quinta-feira, 30 de julho de 2015

POEMA A VIDA É FEITA DE NUANCES


Na Academia Paraíbana de Letras

A VIDA É FEITA DE NUANCES
 
Ténues cambiantes
Porém, a vida é colorida,
Diário de eternas - Nuances!
Que assim seja sentida
Fora certos óbices
A vida, de cor seja acrescida
Ainda que usando tontices
Parecendo atrevida
No entanto sem trafulhices
Visibilidade divertida
Evitemos crendices
De textura veloz e ávida
Configurando preces
Atingindo a cor encardida
Forma de benesses
Ondulação na cor, a preferida
A vida é feita de nunces
Não a queiramos dividida!
 
Daniel Costa
 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

POEMA A JUSTIÇA NÃO DE AGRADECE






A JUSTIÇA NÃO SE AGRADECE

 

A alma resplandece

Quando sente justiça,

A justiça não se agradece

Ela deve ser aritmética

Se bem entendida, engrandece

A prepotência a torna táctica

A apoplexia não a favorece

A defesa torna-se axiomática

Quem sente, não emudece,

Sempre luta contra a injustiça

Procura ver se alvorece

De forma didáctica

Sempre a iliteracia entontece,

Essa dama de logística

Conveniente, enfraquece

Tornando-se postiça,

Quem luta, um dia aquece

Um dia diz; em tom de estilística

A justiça não se agradece!

 

Daniel Costa

 

 

 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

POEMA COQUEIRAIS DA PARAÍBA




COQUEIRAIS DA PARAÍBA

 

 Que o mundo saiba

Onde está o mundo verde

Coqueirais da Paraíba

Luminosa manhã e tarde

Grita o mestre - Ala arriba!

O coco, cor verde, passará o fiorde

O verde coco de jataíba

Sugar a sua fresca água, é de lorde

Coqueirais da Paraíba,

Que os tem a enfeitar a marginal, milorde!

 Verdes coqueiros a fazer parecer uma Caraíba

Junto ao azul mar, que o mareante o recorde!

Ainda que em viagem a Curitiba

Pelo mar e coqueiros o coração arde.

De desejos até de mangaíba

Tudo se deseja, nada se perde

Coqueirais da Paraíba!

 

Daniel Costa

 

terça-feira, 21 de julho de 2015

POEMA ARRE BURRO



ARRE BURRO

 

Balada de esturro!

Asinino em extinção

Arre burro!

 Mereceu atenção

Não se fez casmurro

Na quietude deu lição

Sem arreata ficou,

Quieto fez tenção

O dono, da água-pé provou

Daniel Oliveira, o manjericão!

O burro quieto, descansou

Da longa caminhada de supetão

Desde o pinhal de Leiria, suportou

O dono descalço era mocetão

A dupla ali deixou

Dois molhos de caruma, em jeito de festão

A estratégia os arrumou

Dependurados no dorso, do valentão!

A memória se guardou

O aconteceu em 1948, então

Em matança, o porco esticou

A caruma fez tição

Arre burro!...

 

Daniel Costa

 

 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

POEMA A VIDA É UM RASCUNHO



A VIDA É UM RASCUNHO

 

Viver é torvelinho,

Amar é permanecer

A vida é um rascunho!

Gostoso de tecer

Deixemos testemunho

Da seara que fica por fazer

Eu - poeta, me desunho

Até morrer - Diria fenecer!

Desejaria tudo com cunho,

 Para o mundo rejuvenescer

Ponhamos o nosso sorrisinho,

Que tudo pare de ensandecer!

Oh… Mundo olha o caminho!...

Trilha-o, fazendo-o resplandecer

Doa-te com amor e carinho

Ergue tendas, onde todos possam beber

Acaricia todos, como se fosses fradinho

Não deixes a maldade se intrometer

Cria nova era, à  presente dá descaminho

Haja ordem, novo alvorecer!

Ergamos o nosso punho!...

A igualdade façamos nascer

A vida é um rascunho!...

 

Daniel Costa

 

 

 

 

 

terça-feira, 14 de julho de 2015

POEMA GOTA DE ORVAHLO



GOTA DE ORVALHO

 

Suave mimalho

 Intimista subtileza

Gota de orvalho

Lição da natureza

Flor de agasalho

Visão de clareza

Jardim de entalho

Cultura de framboesa

Gota de orvalho

Frescura de pureza

Compondo o ramalho

Brancura e leveza

Rigor de atalho,

De fina certeza

Gota de orvalho

Subtileza!

 

Daniel Costa

domingo, 12 de julho de 2015

POEMA JÓIA RARA



JÓIA RARA

 

Beleza de seara!

Exclama o agrário

Jóia rara

Leitura para literário

Tudo se equipara

Patena em sacrário

Música de câmara

Anjo honorário

Jóia rara

Bonito cenário

Aveludado de pêssego e tâmara

Evangelista e seu breviário

Mulher bonita de tiara

Catita comentário

Jóia rara

Piropo temerário

Poesia clara

Desejo, como corolário

Jóia rara

Lampejo binário

Jóia rara!

 

Daniel Costa

 

 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

POEMA A COSTUREIRINHA



A COSTUREIRINHA

 

Parecendo maneirinha

Poder de avassaladora

A costureirinha,

Género aniquiladora

Sempre montada, a turrinha!

De hordas - Congeladora

Factor de amiguinha

Nas picadas de outrora,

Em estrutura verdinha

No nascer de outra aurora

A costureirinha

Gente retrógrada, mobilizadora,

Estrutura mesquinha

Guerra aterradora

Mocidade fresquinha

Ao comando da metralhadora

A escoltar toda a linha,

De tranquilidade insufladora

A costureirinha,

A pesada metralhadora,

A costureirinha

Essa agora!

 

Daniel Costa

 

 

 

 

 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

POEMA ANJO DA FRATERNIDADE



ANJO DA FRATERNIDADE


Cultivemos a afabilidade

Vivamos com mansidão

Anjo da fraternidade

Pugnemos pela vastidão

Evitemos a subjectividade,

Gerando clima de certidão

Procuremos a afinidade

Intransigentes na rectidão

Voguemos na lealdade

Escutando a aptidão

Que nos guia na verdade

Nos caminhos da gratidão

Guiados de serenidade

Amemos com a razão

Amemos com apostolicidade

Festas de exactidão

Alvoradas aromaticidade

Auroras de prontidão

Anjo da fraternidade

Angélico bordão!

 

Daniel Costa

 

 

 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

POEMA AVÉ MARIA




Aguardando a imagem surja no bote à esquerda



No fim, brindando com amigão Veroni


AVÉ MARIA 

O estuário do Rio Paraíba sorria
 Brilhantes os holofotes
Avé Maria!...
A beleza sem archotes
Entrada na noite, alquimia
Surpresa num dos botes
Emoção sóbria com primazia
Humanos em magotes
Avé Maria
Praia do Jacaré, de dotes
De João Pessoa, faz história,
Poderia dizer-se, seus laçarotes
Jurandy do Sax torna memória
Interpretando, música em virotes
Avé Maria
 A virgem abençoaria, seus fiéis filhotes
A imagem, ao som do sax, se descobria
Paraíba, do turismo, em pacotes!
Avé Maria!
Avé Maria!
Avé Maria!

Daniel Costa