sábado, 30 de agosto de 2014

POEMA O TEMPO PASSA




O TEMPO PASSA    

Com ou sem pressa
Somos vigiados por mestre
O tempo passa
Ou será burgomestre?
Jamais esqueceu promessa
Nem faltou a qualquer terrestre!
Ora, confiemos nessa
Com humildade pedestre,
Peço paz, de premissa
A paz silvestre
A fazer de compressa
Simplicidade ilustre
O tempo passa,
Se prenda num balaústre!
O tempo passa!
Como grande mestre

Daniel Costa

  

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

POEMA QUEM AMA CONFIA


 
QUEM AMA CONFIA   

Quem gosta se extasia
Amar é uma forma de gostar
Quem ama confia
Sente o real prazer de amar
Criando um manto de harmonia
Festival de música a acertar
Num doce prazer acaricia
Lantejoulas, a enfeitar
Tudo; o amor delicia
O céu, terra e a lua a adamar,
Num sonho de alquimia.
O mundo a espreitar
A beleza que o amor irradia
Com alegria a fundamentar,
Quem ama confia,
Para a confiança sacramentar
Troca de beijos, glória,
Glória sempre a fomentar,
A volúpia amplia,
Primazia a inebriar
Quem ama confia! 

Daniel Costa


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

POEMA ONDAS DA RÁDIO







ONDAS DA RÁDIO

Espírito ameríndio
Parecia ter a Rádio Galena
Ondas da rádio
Coisa pequena
Cinquenta e dois, lavradio
Vivia a felicidade terrena
Vivia junto ao mar sadio
Vasto campo para montar antena
A curiosidade veio com um tio
Se denominava Galena
Precisando de grande fio
A servir de antena
Para funcionar. a rádio
Doze anos; mente ativa e serena,
O futuro poeta, de sol a sol, no regadio
Trabalhava como indígena
À parte o desafio
A tarefa, não era pequena
Havia contentamento e brio
No Domingo funcionaria a Galena
Partia o cobreado fio
De uma figueira a estabelecer, antena
Ah… Era necessário contato terra, ou rio!
Sem alimentação funcionou sem anátema
Ondas de rádio,
Sistema há arcaico, de Galena!
Apenas captava, o emissor oficial, no seu horário,
É meu privilégio recordar a repetida cena!
Agora, em dois mil e catorze, satélites são pódio!
Há muito deixei o trabalho, na arena,
Viajo para sul, outro continente, outro estádio
Aporto ao Ceará, a uma cidade pequena,
É lá no Brasil, em Morrinhos, adentro no estúdio,
Estúdio da Rádio Princesa do Norte A M; vale a pena
Interagir para agrado e gáudio
Aló Tereza Maria, alô… A tua entrega foi açucena!
Ondas da radio! 

Daniel Costa

 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

POEMA ALMA DE LUZ BRANCA


 
ALMA DE LUZ BRANCA

Com a alvura o poeta tem aliança,
Com todos os detalhes florescentes
Alma de luz branca
Visões incandescentes
Sorriso florido de autoconfiança
Todos os sentidos presentes
Vulto luzente de temperança!
Sorrisos prevalecentes,
Flor a deixar rasto de esperança,
De amores permanentes,
De eterna confiança,
À vista de caminhares bamboleantes,
Sedução, florida de faiança,
Múltiplos cambiantes,
O poeta embevecido; sente segurança
Torna-se atrevido, com olhares atraentes,
Se cruza o desejo de aliança,
Desejos comuns evidentes
Corações em balança,
Alma flor dos poentes
Alma de luz branca!

Daniel Costa

 

 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

POEMA PETRÓPOLIS DE ENCANTO


 
PETRÓPOLIS DE ENCANTO

De espanto, em espanto
A visita será sentida
Petrópolis de encanto,
Cidade a Imperial vertida
Fundada em local de beleza e tanto
A iniciativa do Imperador lhe deu seguida
D. Pedro II, entretanto!
À sua cidade preferida
Deu nome de baptismo, sem esperanto
Mas latim, de prenuncia definida,
Deu Petrus, do latim de Pedro, portanto!
Pólis do grego cidade; nome de que foi acrescida
Petrópolis de encanto
D. Pedro I ficou de mente embevecida
Quando em 1822, ali passou e olhou como santo
Para concretizar o sonho lhe faltou vida
Seu filho, D. Pedro II, persistiu com arrebatamento
Como profissão de fé sentida
Em 1843 decretou o assentamento,
Da povoação, em 1857 erguida,
A partir de então, no Verão, drapejava ao vento
A bandeira Imperial, sólida,
Ali então se decretava com alento
Os súbditos, tornavam Petrópolis polida
Petrópolis de encanto! 

Daniel Costa

 

domingo, 17 de agosto de 2014

POEMA ALEGRIA EM NITERÓI




NITERÓI DE ALEGRIA  

Olho a tua verdejante luxúria,
Tua espetacular verdura
Niterói de alegria,
Observando bem a tua cercadura!
Sem mencionar a tua majestosa via,
Teu rio Niterói, de envergadura,
A um tempo, tudo expresso na tua agronomia
Tudo a parecer fadada gravura
Sempre… Sempre cuidada harmonia
Oh! Niterói de beleza e ventura!
Beleza de eterna mordomia
Niterói de inaudita ternura
Niterói de alegria
Sempre difícil; determinar a tua candura!
A tua enorme mordomia,
O que um poeta sente, de doçura!
Até à tua gente, fortes laços associa,
Volta a olhar toda a excelsa verdura!
Murmurando: Niterói de alegria…
Niterói de alegria!... 

Daniel Costa


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

POEMA AMOR DE DESCOBERTA


 
 
AMOR DE DESCOBERTA  

Quem ama, tende a não estar alerta
O coração bate em clima de confiança
Amor de descoberta
A paixão não vacila nem balança
Amar sim, porém de mente aberta!
Poderá haver alma na vizinhança
Movida por mal de inveja, certa
Pronta a abalar a segurança,
Com ou sem, acaso de descoberta!
Se poderá perdoar, mas usemos pujança,
Jovialidade redescoberta
Frontalidade, que avança
Amor de descoberta!
Maturidade que se lança,
Que passa, e a mente se liberta,
Se liberta em movimentada dança,
Sobre vilania, imaginada encoberta,
Lutar com perseverança,
De amor fiel, no limiar da porta
Eterna autoconfiança
Amor de descoberta! 

Daniel Costa


 


terça-feira, 12 de agosto de 2014

POEMA DEUS, MINHA POESIA


 
DEUSES, MINHA POESIA

Canto da cotovia
Na imagem do bucolismo!
Deuses, minha poesia!
Do mundo simbolismo
 Aves a construir uma sinfonia,
Seus cantos, seu lirismo!
Que era poeta não sabia,
Apenas vivia o sincronismo,
Porém a mente era sadia!
No seio do naturalismo,
Sem saber, imaginava poesia
 A meditação era de realismo
O há em tudo, sem ironia,
Fazer da tristeza, idealismo,
Poesia, diria filosofia,
No meu caso, proselitismo!
Clarividência, apostasia
Aves planavam, suprimindo o lirismo
Deuses, a minha poesia!

Daniel Costa

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

POEMA A FELIDADE SAIBAMOS MERECER


A FELICIDADE SAIBAMOS MERECER

Bate à porta de cada ser
A felicidade vem três vezes!
A felicidade saibamos merecer,
Ainda que soframos revezes,
É intrínseco do homem, sempre sofrer
Será quando teremos de ser mais audazes,
Para a felicidade não nos esquecer!
Ela nos deseja tenazes
Temos de com ela concorrer,
De a guardar sejamos capazes
Ela sempre nos pretende enobrecer
Temos de compreender seus matizes
Com eles nos entender
É dentro de nós que estão suas raízes,
Nada há a temer
Do condão de sermos sempre felizes,
A felicidade saibamos merecer,
Sem temor de deslizes
Amemos a vida, com o nosso querer,
E a felicidade criará sólidas raízes,
A saibamos merecer.

Daniel Costa

 

 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

POEMA SEJA FELIZ E NÃO RECLAME




SEJA FELIZ, NÃO RECLAME 

Ame muito, mas ame
Conviva com a felicidade
Seja feliz não reclame
Seja feliz, não importa a idade
Conviva e amor derrame!
Ame com sinceridade,
Sinta a felicidade como ditame
Sinceridade e verdade,
Seja feliz, não reclame
Viva com afabilidade
Faça da vida uma flor, um estame!
Corteje com amabilidade
Viva e trabalhe sempre, como em certame
Use doçura, para sempre ter autoridade
Seja sempre esse o seu exame
O seu mundo de alacridade,
O seu doirado troféu de velame,
Seja feliz, não reclame!

Daniel Costa