sábado, 30 de novembro de 2013

POEMA AMOR NA DIÁSPORA



AMOR NA DIÁSPORA

Pelo mundo afora
Esquecendo o que foi a Babilónia
Amor na diáspora
Ainda não havia a Rondónia
Já não temos a humanidade de outrora
            “Em verdade vos digo”, ficou sempre a agonia!
A agonia devastadora
Sempre a esperança, como espora
O saber esperar de baronia
Esperar com otimismo a nossa hora
Olhar carinhosamente, o azul do amor, da harmonia!
Esperar a auscultadora viajar sem demora
Ver o seu mundo, em tons que não pressagia
A insana calculadora!
Esperando, amadureça com amónia
Que fique com a sua ânfora,
Para acabar com a insónia!
A pode utilizar a imaginar, como foi devastadora!
Se metamorfoseando sem parcimónia,
Da devassidão é promotora
Orgulho de pretender ser da Caledónia
Do pecado de desejar desamor é detentora
A tentar criar desarmonia…
… Amor na diáspora,
Que vencerá com terna polifonia!
Amor na diáspora!

Daniel Costa


 
 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

POEMA AMOR DE PREDESTINAÇÃO




AMOR DE PREDESTINAÇÃO 

Teve origem na religião
Amar é a doce suavidade
Amor de predestinação
O contar com inteira personalidade
A resistir a qualquer rebelião
Saber lutar com sagacidade
Esperar pelo festão
Que o mundo provoque a queda da leviandade!
Volte a deixar ter a felicidade à mão
Felicidade… Oh felicidade!
Quero-te junto ao coração
Desejo-te serena, a sentir minha serenidade
Neste vale de viração
Retalhos de leviandade,
Pura e íntima aversão
Desrespeito pela amabilidade
Inteira ferocidade e rebelião,
Resposta em pedestal, sorriso de verdade,
Verdade, já assinalada no Verão,
Proclamada, com sagacidade
Perante o mar, o céu, a imensidão!
Vamos abrindo caminho à honestidade
Amor de predestinação
 Pede-se apenas humildade!
Haja quem queira ou não,
Haverá humanidade!
Que persista o amor de predestinação!

Daniel Costa


terça-feira, 26 de novembro de 2013

POEMA AMOR NA GARE DO ORIENTE



 
AMOR NA GARE DO ORIENTE
Foi sonho, não acidente!
Embalado em sonho azul-turquesa
Amor na Gare do Oriente
Cheguei, sonhando com uma duquesa
Insistente, não vagamente,
 Com uma mulher beleza
Um avião me transportaria, docemente
Sem sentir a sombria despesa
Foi um sonho do subconsciente
A ter o ténue cheiro a framboesa
Sonho intermitente
O azul da indumentária da havanesa!
Aparecia permanente
O que se sonha acontece, como nasceu a Marselhesa
A encontrei reluzente
Altiva e meiga, como uma prioresa
Atraente!
No sonho preconizei a empresa,
Da conquista, daquele coração, vidente
Ser a minha única avareza!
Sonho omnipresente
Linda mulher, a merecer a minha reza,
Amor na Gare do Oriente
Como é belo ter aquele amor à minha mesa!
Amor na Gare do Oriente
Sonho irreverente!
Amor na Gare do Oriente! 
Daniel Costa




 

domingo, 24 de novembro de 2013

POEMA A LÚCIFER - HAKEADORA





LÚCIFER – HACKEADORA

A toda a hora e agora!
Tentados por lucifer,
Lúcifer - hackeadora
Tenaz, a fazer prevalecer
Injustiça de outrora
Há muitos a hackear, a saber!
Todos ficamos a entender agora
Quem o faz ao serviço do bem, sente prazer
Para que se distinga, da maldade demolidora
Já propõe a definição de reack para reger
De separar o trigo do joio é a hora!
Haja uma separação de paz a valer
Que sempre nasça a bela aurora
Criou-se um mundo novo, energúmenos a ranger!
Como certa hackeadora a precisar de tesoura
Nisto a justiça precisa se deter
Para a tornar perdedora
Que fazer? É a mediocridade a trazer!
Ser inteligente, não é apenas saber ser hackeadora
Isso revela prepotência ter!
Porém, bem pode esperar a justiça condenadora
Afim-de a deter, ainda que se deseje defender
Do que, moralmente, já é pecadora
A justiça se vai precaver,
Espremendo a hackeadora
A verdade, sairá redentora
Lúcifer-Hackeadora! 

Daniel Costa


 
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

POEMA AMOR DE PAZ E JUSTIÇA




AMOR DE PAZ E JUSTIÇA  

Não é taça de cortiça
Lutar por um mundo justo
Amor de paz e justiça
Será como estar à volta de magusto
Na mente a cibernética
Amadurecida no posto
Como se fora aritmética
Penso nisto, testo
Avisto uma mulher categórica
Com seu vestido roxo, augusto
Parecia teórica
Fui ao seu encontro, olhei seu busto
A sua beleza seria dórica?
Na beleza invisto
Beleza estética
Com ela insisto, sem custo
Amor de paz e justiça
Hino a um bonito gesto
Senti a sua cosmética
É da sua genética, eu honesto
Ela didática
De olhar simultaneamente, altivo e modesto
Ela finge de feliz… Diagnostica
Eu lesto… Testo
Amor de paz e justiça
Registo…
Amor de paz e justiça!
 
Daniel Costa




domingo, 17 de novembro de 2013

POEMA MULHER EXÓTICA













 

MULHER EXÓTICA

Teoria ou não axiomática
Sempre vi a mulher como uma flor
Ainda que mulher exótica
Será sempre tentáculo de amor
A ideia do poeta não é quixótica
Por quem és, Senhor?
Falo duma mulher poética
Pratica a poesia no éter, com fervor
Tereza Maria, de mente estética,
Humaniza sem destemor
Mulher que pensa poesia cromática
Característica, de tecnicolor
De vestido azul, apoteótica
Lhe acrescentando valor
Mesclado de branco e negro a dar boa ótica
O verde como cenário, bonito pendor
 O dedilhar da viola, a tornam artística,
Livre e autêntica, dos deuses favor!
Mulher exótica
Mulher versicolor
Para a comunicação acústica
Sentirá pendor
Da formação juvenil, é académica
 Exerce real labor
Mulher de beleza exótica
Tereza Maria é bonita, beleza de louvor
 Mulher exótica,
Visão poético-fotográfica de auditor!
Mulher exótica!
 Mente humana, mulher amor!

Daniel Costa


 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

POEMA AMOR CONSAGRADO



AMOR CONSAGRADO   
De virose fui tomado,
De amor benfazejo,
Amor consagrado
Grande desejo
Saí vivificado!
De amor sertanejo
Amor unificado
É o que almejo
Amor santificado
Em jeito de solfejo
Só falta ser musicado
Em forma de permanente desejo
Que esse nunca fique adiado!
Por qualquer bocejo,
Bocejo extraviado
Vale mais ter o ensejo,
De ver o ser amado
Amar a mulher que vejo
Ver o seu e o meu mundo devotado!
O amor revejo,
No seu colar amarelado
Acima dos seus brincos o verdejo
De um amor sussurrado
Oh… O amor que prevejo!
Estar sempre a meu lado
Por deuses e deusas, eu protejo,
Para sempre, o amor consagrado!
No varejo…
Amor consagrado!

Daniel Costa
 



domingo, 10 de novembro de 2013

POEMA QUENTES E BOAS





Foto Daniel Costa

QUENTES E BOAS


Pelo S. Martinho são broas

Pelo S. Martinho vai à adega e prova o vinho

Quentes e boas!

Pregão que soava, como azevinho

A cada esquina, da Graça a todas as Madragoas,

Começa ainda antes do dia de S. Martinho

Quentes e boas!

A estalarem na brasa, a provocarem o gostinho!

Diáfanas

Antes adivinho

Quentes e boas

Desta Lisboa pergaminho

Vão-se tornando memórias,

De carinho

Quentes e boas

Agora dentro dum saquinho,

Antes em jornal embrulhadas

Para se manterem no quentinho

Quentes e boas!



Daniel Costa