terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

POEMA AMOR INESPERADO




AMOR INESPERADO


O poeta enlevado
Sua trova trauteava
Amor inesperado
Num sonho que o elevava,
Regalado,
O brilho do luar olhava,
Fascinado,
Sonhava!
Adaptado,
O anjo, o seu sono expiava!
Arrazoado, delineado,
Profetizava,
Elevar o sonhador, aerotransportado,
Adaptar o poeta Idealizava,
O fazer subir numa cápsula de foguetão,
A mesma que na galáxia o voo profetizava!
No sonho o poeta se sentia orgulhoso,
Cujo orgulho mais aumentava
Voava num frenético gozo,
Eis que, bem enquadrada!
Por um bosque, frondoso
A bonita mulher numa praia posava
Eu, o poeta, a desejei num amor portentoso
O nosso olhar se encontrava
Olhar que não era sinuoso,
Com a brancura leve de sua capa contrastava,
Me senti venturoso
Logo após, no meu espaço acordava,
Suspiroso!
Perdia o “elan” e me sufocava,
Quando senti o anjo esplendoroso,
Que me abanava,
Olha … Aqui tens a mulher, anjo amoroso!
Amava, o gozo e o vivenciava:
- Amor audacioso!
Delicioso, auspicioso!

Daniel Costa

CONVIDO TODOS OS AMIGOS A VISITAR O MEU BLOG MUNDO E VIDA. ESTÁ COM A HOMENAGEM QUE SEVERA POSTOU NO SEU FOLHAS DE OUTONO, AO AUTOR DE "POEMAS DE UM HOMEM SÓ". FOI POSTADO MAIS UM POEMA. POR TUDO, VALERÁ A PENA,






sábado, 23 de fevereiro de 2013

POEMA AMOR LENDÁRIO


                   

AMOR LENDÁRIO 


Edílico cenário
Nuvens e altos coqueiros
Amor lendário
Faltava o arco-íris e canteiros
Havia um ideário,
Um sonho, como o dos pauliteiros,
Quando o anjo vigário,
Me olhou pareciam, muitos sorrateiros
Era apenas só, solitário e solidário
Tanto que entre imbondeiros
Aos céus subi no seu viário,
Ali numa galáxia, como um dos timoneiros
Um machimbombo, terciário.
Me esperava, como agente de aduaneiros
A planar aqui, a flutuar ali, pareceu planetário,
Apontado a um objectivo, a amieiros,
A um paraíso ervanário!
Dos verdadeiros,
Parecia comandado, por um tracejado,
Que o levou a parar à vista de altos coqueiros,
Coqueiros e alta relva, num bordejado!
A emoldurar uma mulher, um amor dos feiticeiros!
Meus deuses e deusas! Fiquei enfeitiçado!
Era uma mulher, uma flor, para o melhor dos canteiros
A beleza, adornada de vestido estampado,
A invejar terceiros,
Qual anjo adornado, reluzente, doirado!
A bonita mulher me sorriu, seria dos pioneiros?
À fé de quem sou, fiquei embevecido, babado!
A conquistar desejei, ser dela um dos carcereiros,
O privilegiado, o legionário!
Ser um dos generais ou dos brigadeiros
A sonhar já com o intenerário,
Desci ao meu espaço na terra, mundo dos verdadeiros!
Voltei a sentir o espectro do anjo imaginário,
O fresco da água de coco, os frutos dos coqueiros,
Amor lendário!
A anjo ma fez ver, aqui, como um dos alvissareiros,
Amor, gostosamente, lendário,
Jamais solitário,
Amor lendário!



Daniel Costa




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

POEMA AMOR PRAZENTEIRO



AMOR PRAZENTEIRO



Não há amor como primeiro,
Dizem, mas por jeová!
E o amor prazenteiro?
O que será?
Subi ao outeiro.
Pensei nas bodas de Caná,
Viajei num veleiro
Oh!... madre Teresa de Calcutá!
Oh, o do Rio Tejo avieiro!
A união das vossas vozes a Deus chegará!
Num soar verdadeiro,
Estar na tropical Belém do Pará
Amar o mundo inteiro,
Sonhar com Judá,
Me sentia um caos verdadeiro,
 O meu anjo protector me valerá!
Em Fevereiro,
Na sua protecção me acolherá,
Ainda que aventureiro!
Me transformará,
Entre galáxias, sem parceiro,
Planar me fará,
Será ele um oculto timoneiro?
Bonita mulher me apontará,
Sorridente, afável, brilhante luzeiro,
Deuses… que mais se quererá?
Do amor um guerreiro?
Certo maná!
Amor prazenteiro!
A linda mulher se transformará!
Me desafiando, num jeito de amor brejeiro,
De pé, de preto, me encarando, como orixá!
Acordei então, ordeiro!
Quiça – Quiça – Quiça!
Quando tudo me pareceu verdadeiro!
Olhei além do Ceará,
E o invisível anjo certeiro,
Seta de Cupido, olá!
Amor prazenteiro!
Me pertenceria já?




Daniel Costa




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

POEMA AMOR ATIÇADO




AMOR ATIÇADO

Amor prateado,
Sonho de marés
Amor atiçado,
Delineado, como o de Moisés,
Sublimado,
Como o de Ramsés,
Rumo ao estado doirado,
Se mirado de revés,
Sufragado.
Predestinado a olés,
Vivificado,
O mundo a seus pés,
Por um anjo aureolado,
Se ouviu sorrir de viés:
- Serás amado,
Noutra galáxia, em cálidas marés
Para voar serás alado!
 Suportado por bonés.
Vivificado
Por pescadores Andrés,
 Intencionado,
Olorado por aloés.
Inflamado,
Por banzés
Depois de voar, petrificado,
Me vi parado, junto a canapés,
Uma linda mulher, um anjo adorado
Seu olhar me incentivou, me olhou da cabeça aos pés,
O meu olhar deslumbrado,
Que beleza de flor, a mulher, que praia, que marés!
Meu coração ficou apaixonado,
Nisto acordei, gritei olés.
O anjo não me havia abandonado!
Me chamou a atenção com o troar de oboés
Soavam da esquerda, olhei siderado.
Desejando cafunés,
Amor atiçado,
Pareceu vir dos Biés,
Amor sagrado,
Amor atiçado!

Daniel Costa



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

POEMA AMOR AUDACIOSO


 
AMOR AUDACIOSO
 Fabuloso,
Brilhante,
Amor audacioso,
Branco faiscante,
Trunfo afanoso,
Amor constante,
Gozoso,
Fulminante,
Brilho amoroso,
Sonho galopante,
Brilho afectuoso,
De diamante,
Anjo ditoso,
Pareceu delirante,
Me elevou fervoroso,
Voava doravante,
Ditoso,
Na galáxia vivificante,
Venturoso,
Verdadeiro amante,
Amor audacioso,
Cavaleiro andante,
Donairoso,
Teleguiado, viajante,
Parei, verificado o espantoso,
Praia, com banda verdejante,
Fazendo “pendant” vistoso.
Olhei em flagrante,
Amor audacioso!
Branco, como pérola brilhante,
Audácia fixando algo precioso!
Posava ali o brilho tonificante,
Mulher bonita, amor delicioso,
Delícia que se esfumava no instante,
 Não fora o anjo assombroso:
- O amor não ficaria vivificante,
O amor vitorioso,
Lindo amor, que deixaria de ser galante,
Deixaria de ser audacioso,
Pereceria, vigilante,
Sem a audácia, não gracioso,
Sonho apenas delirante!
Daniel Costa


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

POEMA AMOR DE CARNAVAL



AMOR DE CARNAVAL


Partidinha do deus baal?
Nas hortas de Iracema
Amor de Carnaval
Que atrai o mundo, por sistema
Saúda-se o amor, não o mal!
Nos podemos socorrer da garota de Ipanema
Do sambódromo, fenomenal!
Tudo passa leve, até o mister fonema
Comigo vem o Chéchés num coro invernal
Disfarçada, a condessa de Avincena!
Amor de carnaval
Em representação da rádio galena!
Ao hortelão confiou mostrar-se banal
Animada participava da reinadia cena,
Certeza que o seu condado, continuaria real
O disfarce, a melena!
Amor de carnaval
Parecia galáxia terrena
Que misturara! Até me vi de bornal!
Uma horta, de largura, a parecer pequena
Num outro hemisfério, época de vigília sazonal
Sonhava, por uma mulher serena
Um anjo a parecer enviado de clima tropical!
Me valeu, me inspirou a conhecer uma tal pequena
Entre galáxias, onde também se jogava o carnaval
Numa horta de verde, parecia de luz de cena!
Amor de carnaval
Me apaixonei pela sua pose, pelo sistema
Simples, o colorido, o verde, manancial
Como superfície amena
Já em atmosfera terreal
Saboreava o sonho de verbena
O especto de anjo, em jeito divinal
Me apontou de voz serena:
- Mira o teu amor de carnaval
O que observaste, via extra terrena!
Era afinal a tua deusa real,
O teu amor de carnaval!

Daniel Costa




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

POEMA SOLSTÍCIO DE VERÃO




AMOR DE SOLTÍCIO DE VERÃO




Cismava na mansão
Poesia sentida!
Amor de solstício de Verão
Assim é a vida!
Cismada, ou sentida na sofreguidão!
Eternamente vivida,
Em erupção,
Sentida sem peso nem medida,
Com muita imaginação,
Sonhada como contrapartida,
Vocação?
Vocação assumida?
Será assim para lá do sertão?
Orientação reunida
Amor de solstício de Verão
Sonho à medida?
Sim ou não?
Acudiu o meu anjo, a evitar recaída,
Senti a intromissão,
Não a subida!
Do frio, me vi no calor em antevisão
Em pouco voava na galáxia preferida:
- Doce ilusão?
Ilusão desmedida!
Num belo amarelão
Bela mulher vestida!
No planeta terra, estilista, seria a versão!
Exibia a pose de gaiata vivida,
Majestoso parque, onde chamava a atenção,
Que batida!
Na minha pulsação, que alteração!
Mais nada sei dizer à partida!
Acordava do meu, do meu sonho de Verão!
Que sonho! Que mexida!
Mais uma vez o anjo me estendeu a mão
Aí tens – Olha bem a tua diva!
Olhar de sensação!
Divina!... Suspirei, seria prenda merecida?
Amor de solstício de Verão,
Que emoção!...




Daniel Costa