos os bailes
Onde era a inevitável nata
Pares rodopiavam, alguns pediam
Esta “picolissíma” serenata…
A música italiana fazia furor
Como se fora tonificante
Dançada calmamente, ou com ardor
Anos cinquenta, os meus dezassete anos
Depois de uma semana a cavar com fervor
Ainda que do grupo dos maiores
Aos Domingos nem tinha esse favor
Não mentia, escapulia
Esperava no outro dia o desamor
Até que um dia o pai disse:
Nada faço, ficas com a loucura desse sabor
Tens dezassete, és um homem, podes ir
Matarás sempre o bicho* comigo
Não quero saber se vens tarde, tens de convir
O trabalho não se pode compadecer
Com o pouco tempo que tenhas para dormir
Esta “picolíssima” serenata…
Venceu o muito querer
Esta “picolíssima” serenata
Soava a aventura vencida
Porque não a uma sonata?

Daniel Costa
* mata-bicho: espécie de pequeno-almoço, antes do nascer sol, composto por chouriço ou toucinho, assado, entre outros comestiveis e um copo de água-pé.