sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DA PARAÍBA




 
MAR DA PARAÍBA     

Demandando onde o meu sonho caiba
Caminhei na Praia do Coqueirinho
No mar da Paraíba
 Encontrei um menino, parecia saído do ninho
À beira do mar, soube dizer paíba
Já tinha aberto um buraquinho
Olhei-o enternecido, não escutei mais silaba
Senhora do Mar, não parei, segui caminho
Meditei porém, me pareceu estar numa Caraíba
Fiquei intrigado com o miminho
Ao voltar, este estava no mesmo lugar, ok Iba!
Tentava rever nova história de mansinho
Agora o menino, com uma conchinha, “pimba”!
Carregava água; sempre sozinho
Ternamente, Senhora do Mar, da Paraíba:
- Sorri para a cena, com carinho
Fui olhado, com ar azul de samba
Veio a reposta algo sobrenatural do vizinho:
- Manteres o pensamento na tua cabeça bamba,
É menos certo que eu despejar o mar devagarinho!
Senhora do Mar; julguei entender, “caramba”!
Não obstante, o menino me dizer chamar-se Saulo, o adivinho!
Seria filho de um deus, do que agora é a Paraíba?
Como por encanto, desapareceu o maneirinho!
 Mar da Paraíba!
Saulo… Saulo… Saulo… Mar da Paraíba!

Daniel Costa





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DA AREIA BRANCA





MAR DA PRAIA DA AREIA BRANCA   

Ao amor se abria a tranca
Na antiga povoação da Charrua
Mar da Praia da Areia Branca
Mar muito beijado pela lua
A doçura é tanta
Está no peito como a côngrua
Onde a canção da terra, foi alavanca
Senhora do Mar, a formosura ali é tua
Onde dum dandy (?!), o sonho foi aliança
Para o poeta sonho de Verão, como do Tejo falua
Recordação; esperança, faiança!
À vista daquele mar a vida me acenou como mulher seminua
Oh feliz lembrança!
Dos meus dezassete anos, nada de grua
Ajudei a construir, fazendo subir o tijolo à formiga, sem tardança
Aprendizagem para um novo mundo sem gazua
Para o mundo, sem parança,
Bendito mar, bendita antiga Charrua
Benditas “sopeiras”, Marias que do amor… Deixaram lembrança
 Mulheres airosas e sobranceiras, dum mundo de Rua crua
A provocar audaz esperança
Regressando à horta, com afagos a construía… A vida continua!
Senhora do Mar, tudo era desejo de abastança
Desejos de agarrar, todo o luar da lua
Um mundo novo, estatuto, de liderança
Testemunhado pelo mar, sonhava o mundo com sol na rua
O mar e a eterna bonança
A vida é de todo mundo, sussurra o marulhar – Não é minha, nem tua
Mar da Praia da Areia Branca! 

Daniel Costa





sábado, 22 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DO CABEDELO




MAR DO CABEDELO

Certo dia fui operado ao cerebelo
Apenas porque mo disseram sei
Mar do Cabedelo
A uma das suas praias irei
Talvez à do Poço, de areia vermelha, desvelo
Com a Senhora do Mar me aconselharei
Ela ditará este ou outro paralelo,
De posse do seu conselho deliberarei
Além da praia do Poço, o Rio Paraíba é um apelo
Fica tudo no grandioso Estado onde me deterei
Esperando novo livro no prelo
Na Paraíba, o marulhar dos seus mares escutarei
Até o do mar do Cabedelo!
Em dezoito minutos à capital chegarei
Senhora do Mar! Sentirei tudo em paralelo,
Tudo… Tudo o que sonhei!
O gosto de ver o sol nascer singelo.
Singelo em primazia – Observarei
O nascer e o pôr sol, terão características de modelo!
No coração a hospitalidade paraíbana sentirei!
Para ver o mar azul, rodeado de verde, velo
 Ditoso poeta, as doces impressões – Vigiarei!
Mar do Cabedelo
Praias belas, de areias quentes – Visitarei
Mar do Cabedelo! 

Daniel Costa

 
 

 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DO ALVOR







MAR DO ALVOR 

De deuses fervor
Os árabes por ali aportaram
Mar do Alvor
Pelas suas praias adentraram
Senhora do Mar! Seu guia de harmonia e amor!
 Junto a mares de Portugal os árabes se fixaram
Em todo o Sul, de águas tranquilas, com todo o pendor
Os sapais da Ria Formosa, logo amaram
Mar do Alvor
Grande atividade, a de mariscador, planearam
A Ria Formosa foi sempre um valor
Nos seus sapais imensas aves nidificaram
Hoje feitos reserva ecológica, um vetor
Atualmente visitas, de outros povos, se diversificaram
Mar do Alvor
Senhora do Mar; quando me chamaram,
Ali estive em jeito de penhor e ardor
Hotel com saída para a praia, companheiros me acompanharam!
Vários estrangeiros, de louvor
As nossas trocas de impressões brilharam,
Mar do Alvor
Praias e estadia de boas recordações que ficaram
O turismo internacional ali procura calor
Com o palato, a sua restauração sempre amaram
Gostaram com vigor e rigor,
Senhora do Mar; amaram e divulgaram!
Mar do Alvor! 

Daniel Costa
 
 
 



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DO PARANÁ


 
 
MAR DO PARANÁ 

Senhora do Mar disporá do maná
 De zonas costeiras de alteza
Mar do Paraná
Vejamos a Praia do Belo, que beleza!
 Último vinho das Bodas de Caná!
Senhora do Mar sente a maresia, a esbelteza
Praia do Belo, mar rendilhado, filigrana!
É no Paraná, com capital em Curitiba de certeza
Mar do Paraná
Força de vida, força da natureza
Conhecer as suas praias, deseja sempre estar mais semana
Deseja-se sempre voltar à sua clareza
Ama-se a do Belo, como se fosse de porcelana
Praia de sossego e nobreza
Mar do Paraná
Senhora do Mar - Podes contar com a minha presteza
Serei teu vassalo à franciscana
Ficarei teu, sem tibieza
Naquele mar a sul como nirvana
Terás a minha lealdade e franqueza
A minha vontade é soberana
Faço dela a minha realeza
Senhora do mar a mente, mesmo sofrendo é sana
Leal, de imaculada afoiteza
Mar do Paraná!
Mar do Paraná, com certeza!

Daniel Costa

 

 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

POEMA FÚRIAS


Foi frente a esta escola que então, só tinha andar térreo, que frequentava, que se deram os jogos de hóquei (de imitação, diga-se).
 
      FÚRIAS      

Tempo de jogos; alegorias!
Eram assim comuns as designações
A professora reparou e designou; fúrias!
Observou as habituais aglutinações
Era o rapazio numa ode às alegrias
Desta vez, não se ia jogar com berlindes ou piões
O jogo de hóquei estava nas fobias
Tempo de Portugal, no hóquei dar lições
Os primos Correia eram como Golias
No hóquei patinado, eram gigantões
  Elevavam o nome de Portugal, tinham regalias!
A Emissora Nacional mandava relatar em vários serões
Por Amadeu José de Freitas, também ídolo das nossas fúrias
 Nós miúdos; os íamos imitar, jogando, sem calções
Em homenagem aos internacionais com idolatria
Durante certo torneio de Montreoux, sem confusões
Ganharam e elevaram a Pátria sem euforias
Mais uma vez foram internacionais campeões
Confesso que por eles em mim ficaram idolatrias
A bola é transportada por Jesus Correia sereno, sem interrupções
Este passa para Correia dos Santos… Golo!... Magias!...
De hóquei em patins, ídolos sem ilusões
Era em terreno livre, frente à escola, não eram lérias
Os primos Correias da infantilidade ídolos, paixões!
Cerca de vinte anos depois, falava com os dois – Dia de alegrias!
Naturalmente, sem divinações,
Fúrias?!
 
Daniel Costa

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DA FIGUEIRA DA FOZ


           
         
MAR DA FIGUEIRA DA FOZ           
Terno Mágico de Oz
Olha o magnífico regalo
Mar da Figueira da Foz
A torre do relógio figura como badalo
Do alto, imagina-se a dar-lhe voz
Visto da serra da Boa Viagem, o mar é vassalo
Senhora do Mar; vê-se como albatroz
Elegância de estalo
Areal bastante largo, a exigir banhista veloz
Em tempos, vinham franceses – Alô!
Mar de Figueira da Foz
Para quem foste cidade pivô
A cidade os prendeu com sucessivos nós
O seu famoso casino, talvez até o sabor do seu robalo
Prendessem como ilhós
Senhora do mar; apreciavam tudo a cada intervalo
Devo dar a cidade como amorosa e veloz
Sinto-a como estalo
Meu bisavô materno era da Figueira e  se chamava Foz
Estabeleceu longe, em Peniche, um embalo!
À vista do mar, o que se veio a designar Casal do Foz
Hoje é já uma estância de veraneio, ares de som de címbalo
Rumo a uma plenitude, como podeis imaginar vós!
Passam os homens, ficam suas obras, de vivências tagalo
Mar da Figueira da Foz,
Cidade de que bastante falo!
Mar da Figueira da Foz!

Daniel Costa





 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DE PORTO ALEGRE





MAR DE PORTO ALEGRE

Isento de febre
Visitei o Rio Grande do Sul
Mar de Porto Alegre
Parei na sua praia de água azul
Como intenso milagre
Estava na praia de Ipanema do Sul
Senhora do Mar, aqui Deus te consagre
Como se te movesses para Istambul
Fixemos Owaldo Coudal, talvez armado de sabre!
A transpor o nome da praia de Ipanema, qual Cônsul!
Imaginou a Serra de S. Mamede no quadro de Portalegre
Recordava Rio de Janeiro, estando em Rio Grande do Sul
A edilidade da cidade Gaúcha a designação integrou em breve,
Como se sonhasse com a grandeza e riqueza de Cabul
Senhora do Mar, Coudal desejou fixar-se em Porto Alegre
Sem desejar defendido, nem por um canino pit bull
Até para fazer provas aéreas de Red Bull que lá se integre
Elevar Rio Grande do Sul!
Praia de Ipanema no mar de Porto Alegre
O desejado mar com tudo azul
Mar de Porto Alegre!

Daniel Costa



 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

POEMA MAR DA FOZ DO ARELHO




 MAR DA FOZ DO ARELHO 

De asa delta, no meu aparelho
Parto a sobrevoar a Lagoa de Óbidos
 Mar de Foz do Arelho
Foz e Lagoa se fudem inseridos
Como se fora a perna abaixo de joelho
As ondas alimentam a Lagoa com seus rugidos
Senhora do Mar é tudo no mesmo concelho
Em tempos inundavam outro sem pruridos
A Lagoa e o mar metiam bedelho
Delimitaram o que hoje é terra fértil, com sentidos
Senhora do Mar, eu vou contar um ato velho!
Dos bastantes comigo ali ocorridos
A Lagoa é viveiro de bivalves, um mimalho!
Do sol das dunas, parti para os mergulhos requeridos
  A Lagoa esvaziava, a água ficava num trilho
Os bivalves a meus pés inseridos
Por interferência do mar e suas marés; eu no meu brilho
A água a temperaturas cálidas
A cada mergulho a mão cheia ameijoa, um galho!
Senhora do Mar, não eram jornadas pérfidas,
Já que, bastantes, ameijoas, deram petisco de orgulho
Lagoa de Óbidos, temperaturas cálidas
Junto mar da Foz do Arelho
Mar da Foz do Arelho! 

Daniel Costa