sábado, 28 de novembro de 2015

POEMA EUNICE FERNANDES





EUNICE FERNANDES  
 
Sobrevoei a codilheira dos andes
Desembarquei em São Paulo
Eunice Fernandes
Verdadeiro e belo preâmbulo
Bonita, sensual e de virtudes
Altruísta é seu vocábulo
Na visão de poeta, de festividades
Verdadeiro incunábulo
Eunice Fernandes
Perseverança de régulo
Deambula em jeito dos humildes
A essa virtude tem vínculo
Antes de aterrar verifiquei as faculdades
Um anjo me segredou do seu cenáculo!
Eunice Fernandes
De muitas virtudes tabernáculo
A elegante mulher é-o, sem vaidades
Olha-la é desejar viver sem obstáculo
É, em São Paulo, procurar suavidades
Se amparar a um invisível báculo
Eis – Eunice Fernandes!
Intuí ao sobrevoar os Andes.
 
Daniel Costa
 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

POEMA OS DEUSES ESTÃO ZANGADOS

 
OS DEUSES ESTÃO ZANGADOS
 
 Armas de todos os mercados,
Estão já nas rotas dos deuses,
Os deuses estão zangados
Lhes apraz ditar frases
Com estrondos prolongados,
A justificar armamentos eficazes
 Informando os mundos acabados!
Em lutas espalhadas e tenazes,
Dosagens, como mensagens em telhados
Terrores espalhados, por sequazes
Proliferam mediatizados
Conquistando originais fregueses
Os deuses estão zangados
Anunciam, os seus algozes!
Anunciam o fim como artes circenses
Os deuses fingem de irados
Mobilizando fiéis coniventes,
Espalhando terrores por tocas de alienados,
 Por toda a terra, se imolando como pacientes,
Então, dizei aos deuses depravados:
- O mundo é essência da natureza, fiquem cientes!
Não se finjam segmentados,
Haverá sim clivagens prementes
Os deuses estão zangados
Mas o mundo ficará com boas gentes…
Eternamente, com boas gentes!
 
Daniel Costa
 

domingo, 15 de novembro de 2015

POEMA CASA DA MALTA


<br/><a href="http://oi67.tinypic.com/2zi1v8y.jpg" target="_blank">View Raw Image</a>
 
CASA DA MALTA
 
Ao Domingo peralta,
Longe do palheiro
Casa da malta,
Parecendo galinheiro,
De contra-revolta
Fação de telheiro
Cheiro a coima, a multa,
De nababos capacheiro
Com certa neblina envolta
Se come, precisa ser cozinheiro
Com intempéries, não se revolta
Jamais adrega mealheiro
Na casa da malta, a mente salta
A caneta, dispensa tinteiro
O filho do nababo revolta
De impropérios archeiro
Sentindo-se na ribalta
Menino galhofeiro
Representa contravolta,
De fortunas, reposteiro
Casa da malta.
 
Daniel Costa

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

POEMA UMA DESCOBERTA


 
UMA DESCOBERTA 
 
Mundo de janela aberta,
No século passado invenção
Uma descoberta
Façamos de tudo doce canção
De tudo, amor e oferta,
  Tudo em estado de unção
Seja tudo como comporta,
Se abra a qualquer boa intenção,
Como a verdura da horta,
Que o mundo progrida em união!
Acenando em navio, na coberta
Criando grande prevenção
Prevenção sempre aberta,
A nova intervenção
Diariamente o mundo nos alerta
Dos astros há conjugação
A… Há sempre, pela certa!
Estejamos atentos à distinção
Uma descoberta,
Uma invenção.
 
Daniel Costa
 

sábado, 7 de novembro de 2015

POEMA QUEDA POÉTICA


 
 QUEDA POÉTICA
 
Pareceu profética
Talvez premonição
Queda poética
Domingo de ocasião
Choque de energética
A mula em pleno Verão
Exagerou na ótica
Deitou o poeta ao chão
No empedrado, na prática
Parecia cognição
Longe o sonho da informática
Deu-se a acumulação
Gente, a poesia, os livrou tácita
Rápida saída, alocução!
Havia uma mística,
Pretendida de afeição
Deu saída pragmática
Baixinho poeta e canção
Então de mansinho, tática
A mula transportou ao rincão
A gente olhou estática
O homem viraria edição
Queda poética.
Daniel Costa
 
 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

NO ÚLTIMO DIA DE JORNA

 
NO ÚLTIMO DIA DE JORNA
 
Jamais fazer sorna
Sete homens, sete mundos
No último dia de jorna
Vigores profundos
Labores de tiborna
Longe de pensares quimbundos
Vaga que adorna
Autoridade de comandos
Vigia e governa
Procurou desmandos,
No último dia de jorna
Trigos segados
Para cada um, sua bigorna   
Cada, duas leiras, dois regados,
Um dos mundos governa
Luta com avindos
Sem ter posição alterna
Sete mundos
No último dia de jorna
 
Daniel Costa