quarta-feira, 29 de outubro de 2014

POEMA SILÊNCIO PARA VENCER



SILÊNCIO PARA VENCER  

Nada a perder
A nossa luta silenciar
Silêncio para vencer
Devo reverenciar,
A luta só connosco tecer
O outro nunca maltratar
No silêncio, o convencer,
Que o mundo é de prezar,
Sempre o havemos de refazer
Nos unindo num patamar
A presença do nosso ser
Para a vitória alcançar
Silêncio para vencer
Todo o mundo amar,
Ao mundo muito querer
As vicissitudes tornear
Teia de virtudes, um dever
Para a paz sempre alcançar
Espírito de bem, um prazer
Dito sem me alongar
Silêncio para vencer,
Vencer pelo bem, é de advogar
Silêncio para vencer!

Daniel Costa



CAPA DO MEU LIVRO, "TOP SECRET OLAVO" , A GRANDE LIÇÃO HISTÓRICO -
GEOGRÁFICA, PARA PORTUGAL E BRASIL. UM LIVRO DE QUE BRASILEIROS E PORTUGUESES BENEFICIARÃO, POSSO GARANTIR.
 
 

domingo, 26 de outubro de 2014

POEMA A ESPERA E O DESEJO



A ESPERA E O DESEJO

O luar será o ensejo
Olhar a lua e o seu brilho
A espera e o desejo
Pensamento de pecadilho
A imaginar um promiscuo beijo
Lascivo rastilho
Com os deuses me protejo
O luar é o meu estribilho
Grande amor; almejo
Brilhante sem sarilho,
A espera e o desejo
Percorro em certo trilho
Tentado abraçar o luar que vejo
Num eterno trocadilho
Para que o luar, que invejo,
Jamais o veja como espartilho,
Para amar a lua, não pestanejo
Não deixo o luar, meter sarilho
Amo de antemão, até no Brejo
De luar, o amor polvilho
A espera e o desejo,
Ternamente; como pirralho,
A espera e o desejo!

Daniel Costa
 
CAPA DO MEU LIVRO, "TOP SECRET OLAVO" , A GRANDE LIÇÃO HISTÓRICO -
GEOGRÁFICA, PARA PORTUGAL E BRASIL. UM LIVRO DE QUE BRASILEIROS E PORTUGUESES BENEFICIARÃO, POSSO GARANTIR.
 

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

POEMA PRECES PARA CHOVER


Em 1869 não choveu mas, prece em procissão, na Bufarda passou ao Cruzeiro.

PRECES PARA CHOVER 

Quem poderia demover?
A atmosfera que se sentia
Preces; para chover
Água de chuva não se via
Nada podia valer
Só Deus e a eucaristia
Poderiam os astros comover
 Mil nove e quarenta e nove, na freguesia
Preces; para chover
Nelas se pensou um dia
Para que houvesse pão para cozer
No forno - Que a dispensa não ficasse vazia!
Nada estava a se mover,
Já elevada e sentida angústia,
Que a seca fazia prever
Por cada orago o prior geria,
A prece, em procissão, ia promover
Deu nada, nem uma nuvem de água se mexia
As preces houve que rever!
Tudo que era verde morria
Preces; para chover!
No entanto chuva não houve, nem haveria,
Preces; para chover
Avé Maria!

Daniel Costa


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

POEMA DAGUERREÓTIPO



DAGUERRIÓTIPO 

Serei saudosista? Reflito!
Porquê saudosista?
Daguerreótipo
Apareceu na crista,
No século dezanove novo veredicto
Era mais um evento na lista,
O princípio da fotografia; fica dito!
 Louis Daguerre porfiou para que ela exista,
A princípio a parecer esquisito
Chapa metálica a imagem recebia
A revelação parecia um longo espírito
Posto à soberana revelia
Porém, o seu criador achou o subtipo,
Lutou e a conseguir viria,
Mais adequado protótipo,
Atualmente, quem diria?
Se ouvir a palavra daguerriótipo,
Sabia que ouviu falar de fotografia? 

Daniel Costa


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

POEMA BATIDA DO CORAÇÃO



BATIDA DO CORAÇÃO  

Parecerá decoração,
Decoração parecerá
Batida de coração
O amor que se nos dá
Sofrimento de devoção
O sol passe para o lado de lá
Lento, com luz de ilusão
O astro que se vá,
Deixando bela sensação,
Foi o reluzente deus Rá
De certa civilização
Que acabou e já não há
Porém o sol ficou, como oração
 Sempre esteva cá
Como perfeita obra da criação
Brindando como que a dizer olá
Tendo o condão
De mostrar a todos o que será
Roda a terra, sem distinção
Todo o mundo o merecerá
Ainda que muitos não tenham pão
Roda como maná
Batida do coração,
Decoração parecerá
Nem todos o enxergar; saberão
Tem gente não entenderá!

Daniel Costa

 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

POEMA BEM -VINDO


 
BEM - VINDO

Desejando e querendo
Você dizendo baixinho
Bem – vindo!
Sempre devagarinho
Falando e me comprazendo
Com emoção e beicinho
As ilações vou revendo,
Em você, meu caminho!
Encantado e tecendo
Esse seu jeitinho,
Como ave as asas movendo,
Já fora do seu ninho,
Bem – vindo!
Vem amorzinho!
Vem! Eu te compreendo,
Pelo cansaço do caminho
Descanso, estás querendo!
Te sirvo um cafezinho
Depois te sentirás estupendo,
Em altivez, como remoinho,
Eu te comprazendo,
De mansinho!
Bem - vindo
A hospitalidade; terás como o bom vinho!
Acenando: bem – vindo!

Daniel Costa