quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

POEMA REBELDIA


 
REBELDIA

Telepatia
Desconcerto
Rebeldia
Liberto
Sem tirania
Descoberto
Ousadia
Desaperto
Moradia
Em concerto
Taquicardia
Futuro incerto
Cacofonia
Interior torto
Balbúrdia
Mundo – Deserto
Procurando concórdia
Por perto
Insidia
Decerto
Perfídia
Trajeto:
- Rebeldia! 

Daniel Costa


 

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

POEMA ANJO DA RAZÃO


 
ANJO DA RAZÃO 

Vislumbrei de antemão
Sonhei com campo aberto
Anjo da razão
Jamais um deserto,
Antes como a oração
Eternamente aberto
Audaz, veloz como furacão
De entraves liberto
Eis a inteira razão
Tendente a pegar o enxerto
Adorável coração
Como heliporto
Suave veneração
Bendito horto
De inteira redenção
De preconceitos liberto
Nova incarnação
Moderno concerto
Anjo da razão
Meu mentor certo!
 
Daniel Costa


 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

POEMA A CLEPSIDRA E A HISTÓRIA



A CLEPSIDRA E A HISTÓRIA

Recurso perde-se na memória
Oráculo de jurisprudência
A clepsidra e a história
Encerram mundos de ciência
Recordar é como oratória
Recorrer salva aparência
Areia da clepsidra rogatória
Criando mágica reticência
Abrigo de protetoria
Dos poderosos; abrangência
Dos leais devia ser provedoria
 Eficaz e justa, nunca negligência
Veia de cegueira, perante a escória
Aos poderosos, exige comparência
Não inventes ou traces divisória
 Furos da lei como divergência
Quem os cria; imagina a glória
Dos poderes, sempre inerência
 Sempre esmagadora vitória,
Para verter com impertinência
A clepsidra e a repetida história!
Irra!... Que irreverência! 

Daniel Costa

 

domingo, 11 de janeiro de 2015

POEMA PEIXE - VOADOR



PEIXE - VOADOR 

Passagem do equador,
Marítimo, festa a bordo
Peixe - voador
Cardumes; os recordo
Clima tropical abrasador
Apoquentando como dardo
No diário anotado
Ficou em jeito de moscardo,
Coração acelerado
Zunindo, jeito de petardo
O denodado calor
Aventura de bardo
Mar de ar abrasador
Deuses! Era a bombordo
Homem batalhador
Cumpria sem sentir fardo
Em ocasião de pundonor
Foi assim o resguardo
De inquestionável aceitador
Missão de acordo
Peixe - voador
Na tona do mar, rebordo
Passagem do equador! 

Daniel Costa



 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

POEMA O SILÊNCIO É UM GESTO




O SILÊNCIO É UM GESTO  

Proferir, é manifesto
O silêncio é de ouro
O silêncio é um gesto
Podendo ser duradouro
Silenciar poderá ser protesto,
Protesto poderá ser tesouro
De comportamento modesto,
Isenção de pelouro
Evitando ser exposto
Estacionado em ancoradouro
Revolução a contragosto
Antes, desaguadouro
Pretender ser sempre honesto
De paz germinadouro
Para que tudo seja augusto
Gesto feliz imorredouro
Com silêncio não molesto
Atitude de resfriadouro
Em resoluções simples invisto
Cuidarei do meu semeadouro
Por rudimentar, não desisto,
Nem perante touro
Me transcendo e insisto
O silêncio é um gesto!

Daniel Costa

 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

POEMA MOGLI E OS ELEFANTES



MOGLI E OS ELEFANTES  

O poeta e os descantes,
O poeta Júlio Roberto
Mogli e os elefantes
Foi ecólogo concreto
Filósofo como Sócrates
Pregou, no deserto
Lutou como Cervantes
Deixou tudo em aberto
Criou restaurantes, beligerantes
Macrobióticos por perto
Apoiou-os editora avante
A Itau, não foi deserto
Lutas tonitruantes
Inteiramente - Liberto
Grandes e bonitos cartazes
Cartazes de papel; um espanto
Mogli e os elefantes
Poesia vistosa, esperanto
Ideando, efeitos bastantes
Comportamento aberto
Visando ecologias brilhantes
Revelando-se poeta, de razão experto
Mogli e os elefantes
Foi revelação; do poeta Júlio Roberto! 

Daniel Costa