quinta-feira, 29 de novembro de 2012

POEMA AMOR INULTRAPASSÁVEL



AMOR INULTRAPASSÁVEL

Amor indelével
Aquele que se sonha vivenciar
Amor inultrapassável,
Jamais se deseja instaurar,
Para a vida amorosa ser inigualável
Sonho linear
Aconteceu algo insondável
Eu sonhador, a pular,
Pular variável
Imaginei, me fidelizar
A um amor, viável
O anjo me pareceu visitar,
Imaculadamente fiável
Já sonhava a voar,
Voava entre elementos, expectável
Me sentindo flamejar
Amor inultrapassável
Ressoando no ar
Feliz, imutável
Cavalos de raça, alguém a comandar
Invisível porém, agitável
Mulher sensual junto ao mar
Amor inultrapassável
Coração, naufrago, de amar
Mulher, sensualmente fiável
Doces, versões, a mesma titular
Olhar fiável, amável
Pareceu uma vénus, num altar
Afável, adorável
Seria eu a delirar?
Seria viável?
 Era eu a acordar
O anjo espectável
 A deixar se sentir olhar
Amor inultrapassável
Afinal o anjo me permitiu sufragar
Me ungiu de amor, inefável
Sagaz, capaz de ultrapassar!

Daniel Costa





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

POEMA AMOR FLUTUANTE


 


AMOR FLUTUANTE
 
É uma constante
Haver omissão
Amor flutuante
Ainda que, com petição
Sonhava a montante
Sonho de razão,
Razão resultante,
De outra encarnação
O anjo esvoaçante
Me concedeu protecção,
Felicidade importante
Espírito de missão
Esvoacei num instante
No firmamento, em evolução
Encontrei a galáxia, como viajante.
Novo mundo em construção
Uma parelha de renas galante
Me esperava, em ordenação
Percorri, como voante,
Como em comissão,
Numa praia, na vazante
A reduzida comitiva parou, numa oração
Avistei uma bela mulher insinuante
Mistura de sonho e devoção
Seria amor significante
Ou convicção?
Mirei uma pedraria, variante
 Não se alterou a emoção
A mesma flor de mulher, o coração latejante
Quando me vi planar, em ebulição
 Me senti acordar, balbuciante
O anjo como a implorar, aos deuses, perdão
 Me entregou a mulher alegre, cintilante
Amor flutuante
É assim, o precioso diamante
O amor flutuante!

Daniel Costa






sexta-feira, 23 de novembro de 2012

POEMA AMOR CONSAGRADO





AMOR CONSAGRADO

Amor aromatizado

 Vários matizes

Amor consagrado

Variegado, entes felizes

 Tempo aliado

Sem pinturas e vernizes

Amor não convidado

Venceste amor, ganhaste raízes!

Ficaste enraizado,

No mundo, entre países


Estás infiltrado?

A quem o dizes!

Trauteia-se o fado,

Ignoram-se juízes

Num trinado

Pairam anjos petizes

 Um se destaca fadado

Sem abatizes

 Me faz elevar, enlevado,

A outra galáxia, a outras raízes

Já no infinito sonhado

Voei até junto a diferentes declives

Parei, olhando o matizado,

De bonita mulher, olhares livres

Oh!... Sonho doirado!

Oh!... Sonho de outras raízes!

Não tardou, o sonho estar terminado!

Ainda me pareceu ver declives

A beleza da mulher, de um e de outro lado

Sem os abatizes

O anjo com seu manto adornado

Voltava a comandar o coro de anjos petizes

A mulher me apareceu de olhar fascinado

Sem deslizes

Amor elevado

Futuros felizes

Amor consagrado!

Daniel Costa






terça-feira, 20 de novembro de 2012

POEMA AMOR ADIADO



AMOR ADIADO


Céu enluarado

A pressagiar uma loa

Amor adiado

A ocasião não pareceu boa

Cumpriu-se o ditado

O vivaz sonho entoa

Guardou-se para momento sofisticado

O amor não esquece, perdoa!

 Não esquece o ser amado

Sempre na mente seu hino entoa

Sonho a parecer elaborado

Jamais pensa à toa

Nunca se sente abandonado

O anjo entende e sobrevoa

Os raios lunares a incidir no vidrado

O ambiento do sonho se enevoa

 No sonho me vi alado

Por entre galáxias minha alma voa

Sobrevoei a estrada de Santiago

Via láctea bela e boa

Bonita mulher a figurar de flor- anjo amado

Gostosa, como quem de amor se doa

A procurei do outro lado

Não era em vão, meu coração se atordoa

O amor apontava o céu extasiado

A mulher parecia anjo que me abençoa

O amor apenas ficara adiado

Novo hino se entoa,

Coro de anjos para mim virado

Amar com convicção, é o bem da pessoa

Amor adiado

Sendo por mente boa,

Nunca será olvidado

Amor adiado

Nunca terminado!


Daniel Costa



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

POEMA AMOR SURPRENDENTE - I I



AMOR SURPREENDENTE - I I

Vivo dependente

De um amor de lua cheia

Amor surpreendente

Um sonho lindo me presenteia

Sonho atraente,

Que parece, não premeia

Amor no íntimo presente

Amor que o coração incendeia

Coração de vidente

 Doce sorriso o anjo alardeia

Acompanha, meditando em boa semente

Medita e volteia,

Outra vertente;

Conduzir-me a outra galáxia planeia

Alma ardente

Que meu coração incendeia

Balão me transportando a ar quente

Fervendo o sangue na veia

Num mundo diferente

Mulher bela como sereia

 Bosque verde reluzente

Seu vestido azul me enleia

Que mulher atraente!

No mesmo momento, pareceu teia,

Era não, uma sombra envolvente

O anjo paira e me enleia

Amor surpreendente

Junto a mim em noite de lua cheia

Amor surpreendente

De novo o anjo me vigia e permeia!


Daniel Costa





terça-feira, 13 de novembro de 2012

POEMA AMOR DE DEVOÇÃO

 

AMOR DE DEVOÇÃO

Como ofuscar a declaração?
Chama que no meu coração crepita,
Amor de devoção
De lenta combustão bendita
Fonte de inspiração
Flor bela e bonita
Senti eterna vocação
Desejei uma mulher catita
Aos céus elevei uma oração
De alma a parecer aflita
Grito de eterna paixão
Amor que se eleva e palpita
Sonho de eleição
O anjo ciranda e acredita
Toma conta do amor de perfeição
Minha alma medita,
Eis, que me senti em elevação
Rumando à galáxia infinita
Sentir o condão.
De flor de raridade restrita
Com amor, sem sofreguidão,
Sem compita
Uma parelha de corcéis com rectidão,
Que coisa, mais bonita!
Comandados, sem sombra de ilusão!
Pelo anjo, em forma de fada morenita
E agora? A comoção?
A alvura, de mulher bonita!
Em fundo, a brancura ressalta da escuridão
Ao acordar, a mulher me parece infinita
Amor de devoção,
 Olhem-na: que mulher de figura mais bonita!
Podem ver a minha paixão!
A amor é estado de alma que se dedica
Amor de devoção!

 Daniel Costa





sábado, 10 de novembro de 2012

POEMA AMOR EXPLOSIVO

 

AMOR EXPLOSIVO

Amar será, é, imotivo
Não se deve desdenhar!
Amor explosivo
Paira sempre no ar
Amor que bendigo,
A sonhar,
Trilho que sigo
Mente a brilhar
Amor explosivo
Torrente lapidar
Amor impulsivo
Poeta a sonhar
De amor me afadigo
Volátil a voar
Anjo, amigo
Numa noite de luar
Em “testigo” (1)
Entre céu e mar
Amor explosivo
Na galáxia a esvoaçar
O pêgaso num silvo
Ora em voo, ora a caminhar
Parecia sem motivo!
Terá sido o anjo a comandar!
Amor explosivo
Em frondosa floresta foi parar
  Mexia comigo
Meu coração a se apaixonar
Beleza de mulher: como digo?
Se me via a acordar!
Amor explosivo
Manto de alvura, me pareceu divisar
Amor explosivo
Um eco: - repara a fixar!
Amor explosivo
A linda mulher: - venho-te entregar!

Daniel Costa

(1) Em português = testemunho




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

POEMA AMOR DELIRANTE

 
 

AMOR DELIRANTE

O sonho pode ser brilhante
É diamante a lapidar,
Amor delirante
O sonho será modo de vivificar
Amor tonificante
Minha ternura de sonhar
Olhar faiscante
Em pouco me via alado a voar
A parecer um trovante
Outra galáxia a alcançar
Sentia um amor tonificante
Uma galera para me transportar
Parelha de cavalos de raça brilhante
Me levavam a esvoaçar
Para num areal a jusante
Ou seria areal do mar?
Areia de arvoredo exuberante
Junto bonita mulher, amor a marcar
Aconteceu naquele instante
Me perguntei: como a amar?
Amor santificante
 A defender-se do calor solar
A mulher exibia chapéu em garridice brilhante
Amor no ar
Cavaleiro andante
Sonho a findar
Anjo viandante
A meu lado, para ma doar
A mulher, que sonhara diamante
Eu a trovar
Voz amenizante
Preceito de amar
Amor delirante

Daniel Costa



domingo, 4 de novembro de 2012

POEMA AMOR MUSICAL



 AMOR MUSICAL

Sonho real
Belo como vitrais
Amor musical
Pautas lêem-se como se olham trigais
Amor celestial
Como andorinhas esvoaçando junto a beirais
Papoilas dardejando no trigal
Requebros sensuais
Amor de beleza musical
Parecendo bando de pardais
Escutando ecos de catedral
Como se, se estivéssemos em arraiais
Beleza sentimental
O entoar dum coro de anjos divinais
Sonho de um amor musical
Música hodierna em areais
 Me pareceu ver o anjo divinal
Eis-me voando em espaços siderais
Tudo me parecia divinal
Em voos como que ,dominicais
Amor musical
 Espírito de anjo acabar, jamais
Avistei bonita mulher, silhueta de anjo como aval
Me apaixonei por aquela, usando estampados reais
Beleza simples, ao mesmo tempo sensual
Me apaixonei em termos leais
Amor musical
Numa paixão sem rivalidade, sem rivais
Num último olhar original
Acordei a ouvir a música do chilrear das aves, dos pardais
Vinda dos céus, uma voz troou: "olhar o real!"
Olhei – vi uma linda mulher a meu lado, nem mais!
Se afanando por me agradar em termos leais
Amor musical
Os estampados bonitos, reais!
Acabara o sonho, retornara o real amor musical

Daniel Costa