sexta-feira, 31 de agosto de 2012

POEMA AMOR COMANDADO



AMOR COMANDADO

Dormindo pelo sonho dominado
Pareceu a este sonhador que aconteceria
O amor comandado
Se fosse, o que isso representaria?
Se desejava apenas amar e ser amado!
Em breve o meu anjo apareceria
Sem delongas, eu era alado
No espaço o anjo, pressupor amor me fazia
Agora numa espécie de lambreta, me aparecia
Amor comandado
Voando até um tão inóspito, como bonito mar estaria
De novo apareceu o anjo que com indicador apontado
Eram duas facetas de determinada mulher que ali vivia
Apaixonei-me por ela, logo a elevei a amor idolatrado
A lambreta voava naquela galáxia e refulgia
Amor comandado
Também à mulher refulgir me parecia
Era como se representasse um amor doirado
Aquela mulher interessante, bonita a meus olhos, diria!
Que sonho encantado!
Despontava a aurora, com ela o dia
Eu entusiasmado
O amor, estava ali, parecia magia!
Era o amor comandado
O sonho tinha terminado e eu não temia
O que o anjo me tinha proporcionado
A fazer feliz o amor, ele me ajudaria
Amor comandado

Daniel Costa


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

POEMA AMOR ABRAÇADINHO

          

AMOR ABRAÇADINHO

Podíamos dizer: o amor é bonitinho
Não devemos olhar o mundo como um traço
Porém o amor poderá ser abraçadinho
Devemos abarcar o mundo num abraço
Podemos imaginar um passarito no seu ninho
Metaforicamente, podemos ter coração de aço
Assim sonhava direitinho
O meu anjo me levou a ver a grandeza do espaço
Amor abraçadinho
Sonhava, alado, voava sem embaraço
Chegava à outra galáxia de mansinho
Voando como um poetaço
Já os dois fiéis corcéis, devagarinho
Transportavam-me algo já via, um gesto de abraço
Gesto, talvez de amor abraçadinho
O meu gesto, primeiro foi estreitar um, depois o outro braço
Num mimo, que redundou num miminho
A gaiata não será o que se poderá chamar traço
Eu poeta, aprecio mais o amor maneirinho
Era na praia, que se deu o amor sem cansaço
Frente à imensidão do mar, o meu caminho
Depois o anjo, já evoluía na vastidão do espaço
Eu a levitar, acordava com o amor abraçadinho
Acariciava, aquele regaço,
Por toda a vida continuou o amor abraçadinho

Daniel Costa



















quarta-feira, 22 de agosto de 2012

POEMA TALISMÃ

 
 

TALISMÃ

Sonhava com vivência em cidade anciã
Ao mesmo tempo moderna
Estaria ali o meu grande talismã?
A metrópole parecia-me eterna
A mítica cidade de Amã
 Para que intuísse ideia hodierna
No sonho o meu anjo me vigiava com afã
Em pouco, sem me sentir reserva
Mirava-me para me oferecer um talismã
Já me sentia como numa bonita caverna
Me olhei, me senti galã
Os dois fiéis corcéis e sua estrutura de reserva
Dali voavam em superior dimensão, com olor de hortelã
Era na conhecida galáxia, na dimensão de Minerva
Talismã! Talismã! Talismã!!!
Era então a mulher por que suspirei, de sabedoria eterna
A elegante anfitriã!...
Nitidamente, com os olhos pisquei à maneira moderna
Primeiro, entre flores, como doce irmã
Depois a sua elegância, entre palmas, felicidade – tentativa de união
A anfitriã era a mulher talismã!
Num ápice estava acordado, na minha terrena mansão
Amor! talismã!....
Amor que, para sempre fiquei a senti no meu coração
Talismã! Talismã! Talismã!...

Daniel Costa




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

POEMA OVERDOSE DE AMOR




OVERDOSE DE AMOR

Amar deve ser viver com fervor
Haverá permanente e amoroso sentimento
Overdose de amor
Sonhava, estava noutra dimensão
Sentia-me elevar no ar com ardor
 Fora alado para a ocasião
Pelo meu angélico monitor
Alazões me conduziam com visão
Noutra galáxia com perícia e pundonor
Rebocavam moderno trem, me apanharam de antemão
No espaço voava, procurando o luzidio amor
Fixaram uma sacada, ali estava uma bela mulher e ele à mão
Sua serenidade era como a de uma flor
A sabedoria, parecia ser seu pendão
Mulher flor, mulher serena de amor
Mirou-me com muita atenção
O meu anjo protector
Então voou, da mulher ficou fixação
Numa prece ao Senhor
Meditativa mas de curta duração
Aconteceu overdose de amor
Ficou tonificado meu coração
Overdose de amor!....

Daniel Costa




sexta-feira, 17 de agosto de 2012

POEMA AMOR SEM FRONTEIRAS

 

 

AMOR SEM FRONTEIRAS

O amor não deve ter barreiras
Amam o príncipe e a princesa
Amor sem fronteiras
Até o plebeu, perdeu a tibieza
Ama com verdade, vidas inteiras
Tocha de fogo e luz, sempre acesa
Os sonhos comandam nas esteiras
A mim acontece muito e com firmeza
O meu anjo aportou nas beiras
Ao firmamento me elevou com sua destreza
Em pouco me vi na outra galáxia sem rodeiras
Numa espécie de lambreta, voava comigo com lhaneza
Voava a parecer telecomandada por entre cheiro de rosas de roseiras
Rodas não tinha, vida minha!... Se sentia beleza
Voando por entre elementos parou a saltitar, numas traseiras
Que queria o anjo, eu visse? Uma angelical realeza!
Amor sem fronteiras
Uma bonita mulher de verde, a minha verdade, estava ali com certeza
Naquela galáxia, encontrava o amor sem barreiras
O mesmo anjo me voltou a trazer à terra com leveza
O amor de verde, não de minhas fantasias ou bebedeiras
Acordei com tudo o que queria, o verde e a mulher eram certeza
Amor sem barreiras
Ali me olhava no seu alegante verde, a evidenciar sua beleza
Gostosamente, a acolhi, era o meu amor sem fronteiras
O verde a representar a minha bandeira com singeleza
Amor de paixão, amor sem barreiras
Acordei feliz, tinha ganho um amor de firmeza
Amor sem fronteiras!...

Daniel Costa








terça-feira, 14 de agosto de 2012

POEMA UNIÃO E SAUDADE


  
  
  

UNIÃO E SAUDADE

A união traz felicidade
Cerca de sessenta pessoas, em doze de Agosto, reunidas estavam
Festejavam em união, onde não faltou a saudade
Todas na mesma árvore entroncavam
Ali na grande aldeia da Bufarda, onde vivi até à maioridade
De sessenta, apenas dois ali vivem e estudaram
Festa com matança de porco, na modernidade
Bastantes de longínquas cidades e da estranja rodaram
Junto à orla marítima de Peniche cidade
Num quadro de parede, figurava a irmã Glória que todos estimaram
Fez-se sentir, a presença da eterna saudade
Seu marido Gil, que a amou
Em silenciosa vivacidade
Numa romagem solitária, de a recordar não se escusou
Dela se lembrou, na verdade
Reuniões, como a presente, ela bastante estimulou
Reuniu todos à sua volta em união sabia já, que seria a sua última felicidade
No velho espírito de união, que muito amou!
Ficou feita o que teria sido a sua última vontade
Quinze dias depois, tudo se reuniu em união, num último adeus lhe acenou
Da sua presença, o seu marido, quis fazer a sua representatividade
Dois mil e doze, estamos na passagem de dois anos que para o além voou
Intermediada pelo Gil na efectividade
A união a repetir-se voltou
O que a partir de agora, designarei, por união e saudade

Daniel Costa
Poema e fotos








sábado, 11 de agosto de 2012

POEMA AMOR SONHADO



AMOR SONHADO

Quando há amor, o coração se encontra dele carregado
Se, se sente correspondido a gente vive contente
O íntimo transpira confiança no amor sonhado
O coração não desmerece, nem mente
Ainda que o amor esteja na outra margem, do outro lado
Jamais se sente, vagamente
Assim é o amor sonhado!
Numa noite de luar, sonhava como um vidente
O meu anjo da guarda me pegou, me levou a ver o outro lado
Evolui, subi docemente
Já noutra galáxia voava, alado
Não teria o dom, uma parelha de corcéis, potente
Por entre etérios elementos, me levava a ver o amor sonhado
Num instante, eu ternamente,
Via a figura, o anjo amado
Vislumbrava a beleza imanente
A sábia mulher, esse ser meu privilegiado
Com olhar de doçura permanente
Amor sonhado
É um amor incandescente, quiçá reluzente
O coração mais bateu pelo ser amado
Quando acordei, o coração rejubilava, florescente
O amor havia encontrado
Em galáxia diferente:
Sentia seu bafo a meu lado
Um amor eloquente:
 - Amor sonhado!...

Daniel Costa









quarta-feira, 8 de agosto de 2012

POEMA AMOR DOBRADO




AMOR DOBRADO

O amor é doirado
Com ele se pode viver em sintonia
Amor dobrado
Pode buscar-se na academia
Amor sintonizado
Num sonho, o meu anjo aparecia
Apareceu, como que, num estrado
Nele voava e muito alto subia
Ia já enamorado
Sem saber onde ia
Ia sonhando num amor dobrado
Noutra galáxia onde o amor refulgia
Sorriso apaixonado
Assim me via
Amor de coração doirado
Dois cavalos de raça, numa galera fugidia
À minha vista, o devaneio parecia consumado
Eis, quando num parque, mesa de mordomia!
Estava o amor ansiado
Acenava e me querer, com amor, dizia
Estava avisado!
Para a galera o amor subia
Amor dobrado
Eu já acordado, o coração pulava de alegria
Tinha a meu lado
Quem amava e queria
Coração apaixonado
O anjo brilhava e me seduzia
Amor dobrado
 O anjo rejubilava e repetia:
- Amor dobrado!...

Daniel Costa









domingo, 5 de agosto de 2012

POEMA A VIAGEM



A VIAGEM

Sempre precisamos ter coragem
Para enfrentar a vida
Para senti-la como uma viagem
Mais ou menos em tela sofrida
Esta é uma ténue imagem
Do que Evanir Garcia, um dia
Escreveu com elevada vantagem
Sem laivos de fantasia
Num acto misto de amor e coragem
Ao ler, a lágrima do canto dum olho me corria
A VIAGEM
A marcar uma vida, um sonho que o tempo esvaia
Dos tempos, uma voragem
Sofrimento intenso de bastante tempo, não de um dia
A viagem, saiu mensagem
O tempo corria, um novo Judas, tudo vendia
A VIAGEM
Essa panaceia, esse polvo que a envolvia
Sem fazer rodagem
Se pode deduzir do que escreveu Evanir Garcia
Ao sitio se atreveu a também levar ventos de derrapagem
Meu Deus!... E o pobre Alceu, onde estaria?
A aurora libertária, chegou em boa hora a trazer vantagem
Sob o nome de Diego, notar se faria
Estava a acontecer uma estimulante viragem
Uma beleza de estação atingiria
A VIAGEM
A Vantagem da capacidade se sofrimento seguiria
A VIAGEM
Lição de querer de Evanir Garcia
A VIAGEM!....

Daniel Costa




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

POEMA ESTADO DE GRAÇA


ESTADO DE GRAÇA

Decepção um sonho que passa
Visão, ou disposição de um dia?
No outro, estado de graça
Um sono agitado, sorrir me parecia
Eis quando o anjo esvoaça
De amor me cobria
Fugazmente fez-me penetrar em outra galáxia
Em estado de alegria
Estado de graça
Dois corcéis, movimentando um trenó, nele me via
Voaram até estacionarem, como numa praça
Oh, Que emoção sentia!..
Entre muitas mulheres, com uma o meu coração engraça
Era a que escolhia
De novo, o anjo esvoaça
Dizendo-me: levá-la comigo podia
Estado de graça
Tanto fiquei a amar, que dizer? Não sabia!
Que era divinal, comparei à real garça
Tão real, que tocar-lhe, a interferência do anjo permitia
Ao acordar, via a paisagem, como o cristal de uma taça
Um amor molhado, naquela praia, inalava a maresia
Estado de graça
Era o que sinto e sentia
Para sempre estado de graça
Que amor, descortinava e via! …

Daniel Costa

Foto: cedida por Severa Cabral escritora