quarta-feira, 29 de setembro de 2010

POEMA FALEM NÃO IMPORTA




FALAM NÃO IMPORTA

Há mentes bastante tortas
Imaginam verdades
Se falam não te importas
Em todas as idades
Há pseudo verdades, letra morta
Este mundo é para amar
Haverá sempre amor numa porta
Amor de verdade
Amor a todo o mundo também se nota
Viver para amar
Colocar em tudo amor profundo
É saber estar
Gostar de estar na evolução do mundo
Amar e construir
Falam, não importa
Podem até dizer meias verdades
Denotam alinhamentos
Onde predominam fragilidades
Intensificam a procura dum mundo seu
Onde o amor é inseguro
É escuro como se fora ateu
Quando o amor deve ser real
Límpido e infinito
Até se acabar todo o mal
Que falem não importa
Será o amor a vencer
Procuremos outra porta

Daniel Costa

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

QUANDO TE AMEI


QUANDO TE AMEI

Como aconteceu não sei
Vinhas da escola
O teu bonito olhar fixei
Nossos olhares se encontraram
Desde logo te amei
Pouco falámos
Vinhas sorridente da escola
Poucas vezes nos encontrámos
Estava mobilizado para a guerra de Angola
Foi um amor à primeira vista
Porém aguentou a ausência
De dois anos, o que julguei ser eterna conquista
Lembro bem o que dizias nas cartas que enviaste
Estimulavam o coração, à vista
Porém nova ausência
Foi embora o teu amor, a minha conquista
Não compreendi como aconteceu
Confesso, sofri desgosto
Meditei, andei como que zonzo
Acabei por procurar novo amor a meu gosto
Um desaire amoroso
Acaba por esquecer
Se vier novo amor gostoso
Não esqueci de quando te amei
Amar poderá ser tormento
Mas do novo amor gostei

Daniel Costa


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

POEMA DORA

POEMA DORA
 
Mulher serena que se adora
Como se isso não bastasse
Tem o nome de Dora
Bonita discreta
Caminhando em “souplesse” embora
É de Ponta Grossa
Do belo Departamento do Paraná
Cuja capital é Curitiba um destino
Cidade do maior que há
O seu Folclore é mimo
Apreciava a Dora
Acontece há muito, como um destino
A mulher é como uma aurora
Naquele norte diamantino
Aparece sempre serena
Mãe de outra linda mulher
Como a mãe terá um pudor de pequena
A cidade onde moram
A de Ponta Grossa
Como os seus naturais a adoram
Chamam-lhe Princesa dos Campos
Quem lá mora, assim como a Dora
Configurará um ramo de crisântemos
Simples como uma amora
Tem apelido de Vieira
Será assim essa mulher
Integra de serenidade inteira
O seu porte me fascina, aqui e agora
É um prazer e um gosto
Entender ter uma amiga selecta como a Dora

Daniel Costa

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

POEMA FÉ

 
POEMA FÉ

À fé de quem sou
Morar em Lisboa
A minha alma imaginou
Não era devaneio, era sonho
Acontecerá sempre o que sonhou
A fé será sempre uma tábua
Que nos livrará
De mal, de qualquer mágoa
O que sonhamos com fé
Acontecerá, com a pureza da água
Se sonhamos sem fé pura
Podemos esperar
Uma vida de amargura
A fé do sonho
Livrará do pesadelo
É a procura da pureza
Como se fora um modelo
Ter fé, viver a sonhar
Será viver a construir com fervor
Viver um sonho de amar
Sonhar com amor
Sonhei com a vida de Lisboa
Um dia cá cheguei
Não foi à toa
Diria até que programei
Ter fé importa
Ainda que vivamos alguma agrura
Um dia a doçura bate-nos à porta
Cá estou na minha sonhada Lisboa
Junto ao Tejo
O belo Rio, que mirou vielas, o da canoa
Que bem podia ser emblema
De proa

Daniel Costa


domingo, 19 de setembro de 2010

POEMA FALECEU A GLÓRIA


FALECEU A GLÓRIA

Foi em sete de Fevereiro o nascimento
Dia de mil novecentos e quarenta e cinco
Como foi a dia não recordo, apenas o envolvimento
Do acto, da loja da Tilde e do açúcar
Ficou ali sede de mais uma senha de racionamento
Dos que a Grande Guerra ocasionara
O único que havia no momento
O quarto rebento teve registo imediato
O necessário para ter direito à senha
Que para o agregado era um preciso acto
A senhora que era então bebé faleceu
Em dezasseis de Setembro foi facto
De dois mil e dez feneceu
Triste lance dos que a vida sempre reserva
Um momento triste que condoeu
Fui recordando no que a memória me preserva
Ali na, na cidade de Peniche, aldeia da Bufarda
Sentado junto a igreja da terra
Da Senhora do Rosário, de grande religiosidade
Na extensa Rua, hoje do mesmo nome
Rememorei actos dessa tenra idade
Aquela Rua então térrea
Está alcatroada como a de uma cidade
Onde circulavam carros de bois
Rebanhos de caprinos de verdade
Os campestres e humanos assobios
Eram um louvor à campesina felicidade
De repente do torpor acordei
Tinha percorrido já toda a Rua que dá ao Casal Maio
Tinha-se finado a irmã Glória, ali ficou, eu sei
Um infausto acto que vivi
Jamais esquecerei

Daniel Costa

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

POEMA ESPERANÇA


ESPERANÇA
Sendo a esperança
Uma das virtudes teologais
Jamais podemos perder essa herança
Que passou pelos nossos pais
Se directamente não ensinaram
A viver com ela
Testemunhos deixaram
Devia ser última das virtudes a perecer
Seria a esperança
Então a última a morrer
Perde-la portanto
Terá de um dia acontecer
Lutemos sempre sem parança
Temos tanta coisa bela
Nunca percamos a esperança
Apesar de tudo o que aconteça
Tanto mundo para esperar bonança
Tanto horizonte nos pontos cardeais
Onde a beleza podemos enxergar
Ainda temos os azimutes colaterais
Não tenhamos falta de esperança
Vamos olhando a beleza do mundo
Tenhamos a paciência de esperar mudança
Não ao desespero
Esperemos por bonança
Ela virá confirmar
O valer saber
Conjugar o verbo esperar

Daniel Costa

FALECEU HOJE, 15/09/2010, UMA DAS MINHAS IRMÃS, EMBORA O INFAUSTO LANCE FOSSE JÁ ESPERADO, ESTOU SEM CONDIÇÕES DE ESCREVER, OU FAZER COMENTÁRIOS, OBVIAMENTE!
D.C.

sábado, 11 de setembro de 2010

POEMA SOFRER POR AMOR


SOFRER POR AMOR

Podemos todo o mundo amar
Até mesmo o universo
Apenas um amor faltar
Porém, amemos este mundo controverso
Se o mundo é cruel, necessita que o amemos
Vamos esquecer ingratidões
Temos um planeta para amar, por ele com amor lutemos
Lutemos com amor e denodo
Apelemos serenos
Ao Senhor do universo
Para que cada dia mais amemos
Que o nosso coração nunca fique empedernido
Nem que os elementos
Se movam, para ver como se ama, sem ruído
Perece ser pagar um penhor
Muito amar
E sofrer por amor
Porquê esta paixão
Este desamor, meu Senhor
Se todo o mundo é irmão!...
Proliferam invejas e ódios
Também a calúnia
A inveja e ingratidão como se aí encontrassem pódios
Ainda a falta de solidariedade
Demos exemplos de amor
Sofremos mas amemos de verdade

Daniel Costa


terça-feira, 7 de setembro de 2010

POEMA SONHO DE VERÃO



SONHO DE VERÃO

Aconteceu numa noite de luar
Dei por mim longe do mundo terreno
Estaria a sonhar
Estava no espaço sideral
Como um ser espírita
Numa reluzente galáxia afinal
Ali encontrei um amor atraente
Como uma lapidada safira que senti real
Deslumbrado fiquei
Com a luz que emanava do sonho divinal
A mulher que encontrei
Dedicava-me um amor de verdade
Límpido como ela jamais amei
Neste mundo terreal
A luz, a sensualidade deslumbrante
A constante manifestação de amor
Faziam dela a apetecível mulher amante
Sonho de Verão
Vida acentuada por grande amor
Desde então assola-me o desejo de união
A mulheres sensuais e bonitas
A minha grande ilusão
Continuarei a aguardar
Novo sonho de luar num qualquer Verão
Queria voltar
A sentir essa agradável sensação

Daniel Costa

domingo, 5 de setembro de 2010

POEMA AMAR SERÁ LOUCURA?


AMAR SERÁ LOUCURA?
 
Amar é a sublimação da ternura
Todo o mundo é carente de amor
Se amar é loucura
Como pode haver tanta dor?
No nosso mundo onde prolifera
Onde reina o desamor
Bendita essa loucura de amor e paixão
Que existe e nos assiste
Com ela nunca caminharemos em vão
Amemos sempre
Os que neste universo procuram pão
Neste universo sim
A loucura está na promiscuidade
Na maldade ruim
Lutemos por uma dose de loucura
Para o amor chegar a todos
Vamos construir o mundo da ternura
Acabemos com esses deuses loucos
Que andam nos infernos soltos
Servem as loucuras dos seus mandões
Que não são poucos
Porque não enveredam por um mundo de união?
Por um mundo de amor
Onde reine a loucura da reflexão
Vamos amar todo o mundo
Até à loucura da paixão?

Daniel Costa


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

POEMA SINAL DA CRUZ


SINAL DA CRUZ

Escrevem eruditos. o sinal da cruz
O símbolo da cristandade
já existia antes de Jesus
Adoptado até por malfeitores não terá idade
Medito no assunto esperando uma luz
Sinal que não encontrei na cidade
Porém no meu Oeste natal
Só não comi o “pão que o diabo amassou” até á maioridade
Porque quem o cozia e era a mãe que nunca usou mal
Sempre pão de farinha de milho, mais a norte broa
À boca do forno na testa fazia o sinal
Não o faria à toa
Em todos os pães, com a ilharga da mão
Desenhava uma cruz em cada broa
Porquê nunca saberia de antemão
Um significado teria
Teria passado de geração em geração
Confesso, meditava mas também não sabia
Só que por ali proliferava a religião
A Católica Apostólica Romana
Porquê o sinal de cruz no pão não se sabia
Haveria uma fé insana
Vida dura, pouco sadia
A cruz ajudaria a senti-la mais humana
Talvez se intuísse que Deus o gesto apreciaria

Daniel Costa