terça-feira, 31 de dezembro de 2013

POEMA AMOR DE COR QUENTE



 





AMOR DE COR QUENTE  

Paisagem saliente
Sobressai o amor belo
Amor de cor quente
Mundo de otimismo singelo
Mundo diferente
Tom de violoncelo
O que prende a gente
O olhar com zelo
O olhar do poeta reverente
Num mundo onde sobressai o amarelo
O verde confluente
Azul em tom escuro é apelo
Amarelo verde, azul, formam o eloquente
O que configura castelo
O amor permanente
Amor em figura de modelo,
Modelo influente
Amor sem paralelo
Amor de fé e positivismo afluente
Com um gostinho a caramelo
Infinitamente anuente
Nada a ver com Desdêmona e Otelo
Terno e eterno confluente
Amor de infinito zelo
Por força transparente
Com o sol a faiscar no amarelo
Amor de cor quente
Com ele bonito e brilhante cabelo
Amor de cor quente!

Daniel Costa

domingo, 29 de dezembro de 2013

POEMA AMOR FEITICEIRO






AMOR FEITICEIRO  

Jamais será amor passageiro
Ardoroso, feiticeiro, bondoso
Assim é o amor feiticeiro
Vivencia otimismo em clima airoso
 No caloroso Rio de Janeiro
Propenso a manter-se garboso
Ciúme e queixume estão em posto aduaneiro
Representando otimismo formoso
Eternamente farol luzeiro
A torna-lo lindo, regado para se manter viçoso
Perto paira o amor lisonjeiro
Por hora cuidadoso
Do catamarã acena primeiro
Em jeito habilidoso
Faz sentir o amor em mais um pré-Janeiro
Espera-se, se torne estrondoso,
Estridente mensageiro
 Necessário, humilde e carinhoso,
Pitoresco, brumaceiro
Leal e ufanoso
A beleza seduz e o torna lanceiro
Mostrando-se ditoso
Do amor ultra feiticeiro
De sonho de ciúme vaidoso !?
Amor feiticeiro! 

Daniel Costa


 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

POEMA ÁS PORTAS DO CÉU






ÀS PORTAS DO CÉU  

Esperanças, sem véu
Tinha três anos apenas, mas recordo
Às portas do céu
Mesmo a bombordo
Lugar para mim deu
A tia Regina - Parecia absurdo:
- Jazia ali, seu corpo devia entrar num mausoléu!
 Caritativa; em tenra idade me fez felizardo
Era bastante miúdo, mas sou quem nunca a esqueceu
Comigo repartia, como se me tomasse por galhardo
Acesso a bananas era para tuberculoso rico, um Galileu!
Ela tinha! Sempre comigo repartia, quando estava a bordo
Setenta anos passaram mas a reverencio, tirando meu chapéu
Talvez fosse para não deixar sós os dois filhos, fui alado
Como se viajasse ao Bornéu
Fui ter oportunidade de amar, como já me sentira amado
Amar quando a tia amiga, feneceu
A olhei solenemente, com resguardo
Fiz como vi fazer, o momento era solene, me comoveu!
Sentimento perene que abordo
Às portas do céu
Voou e ali adormeceu!
Às portas do céu!

Daniel Costa



 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

POEMA ESTRELA, MEU PRESENTE



Romagem de saudade - FELIZES FESTAS DE OURO, desejo a todos!


ESTRELA, MEU PRESENTE   

Sempre convincente
O faiscar da estrela,
Estrela, meu presente
Ainda que sem sol na viela
Quedo-me contente
Com o manifesto dela
Estrela omnipresente
Alma de brilho singela
Que o coração pressente
Numa remadela
Sentida anonimamente
Virá comovente
Saberei que do amor tem chancela
Veloz, voz eloquente!
Terá o brilho de virgem donzela,
Confiadamente
A recebo com uma flor na lapela,
Num sonho ardente!
Sonho de presente sentinela
Que a sua hora deseja avidamente
Não será furtadela
Encontrará peito de combatente
A mirar no firmamento, certa estrela
Estrela, meu presente!

Daniel Costa
 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

POEMA SONHO RENOVADO




SONHO RENOVADO 

Depois de me sentir desconsolado!?
Tudo voltou a germinar
Em sonho renovado
Bastou saber esperar,
Bastou o positivismo otimizado
 Também a força do saber amar
Valendo o aprendizado,
Esperando a preia-mar
Para um lanche de sabor ameloado
Tentado predeterminar,
A hora do amor nacarado
Tendente ao amor se concretizar
Em tom amelado
Podendo-se todo o despudor anular
Entrar na onda animado
A nela em equilíbrio baloiçar
Para à sereia, apurpurado,
Meu amor entregar
Faze-la sentir o bordado,
Que ela sempre de mim pôde esperar
Depois de tormentas e burlesco ateatrado
Nunca deixei de me vitaminar,
Para sempre continuar digno namorado
Sem me deixar contaminar,
Eternamente, com o sonho renovado
Infinitamente, enamorado
Sonho renovado!

Daniel Costa

 
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

POEMA O EU INTIMORATO






O EU INTIMORATO

Com luar de aparato
Numa noite de Agosto, de Verão
O eu intimorato
 Estava na colheita do feijão
Traço aqui um auto - retrato 
Estava no bucolismo da terra do camarão
A seara de milho suportava em desiderato
Em desiderato a do feijão, que os pais colherão
De noite, pela fresca, evitando o áspero ingrato!
O calor faria, a apanha, debulhar o grão
Era o jeito, para que chegasse tudo ao prato
A certo ponto… A mãe pôs a mão no coração
 Deixara dois anjinhos a dormir em casa, de facto
 Para seu descanso, só havia uma solução
As duas meninas de colo eram parte do seu estrato
Deixaria de estremecer, se elas fossem espreitadas por um irmão.
Naquele bucólico luar, eu indómito, até fiquei grato
Em jeito de aventura, fui só, era o varão!
A cor do medo não sabia, aceitei cumprir o mandato
 A contento, intimorato, cumpri a missão
Não perfizera seis anos, ainda era iliterato!
A mãe pelo facto de, sem senão, eu ter acolhido a comissão
Mostrou ter ficado admirada, foi bombarato!
Hoje todos sabem a minha aptidão
O eu intimorato! 

Daniel Costa







http://www.tvi.iol.pt/videos/13845692

AO LEITOR RECOMENDA-SE ABRIR O LINK PARA TER ACESSO A UMA PASSAGEM DO ESCRITOR DANIEL COSTA, EM 16/04/2013 PELA TELEVISÃO. CONVIDO-O POIS A VER O QUE FOI UM AVC, DE ESTREMA GRAVIDADE QUE ULTASSEI.


 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

POEMA NATAL À CONVERSA COM DEUSES





NATAL À CONVERSA COM DEUSES 

Intuí, e vós com as vossas evasivas tosses!
Mais arreigaram a minha mente
Natal à conversa com deuses!
Questionei: porque acerrimamente?
Desconstruis como vos aprouvesses
Mesmo que anonimamente
Como se um pastel de Belém vós roesses
Vós já reparaste no aparato que claramente?
Claramente, a pregar, como o mundo abrangesses?
As boas novas faltam como fica evidente
Vós tendes, ministros com mansões, como se as construísses
Grandes aviões, tudo polivalente!
Mas vós existis ou estais no além como se te entretivesses?
Entretivesses no gozo, no jogo de ver o povo depreciativamente
Fazeis o quê? Viveis a atiçar algozes a quem, por vós, o mundo corroesses?
Oh deuses! Vós estais a destruir a moral do mundo lentamente!
Para o contrariar nada fizeste, nada obstruísses!
Os vossos fiéis degradam, o que podem, afincadamente
O que fazeis vós? Que não seja contabilizar as vossas benesses!
Benesses que aos vossos vassalos mandaste criar, impunemente!
O poeta grita! Venham cá abaixo ver como vós a maldade incentivasses!
O poeta grita coerentemente!
Reuni os antigos testamentos, venham adaptar deuses! Mais não devasses!
O mundo evoluiu, já não é como antigamente,
Natal à conversa com deuses
Eu poeta, estive trinta dias no limbo, posso gritar prementemente!
Natal à conversa, mais monólogo, com deuses!
Como? Se eles nunca se dignaram, se a isso sempre se mostraram temente (s)!
Fico com a minha dose de loucura, seus deuses!...
Natal à conversa com deuses!
À fé de quem sou, desejo estar na vida coerente!

Daniel Costa
 

NOTA: o poema é um ensaio, mas não deixa de ter razão de ser. Atualmente existem deuses a gosto na nossa civilização. Nem vou mencionar as minhas observações.
Apenas aqui apontar o que se passou comigo aos 28 anos, já com cerca de 200 patrões “explorados”. Pela primeira e última vez fui despedido de uma empresa, tutelada pelo Patriarcado de Lisboa, depois de ter sido bastante assediado, por ser já um bom valor em orientação gráfica.
O chefe do pessoal era um sacerdote, foi a ele que coube dar a ordem de despedimento.
Ao mesmo tempo me quis tranquilizar. A minha resposta foi logo dizer-lhe dispensar os seus conselhos. Acrescentei: "a Santa Madre Igreja acaba de perder mais um devoto"!
O episódio está descrito no meu primeiro livro: LISBOA CAFÉ, pela voz do protagonista, principal; João Moisés.
Por fim um conselho – cada qual, adore os deuses que desejar, mas respeite o semelhante e deixe a mesquinhez balofa, com cheiro a inveja.
A verdadeira religiosidade é o respeito por todos!...

D. C.
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

POEMA VERA PORTELLA



 
 
VERA PORTELLA 

Mulher bonita, interessante, bela,
Mirando os escaparates da capital,
Vera Portella
 - Na sua Florianópolis Estadual,
É mulher garbosa, parece donzela!
- Estadual de Santa Catarina, recital
A sua elegância mais parece uma tela
Elegância escultural, divinal,
Vera Portella!
O seu brilho chega e paira em recital
Nas areias brilha ela
Nas areias de Santa Catarina visual
 Observando a praia, espraiando-se nela
A sua singela beleza representa um azimutal
Vera Portella
Graça de flor, orbital
Seu brilho atrai como estrela,
Estrela de sensualidade de cristal
Amor, beleza de cidadela
Mulher fina como fios de sisal,
Vera Portella
Mulher fofa de lustro real
O poeta fixa o olhar, em jeito de espreitadela,
Fica com a sensação de ver uma flor orbital…
Vera Portella!
Beleza que também presumo mental!

Daniel Costa


 

domingo, 15 de dezembro de 2013

MANIFESTAÇÃO DE CARINHO MEMORIZADA


 
MANIFESTAÇÃO DE CARINHO MEMORIZADA  

Pela primeira vez estilizada
Havia terna manifestação de carinho
Manifestação de carinho memorizada
A recordação persistia como alvorada!
Sempre recordei a ternura, o miminho,
Dessa já septenária e fugaz revoada
Dessa terna alvura de menininho,
Da criança que comigo andava na Rua de mão dada!
Algum tempo passou, suspirei devagarinho:
Deixei de enxergar, a “amada”
À mãe questionei por aquele amorzinho
Deus a chamou: foi a resposta dada!
Muito criança, três anos apenas, senti desgosto adivinho!
Só posso adivinhar, de uma forma distanciada
Setenta anos passaram, a terra comeu aquele anjinho!
Sobrevivi eu, com a vontade de viver arreigada,
Quem sabe se ela sempre ficou o meu arquinho?
Do meu positivismo, guarda?
O meu brinquinho!
Que fixou em mim uma recordação consumada,
No meu coração tem ainda um lugarzinho
Manifestação de carinho memorizada
Respondo no poema, meu atual brotinho!
Manifestação de carinho eternamente memorizada!
Meu anjo: eu confio na vida e adivinho!
 
Daniel Costa