segunda-feira, 27 de maio de 2013

POEMA AMOR COMO COROLÁRIO



 AMOR COMO COROLÁRIO



Imaginei um santuário
Num mundo diferente
Amor como corolário,
Onde a voz do amor fosse evidente.
A fazer parte do epistolário
Sonhava no presente,
Da ideia era signatário,
Senão vidente,
O meu sonho era já formulário
Um anjo me vigiava docemente
Pareceu rotário
No seu pensamento, o meu sonho era diligente,
Seria um bom voluntário!
De amor ardente,
Traçaria o meu itinerário
Imediatamente,
Cruzava os céus, fabulário!
Com o poder inerente:
- Viajei numa Galáxia, como humanitário,
Poder prudente!
Nunca perdulário,
Me considerei regente,
A certo ponto, parei, espaço ervanário
Surpresa minha pertinente,
Encarei com uma mulher, um ideal aviculário
Beleza, presente
Meu relicário?
Olhei de frente
Ia deixar de ser celibatário
Ali junto a um bananal, a oriente,
Nossos olhos brilharam, como santuário
Bananeiras de folhas verdes perenes, tudo transparente,
Paixão foi razão de voluptuário,
Acordei, com o amor mortiço, dormente!
Quiçá, precário,
Porém, o espectro do anjo esteve comigo permanentemente,
O amor como corolário,
Me fez notar, estar de novo presente
Amor como corolário.
Amor perene, de beleza permanente!
Era o meu legatário,
Amor como corolário!



Daniel Costa




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Daniel Costa

AO LEITOR RECOMENDA-SE ABRIR O LINK PARA TER ACESSO A UMA PASSAGEM DO ESCRITOR DANIEL COSTA, EM 16/04/2013 PELA TELEVISÃO. CONVIDO-O POIS A VER O QUE FOI UM AVC, DE ESTREMA GRAVIDADE QUE ULTRASSEI.



 



 

sábado, 25 de maio de 2013

POEMA AMOR MAROTO



AMOR MAROTO
Imagino um garoto,
Um adolescente
Amor maroto
Irreverente
Como terramoto,
Condizente
A lembrar gafanhoto,
Saltitão incongruente,
Amor maroto
Era eu em sonho adjacente,
Dormindo no casinhoto,
Deveras decente
Um anjo vigiava por telefoto,
Omnipresente
Amor maroto
Metalescente
Animado e muito devoto,
De ideal florescente,
Me levou a rodopiar no ar como co-piloto,
Em observações era experiente!
Amor maroto
Viajei, voei pela via láctea, quiescente
Me apiei numa Galáxia, de moto,
Nela a voar continuei como vidente,
Nesse mundo ignoto,
Sorridente,
Amor maroto,
Junto do que me pareceu amor presente,
Sem saber como, um broto!
Na figura duma linda mulher, reluzente,
O meu coração bloqueou, teceu um voto,
Voto decente!
Amor maroto,
Olhar fixo no dela, fervescente.
Ela ruboresceu, seria antidoto?
A bela ficou atraente,
Eu a parecer ter ganho o loto,
Nisto acordei, reticente,
Amor maroto,
Perdido, carecente!
A parecer planta sem azoto,
Quando o anjo magnificente,
 O dedo apontando, a mulher que me pareceu broto,
Ali estava ela, com seu sorriso ainda mais reluzente!
Amor maroto
Para sempre, seria o da gente,
Amor maroto! 

Daniel Costa







quinta-feira, 23 de maio de 2013

POEMA AMOR PROGRAMADO


AMOR PROGRAMADO
Sonhei ter amado
Em luar de Primavera
Amor programado
Aqui na esfera,
Como primado,
O meu anjo me venera!
Observa, me sentindo abnegado
Me havia já indiciado, para voar na estratosfera
O meu sonho era inflamado
Me viu de mente vera
Me destinava a outra Galáxia como primado
Me viu como ideal, para voar, rolando sobre uma pera
Me viu vocacionado!
Assim entrei na biosfera
O seu ideal estava a ser consumado
Planava sobre a Baviera
Linda visão! Seria o amor a ser sublimado?
Mais à frente a Reviera, no hemisfério sul a Rivera
Continuava admirado,
Sem saber como, continuava numa galera,
A voar na Galáxia, parecia legitimado!
Parelha de corcéis, certos como uma ópera,
Atrelados faziam o conjunto quadruplicado,
Voámos, entre nuvens e ventos, até avistei uma cratera!
Todo o conjunto parecia animado,
Os corcéis, quem os comandava impera,
Seria o querer do anjo renomado?
Depois de andarem suspensos numa semiesfera
Eu era mimado
O estacionamento se deu junto de minúscula hera,
Junto como que uma galeria, amor derramado!
Pela presença de linda mulher, pareceu numa espera!
Eu ao ver a beldade desejei ser seu namorado
Até o seu traje, me pareceu quimera,
Eu muito apaixonado:
- Com ela troquei olhares, o anjo promoveu a espera?
O sonho era derramado,
Naquele momento, como safanão, acordava me senti pantera!
Senti que a beleza da mulher me era assunto vedado,
Estava no raiar de espetacular aurora e eu aclamado,
Aclamado por um coro de anjos de cera
Amor programado
A mulher, deles se libera,
Para se postar a meu lado
Amor programado!



Daniel Costa







terça-feira, 21 de maio de 2013

POEMA PARA AMAR NUNCA É TARDE



 

PARA AMAR NUNCA É TARDE
Amar de firme vontade
Com firmeza e paixão,
Para amar nunca é tarde,
Seja Inverno ou Verão,
Em qualquer idade!
Com gosto, com efusão!
Na Primavera da verdade
No Outono, a mesma versão
Para amar nunca é tarde
Sonhava, viveria uma ilusão?
Deus me guarde!
Seria o meu mundo interior em revolução?
Senti uma espécie de acorde
Era um anjo a decidir ser a minha coadjuvação
Para amar nunca é tarde
 Humilde como sacristão
Aspergiu incenso que evola, mas não arde.
Nele me levou a voar com visão,
Rápido como avião do tipo Concorde
Dele saltei veloz como um furacão
No espaço, alcancei uma Galáxia sem alarde
Continuei na viração
Voei, no meu sonho, orei para que o anjo me guarde,
Eternamente, com sua bênção
Ele tinha no seu programa que entendi mais tarde,
Quando parei com enorme sensação
Estava na frende de uma beldade,
Mulher de grande vistão,
Por ela me apaixonei de verdade
Ela me olhou como, se fosse de nova encarnação,
Me senti à vontade
No “decor”, a enquadrar a mulher, minha tentação,
Quando me senti acordar, de verdade!
Senti, o lance, como excomunhão,
O senti como inverdade,
Me senti vilão!
Quando já ouvia gritos de liberdade,
Nem quis acreditar, na ocasião,
Sobressaiu a mulher, dos querubins, na realidade,
Era a eterna reunião,
Para amar nunca é tarde! 

Daniel Costa


 

domingo, 19 de maio de 2013

POEMA AMOR DE LANTEJOULAS



AMOR DE LANTEJOULAS

Imaginar papoilas
Sentir o seu ondular
Amor de lantejoulas,
É sentir o vermelho a brilhar
Amor de cúpulas
Modelar
Sonho de fábulas,
Sonho regular!
O anjo me observava sem cábulas
Para se guiar
Como se, se guiasse no desfiladeiro das Termópilas
Com seu pensamento pendular
No íntimo o seu atlas,
A me auscultar
Me ministrou aulas,
Para aptidão de me içar
Para o que me apetrechou de molas
Evoluí num ritmo pendular,
A saltitar como bolas
Depois me senti voar
Simples, como se rumasse a Bruxelas
Porém, já noutra Galáxia a me consolidar,
A me consolidar como féculas
Nada de especial previa olhar
Mas em ponto definido, por fórmulas,
Estava a estacionar
Encantadora, como toques de violas
Reparei numa mulher doce, como torrão de açúcar.
De olhar risonho e meigo, sem máculas
A mulher, numa vénia, pareceu dissimular
A cabeça baixou, de várias fórmulas,
Formas de me encantar!
Quando acordei, a sentir tremer as glândulas,
Meu coração oprimido, eu a recapitular,
E eis uma voz oculta, vinda das vielas
Me anunciou a dita desse amor, me vir entregar,
Amor de lantejoulas,
Minha deusa, eu contigo jamais vou vacilar!
Amor de lantejoulas!


Daniel Costa

Fotos getilmente cedidas por Severa Cabral (escritora)





sexta-feira, 17 de maio de 2013

POEMA AMOR NORDESTINO


AMOR NODESTINO

Se pense num destino
 Férias em cálidas praias do nordeste
Amor nordestino
 Do mundo agreste
No traje feminino palestino
Sonhei no universo celeste,
No que haveria de interessante e de tino!
Sem sentir o meu anjo me viaja celeste
Me pensava bizantino
A sonhar, ainda lembrei Budapeste
O anjo pensou paulatino
Budapeste tem o composto de Buda, dá teste!
Pensou, clandestino (?)
Invocou que pode tido como o deus pedestre
O deus me levou como um hino
A breve trecho planava com ele, sobre o monte Evereste
Feliz sem desatino
Lépido a pairar também no brasileiro nordeste
Alegre como um menino
Voámos à beira mar, a interferência do Buda investe!
Dali à ancestral cidade de Guarabira, outro destino!
A maior cidade interior do nordeste
Com sua cordilheira a dominá-la, dando-lhe esplendor divino
Senti ainda, o clamor do índios de reduzida veste,
Os índios tupi guarani, que imaginaram de teor cabotino
Não ficámos por ali, subimos muito alto, na rota celeste,
Alguém nos comandava leonino
No que pareceu faroeste
Só ficava eu no término!
Atónito, o que me rodeava mirei, naquele oeste
Uma moderna e atraente índia de olhar fino,
Por ela me apaixonei, meu olhar - oh anjo não contiveste!
Meus olhos eram de verdadeiro citadino
Com os dela, chisparam em atitude de quem se restabelece
Depois acordei, na condição de quem perdeu tudo em casino,
Quando escutei, como que, uma opereta, de sudoeste,
Afinada com som extrafino,
A mulher de vestes e traços de índia, robusta em mim se reveste,
Reveste com amor latino,
Amor de nordeste!

Daniel Costa
 Fotos gentilmente cedidas por Severa Cabral (escritora)



quarta-feira, 15 de maio de 2013

POEMA AMOR VERTICAL



AMOR VERTICAL

Pode parecer Federal
Talvez uma federação de ideais
Amor vertical
Beijos de amor cordeais
Poderá ser o amor a fazer sinal,
Numa mostra de bonsais
Estava eu num sonho real,
A silhueta do anjo, em jeito de arrais
Me observava angelical
Imaginei poses teatrais
Alumiava o espaço com castiçal,
Castiçal com as suas velas liberais,
Uma vela refulgiu, explodiu laical
A explosão me lançou nos espaços vitais
Voei e piquei como pardal
Continuei ainda na Galáxia, nos espaços celestiais
Meu destino, não pareceu primordial
Posso pensar em condutores geniais
Me fizeram aportar a um quintal
Em espaços siderais
Olhei humilde como um clerical
Não avistava portais
Porém uma mulher beleza sem rival
A olhei, como se fosse detentora de toques musicais
Em ambiente basilical,
Nossos olhares se cruzaram leais
Se fixaram como no período medieval
Senti o brilho dos dela como cristais
Depois dei por mim a acordar no planeta terreal
Meditei no sonho, que revivi, esfreguei meus olhos leias
Espaço vazio, sem sentido, parecia matagal,
 Vozes de anjos nos seus rituais
Me pareceu, entoavam um hino vocal
Exultei com os seus lexicais,
Mais quando o mulher do sonho me abraçou afinal
Amor de belezas intemporais
Amor vertical!

Daniel Costa