quarta-feira, 29 de abril de 2015

POEMA À BEIRA DA PRAIA



À BEIRA DA PRAIA 

Parecia avistar uma aia
Linda, brilhante preciosa!
À beira da praia
De tez erguida, deliciosa,
Qual flor de cambraia,
Seguia gentil, feliz, airosa
Elegante, comparada à faia,
Continuando, formosa,
Meus olhos a seguem de atalaia
Desejando mente audaciosa
Questionando o paradeiro da saia
Beija-la seria atitude charmosa?
Como se atingisse o pico do Himalaia?
Questão harmoniosa?
Harmonia de sericaia
Ali eu pregado, mente silenciosa
À beira da praia,
Observando a mulher graciosa!

Daniel Costa

 
 

domingo, 26 de abril de 2015

POEMA TEMPO SEM TEMPO



TEMPO SEM TEMPO 

Viver bem, será talento?
Poderá ser imagética
Tempo sem tempo
Mudando a expressão dialética
Orientação de movimento,
De vida simpática,
Pesca ao sabor do vento,
Oração sistemática,
Luz de pirilampo,
Visão larga, mediática
Societário de nascimento
Demanda estética
Aceitação de moinhos de vento,
Quixotesca e despótica
Em jeito de tormento
Origem anedótica
Tempo sem tempo,
Análise matemática
Tempo sem tempo
Pensamento de errática
Tempo sem tempo,
Será essa a temática?

Daniel Costa

 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

POEMA FOLHAS CAÍDAS, FOLHAS ERGUIDAS


 
FOLHAS CAÍDAS, FOLHAS ERGUIDAS

 Vidas felizes polidas!
Outonos e Primaveras
Folhas caídas, folhas erguidas,
Erguidas noutras esferas,
Em paragens queridas
Eternas quimeras,
Felicidades acrescidas
Novos horizontes, novas óperas
Com adufes repercutidas
Bases de imponentes galeras
De intenso amor construídas,
De fulgor e vigor, ante – câmaras,
Para sempre absorvidas,
Sentindo as vésperas,
Mentes floridas
Vivazes prósperas
Texturas definidas
Acolá folhas caídas
Aqui folhas erguidas!

Daniel Costa

 

domingo, 19 de abril de 2015

POEMA CICATRIZES




CICATRIZES    

Parecerão varizes
Nos corpos ou almas dos humanos
Cicatrizes
Não há enganos
Traçados em bissetrizes
Ainda que… Em seres profanos
Como embaixatrizes
Deuses transumanos!
Direi ser, vossas matrizes
Reclamar como decanos,
Serei como… Forças motrizes
Em gestos draconianos
Atingindo, reinos de maus carizes,
A abafando fumos de havanos
Confusões de geratrizes
De carácter de desumanos
Mui nefastas diretrizes
Naturezas de opiómanos,
Substitutas de abatises,
Esfera dos inumanos
A semear cicatrizes
Impérios de guanos!
Cicatrizes!

Daniel Costa

 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

POEMA O ÚLTIMO ABENCERRAGEM


foto representativa do poema, com o autor  a ver-se no topo da mesa
 
O ÚLTIMO ABENCERRAGEM 

Sincera homenagem
Ao bom amigo, senhor Bastos
O último abencerragem
Adjetivos, por si, bem gastos
Era assim na paragem
Clarividência, com avisos nefastos?
Via a vida como se fosse miragem
Premonição sentida a contragosto,
Porém, a filosofia viria de linhagem!
De uns juízos compostos
Rumo à insistente abordagem,
Sem evidentes rostos
Estava ali grande bagagem
Havia previsão de grandes desgostos,
De progressos, grande blindagem
A dificuldade aconteceu, escolhos transpostos!
Numa avassaladora clonagem
Sempre será recordado senhor Bastos!
O último abencerragem
Foi meu “status”!
 
Daniel Costa

 

  

segunda-feira, 13 de abril de 2015

POEMA OÁSIS NA ILHA




OÁSIS NA ILHA 

Sentir o sabor da lentilha
Como bom samaritano
Oásis na ilha
Onde cresce o plátano
Refresco de salsaparrilha
Oásis puritano
Sabor de tortilha
Ilha sem arcano
O mundo ali não brilha
Antes do oásis, o pântano
De esquizofrenia camarilha
Parecendo de teor bacteriano
Desativando a cavilha,
Tudo por amor espartano
Incentivando a cartilha,
 Qual quê? Mundo de engano!
Esquizofrenia ou cedilha?
Nada de poder ser antoniano!
Vale o oásis na ilha!

Daniel Costa


AO CONTRÁRIO DO QUE SE POSSA IMAGINAR A POESIA PODE, BEM VISTAS AS COISAS, SER A FORMA LITERÁRIA QUE MAIS DESAFIA O LEITOR A INTERPRETAR O PENSAMENTO DO AUTOR. ISTO PORQUE, UM RAZOÁVEL AUTOR DE POESIA, NUNCA É UM SIMPLES ARRUMADOR DE PALAVRAS. ANTES É UMA PESSOA DE PENSAMENTO DEFINIDO. AQUI DEIXO O EXEMPLO CLÁSSICO DISSO; DO QUE BEM PODERIA SER, O MEU MAIS QUE CERTO EPITÁFIO. 
TEM DE SER SEMPRE O LEITOR A INTERPRETAR O POEMA, DE FATO.
POESIA É UMA FORMA DE LER, A MAIOR PARTE DAS VEZES, NAS ENTRELINHAS.
D. C.

 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

POEMA TENDÊNCIA PARA SOBREVIVER


 
TENDÊNCIA PARA SOBREVIVER 

Amar a vida, é infinito dever
Como de todo o mundo gostar
Tendência para sobreviver
Com profundidade, todo o mundo amar
A maldade estar prontos a dissolver,
Erradica-la, para o mundo transformar
O nosso mundo seja um céu, o gosto de viver!
Vamos fazer dele, raios de sol a incidir no mar
Demos as mãos à amada, para a envolver,
No projecto bonito a se encrustar
Mundo apetecível de absorver
Amor de pureza a conquistar
Fazer o espaço de gostar de conviver
Pureza de amor de navegar,
Beleza de intenções antever
Clemência seja sempre de registar
Arca de Noé, carinho a comover
Vamos um mundo novo proclamar,
Tendência para sobreviver!

Daniel Costa

 

 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

POEMA ANJO DA UNIÃO


 
ANJO DE UNIÃO  

Vida de Mansidão
Afastando acasos,
Anjo de união
De lutas avessos
Lutemos com visão
Anjos audaciosos
Jamais haverá cisão
Anjos voluntariosos
A nos dar terna visão
Quereres audaciosos
Procuremos ser bastião
Lutando coesos
Em procura da perfeição
Corações acesos
Paz no coração
Desejos respeitosos
Anjo da união! 

Daniel Costa

quinta-feira, 2 de abril de 2015

ABRIL MÊS DA ALVORADA


 
ABRIL MÊS DE ALVORADA  

O mês da virada,
Anunciando o das flores
Abril mês da alvorada
A recordar ricos amores
Avistando a lua doirada,
Oiro de verdores
Terra brilhante, brejeirada
Desejos de primores
Alma de esperança redobrada,
Esteio de bonitas cores
Arco iris, teatrada
Quermesse de valores
Bonita flor amada
Comoção de bastidores
Paixão aglomerada
Verdade de pregadores
Felicidade desejada
Imaginação de pensadores
Abril mês da alvorada
Abril de entendedores
Abril mês da alvorada!

Daniel Costa