terça-feira, 29 de março de 2011

POEMA SERÁ LOUCURA


SERÁ LOUCURA

Dizem que sou louco
Dizem, que me importo!...
De loucos todos terão um pouco
Convivo feliz com a loucura
Amo o mundo
Amo a ternura
Amo a vida
Tornando-a manto de brandura
Afastando a sofreguidão
A essa sei dizer:
- Não!…
Não vivo num universo
Num universo de ilusão
Sei que muitos choram
Porque não têm pão
Doçura será remédio na escassez!
Será mansidão?
Deixem-me ser louco
Digam-me que os grandes
Se preocupam um pouco
Façamos um apelo à humanidade
Enquanto justiça do Alto se espera
Esperar candura e mais humildade
Dos grandes que apenas almejam
Fazer figuras na desonestidade
Fazendo das injustiças bravura
Num mundo de insanidade
Bendita loucura
A denunciar um mundo de poucos
Fingindo que pensam
Muitas promessas, depois repartem trocos
Para muito arrecadar
Oh  insana loucura!
Depois muito a poucos dar
Olhai a robustez
A dos verdadeiros loucos
Dos loucos de vez

Daniel Costa



domingo, 27 de março de 2011

POEMA MUDA A HORA


MUDA A HORA

Muda a hora no foro
Em Portugal é mister mudar
Mudar o desaforo
Num País que descobriu e deu mundo
Tem gerado políticos mesquinhos
Que só o têm sabido levar ao fundo
Não nos venham argumentar ser a crise mundial
Poder-se-á compreender ser flagelo
Porém nunca foi previsto em Portugal
No mundo já se prevendo, eram tomadas medidas
Aqui a cigarra cantava sem igual
Sabia fingir que mentia
Cá neste ocidente  o que sabia era receber muito metal
Se bem se recordam mentiam
Dizia nas Televisões: ter criado um oásis sem igual
O que nos apresentam agora
É um grande deserto natural
Condicionar a justiça
Desataram a aparecer focos de corrupção anormal
Muda a hora
É tempo de dizer basta!... Afinal
Queremos amor pelos miseráveis, pelo próximo
Basta de conduzir o País a uma charada banal
Não se quer subir a outra galáxia
Onde um quarto mundismo possa ser normal
Devemos querer, antever a restauração
Hoje mudou a hora afinal
Temos de dizer não e querermos muito mais
Fazer soar a hora de restaurar Portugal
Fora as inconfessáveis mordomias
Desses de pataratas do anormal
Que criaram uma lauta mesa no poder
O poeta tem de ser duro em Portugal
Denunciar o que se que se passa
Acenar com verdade afinal
A verdade, para muitos poderá custar a deglutir
Só com ela este belo jardim
Poderá algum dia florir

Daniel Costa

sexta-feira, 25 de março de 2011

POEMA PRNCESA DO TUA


PRINCESA DO TUA

Bela Mirandela
Onde se espraia o Tua
Que se funde com o Tuela
A ribeira do Carvalhão
Passando serena nele desagua 
É num recanto
Formado pelos dois
Que majestosa em pedestal
E depois?
A princesa a domina com seu porte magistral
Parece orgulhar-se de que a apelidem
De Princesa do Tua
Entre serras na cidade de Mirandela
Mirando beleza
Como és serena e bela!
Bastaria as águas límpidas
O Rio a formar-se
Nos não longínquos
Rabaçal e Tuela
Que se juntam a formar
O sereno lençol de água
Que o Tua apresenta a Mirandela
A Princesa contempla
Benditos os olhos
Em dourados berços
Que miram o conjunto
Embevecidos olham outros adereços
A velha ponte romana
Mais os seus nichos
A formar a velha entrada
Ainda o repuxo
Sonhadora Mirandela
Com o lendário Tua
Tens tudo para seres tela
Na zona quente, tens a Princesa
Serena e assaz bela.

Daniel Costa

terça-feira, 22 de março de 2011

POEMA FESTA DA VIDA

 
PRIMAVERA DA VIDA

Façamos dos nossos dias uma alvorada
Estejamos sempre na Primavera da vida
Esta terá de ser sempre amada
Viver é como sentir o perfume da giesta
Que dela sejamos sempre enamorados
Para que andemos em contínua festa
Vivamos sempre o amor com ditos e piropos
Ainda que a desgraça que no mundo grassa
Seja de nos trazer loucos
Devemos dar exemplos de alegria
Para vergonha de muitos governantes taralhocos
Que se julgam fadados para a mestria
Porém acabam por comandar naves
Ocas, que mais ocas transformam a cada dia
Revelam desamor pelo mundo
Revelando muita cobardia
Apenas sabem conduzir um mundo muito seu
Onde só exista a sua mordomia
Procuremos sempre amar
Esmagar com optimismo tanta fantasia
Que por nós passa, como se fosse graça
De quem julga saber de alquimia
Como se vivesse noutro planeta
Onde não houvesse a luz do dia
Façamos da vida uma permanente Primavera
Aprendamos a ser modernos
Gritemos bem alto: estamos noutra Era!...
Tenhamos amores sempre modernos e eternos
Que a Primavera da vida seja pura alegria quisera
Um mundo vivificado
Não uma permanente quimera!

Daniel Costa


domingo, 20 de março de 2011

POEMA SENHORA DA BOA VIAGEM


SENHORA DA BOA VIAGEM

Na varanda marquei Peniche e Berlenga
Posso parecer tolinho alucinado
Explico, haverá quem entenda
Se o vento sopra do norte
Olha-se a ilha levanta-se a tenda
Não chove, vê-se longe a Berlenga
No campo semeia-se o trigo
A ausência de chuva não será lenda
Do rural campo vem o pão
Do mar da vila o peixe
Depois vem o Verão
Todos em festa agradecem a Deus
Da Senhora da Boa Viagem a intercessão
Junto ao mar, no Alto da Vela
Ali à beira o gozo e a diversão
Festa e folia, pois então
No alto mar passará a procissão
Nos barcos, muitos vamos entrar
Fazer a viagem de adoração
Olhem-nos todos engalanados!...
Flâmulas e miríades de luzes
Nas águas reflectem um vistão
Seguem perfilados, passando o Carvoeiro
A meio percurso da Berlenga
Viram, como apontassem à Consolação
Num segue o andor com a Senhora
Ali vai Soberana, como protectora
Num outro a banda, tocando
Fazendo solene a ocasião
Já no cais a apoteose, com grande animação
Fogo de vista aquático e a emoção
Embevecida a Senhora da Boa Viagem
Também preside e pensará:
Adora-me este povão!...

Daniel Costa

quinta-feira, 17 de março de 2011

POEMA EMPIRISMO DA FELICIDADE


EMPIRISMO DA FELICIDADE

 Comigo aconteceu
Sonhar com exuberante euforia
Um sonho que só podia ser meu
Viajava numa ambulância, rumo a casa
Isso vim a ter conhecimento, aconteceu
O veículo, vi-o como um descapotável
Não intuía estar numa etapa breve a caminho do céu
Muito positivista, razão teria para o sonho de euforia
Assim sonhava e me vivificava eu
Empirismo da felicidade estará nos sonhos
Comigo aconteceu
Aconteceu uma década atrás
Agora a dogmática Maria me apareceu
Sempre vivi no sonho
Do sonho em que vive no ego meu
Quem sonha positivo
Com carisma de bondade de eterno optimismo
A felicidade terá como aditivo
Algo que os sonhos registam
E nós tornamos criativo
Comigo aconteceu
Não senti sofrimento e sinto-me bem vivo
Continuo vivendo
Deuses e deusas eu bem os digo

Daniel Costa



segunda-feira, 14 de março de 2011

POEMA EXCLUSIVIMO



ESCLUSIVISMO

Há inúmeras manias
Por vezes são fantasia
Tenho a minha bizarria
Delas falaram-me um dia
No momento uma tara definia
Desde então sempre a revia
Falar dela me comprazia
Talvez devido ao novo século
Que chegou um dia
Do anterior não ficou dor
Não ficou desamor
Questiono se fiz
Se a conjuntura o fez
Algo de exclusivismo
Anotei uma vez
Aos dezasseis anos
Ganhar jorna de homem
No Casal Torneiro
Terá sido favor que um deus fez?
Aventura, força de querer, sensatez?
Estimulante talvez
Porque cavei
Acima da média, a jorna, ganhei
Em três concelhos do Oeste
Peniche. Bombarral e Lourihei*
No campo, de sol a sol trabalhei
Na guerra de Angola
À coordenação do rancho cheguei
Em Lisboa, trabalhando e estudei
Nos trabalhos dirigi e coordenei
Que mais sei?
Ou por outra, quanto mais observo
Quanto mais procuro, menos sei
Mas este é o meu tempo
O de me achar com direito
A alimentar a mania
Da exclusividade do dia

Daniel Costa

* NOTA: O EI era muito, da fala popular,
               no meu Oeste natal.
             Aqui refere Lourinhã.




sexta-feira, 11 de março de 2011

POEMA O DOM DE AMAR

O DOM DE AMAR

Sentir amor e saber perdoar
Todos os males do mundo
É ter o dom de amar
Amar um ser só
No seu refúgio cautelar
Ser testemunha de tanta maldade
De quem não ama o próximo
Ter dó de quem causa infelicidade
É ter espírito forte para procurar a sorte
Ver como que se fora falta de maturidade
Apenas pensando nele
Não procura reflectir na maldade
Que pode causar ao país
Ao mundo, à sua cidade
Tenhamos o dom de perdoar
Exemplo de que o mundo está carente
De quem saiba amar
Ter fé e amor por muita gente
Dessa que vagueia nas ruas
Será interiormente feliz mas indigente
Venham todos os deuses
Que se anunciam, também querendo a dízima da gente
Não um amor sensacional
Que devia sempre estar presente
Há que lutar com um tenaz amor natural
A tentar desfazer corrupções
Para que o mundo se apresente
De amor, de convicções
Vamos denodadamente lutar
Travemos as nulidades dos vendilhões
Sigamos construindo um mundo
Um mundo gostoso para viver e amar

Daniel Costa


terça-feira, 8 de março de 2011

POEMA A VIAGEM

 
A VIAGEM

Num dia de solidão
Concebi uma viagem
Desde então a minha vida
Conheceu uma viragem
Esvoacei até ao infinito
Avistei um mundo esquisito
Um primeiro a apregoar milhões
Povo apenas com miragens
Onde apenas chegam tostões
As farturas no reino
Pareciam ser tantas
Eram bravatas afinal
De quem veio falar de beatas
Aconteceu em Portugal
Um país de beleza natural
Onde há homens
De tamanha pequenez
Foi assim que Deus os fez
A apregoar riquezas
Onde apenas há mesquinhez
Que caminho segue Portugal?

Daniel Costa
 
DIA DA MULHER

Por razões que não vêm ao caso, até serão interessantes, nada tenho escrito. Hoje DIA INTERNACIONAL DA MULHER faltará imaginação para lhes dedicar um poema. O presente é em reposição, mas não esqueço as flores que tornam o mundo menos agreste, as deusas mulheres.
Entrados no século XXI, não se deveria já justificar os princípios que conduziram à criação do DIA.
No entanto o DIA INTERNACIONAL DA MULHER deverá sempre ser bem acolhido, porquanto as mulheres são as verdadeiras heroínas das nossas vidas, devem ter o seu dia muito especial. Elas são as esposas, as mães esmeradas dos filhos, as secretárias, as amantes, etc.
Em suma, as verdadeiras, flores!
Confesso ter sido a Lucinda, Lucinda Reizinho, que me motivou a escrever o presente texto pelo motivo e porque sou apreciador da sua personalidade, ficam os agradecimentos.
Daniel


sábado, 5 de março de 2011

POEMA QUANDO O AMOR CHEGOU


QUANDO O AMOR CHEGOU

Quando nossos olhares de cruzaram
O mar, a maré arribou
Nossos olhos faiscaram
A maré pela areia se espraiou
Os nossos corações se encantaram
Um bonito amor se aproximou
Mais os olhares se fixaram
O suave odor a maresia inebriou
As ondas do mar, no seu vai e vem, mais rolaram
Habituadas a sentir muito mundo que no areal se amou
A espuma branco-azulado convidava a amar
Deus parece que ali parou
A olhar a serena tranquilidade daquele mar
Ao longe uma gaivota esvoaçou
Os olhos ficaram fixos, deixaram de faiscar
Uma sirene ao longe soou
Ficaram brilhantes
A loucura de amar os encantou
Chegou a noite
O luar com o seu brilho os abençoou
Ficou uma promessa
A acenar novo encontro que entusiasmou
Naquela praia naquele areal
A vida mudou

Daniel Costa


quarta-feira, 2 de março de 2011

POEMA SERENIDADE


SERENIDADE

Lá longe noutra cidade
Naquele outro país
Mora a serenidade
Serenidade amadurecida
Com amor e lealdade
Numa labuta intensa
Em ambiente de solidariedade
Num outro pais
Mora a serenidade
Em sua volta
Reina a solidariedade
Tem como companheira
A virtude da amizade
Num clima de fraternidade
Candura e pureza
Intensa amenidade
Tudo caldeado
É tornado massa
De saborosa sobriedade
Torna-se saborosa
Se ingerida com frugalidade
E longe noutro país
Naquela cidade
Cidade onde mora
Está a intensa amizade
Na transparente alma
De dona serenidade

Daniel Costa