domingo, 31 de janeiro de 2016

POEMA PRÉ DEFINIÇÃO



PRÉ DEFINIÇÃO
 
Imaginemos afeição,
Ao amor estejamos unidos
Pré definição
Amemos com todos os sentidos!
Amemos o mundo, a multidão,
Para o amor sejamos impelidos
Amemos com descrição,
Em monumentos erguidos,
Erguidos em qualquer ocasião
Amores entendidos,
Pela humanidade paixão,
De enfase de amor, ungidos
Amemos o mundo, uma prescrição!
Como os deuses são servidos,
O amor é o céu da absolvição
 Amemos todos os apelidos,
Sem precisarmos de erudição
Amor será estarmos agradecidos
Apostemos em união,
Da sua graça persuadidos!
Pré definição.
 
Daniel Costa
 
 
 
 
 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

POEMA AMOR E FIDELIDADE



 AMOR E FIDELIDADE

Falemos de lealdade
Amemos e honremos
Amor e fidelidade
Exemplificar: podemos
Amor é afabilidade,
Mensageira que honraremos,
Para toda a eternidade
O amor sempre sagraremos,
Em festa de autenticidade,
 A estadia no mundo: partilhemos
Auspiciosa afabilidade
Da mesma água beberemos
Olor e aromaticidade
Reciprocidade: eternizemos
Namorar em festividade,
Ser felizes: conseguiremos,
Alegria e garbosidade
O género humano honraremos,
Honremos a humanidade
À vida brindemos
Amor e fidelidade.
 
Daniel Costa
 

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

POEMA VIDA SERENA



VIDA SERENA
 
Veja-se a açucena
Fogo veloz mental,
 Jeito de antena
Sagaz e horizontal
Explanada em arena
De sorriso fundamental
Permanente novena
Congruente instrumental
Imaginando cantilena
Verdade frontal
Rapidez amena
Veloz ambiental
 Eficaz cena
Valor documental
Mente morena
Luzeiro fundamental
Vida serena
Positivismo é fulcral.
 
 
Daniel Costa
 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

POEMA IMAGINAÇÃO DO SUBCONSCENTE



IMAGINAÇÃO NO SUBCONSCIENTE
 
Cultura de otimismo saliente
Último ano do fim do XX século
Imaginação no subconsciente
Sentimento de espetáculo,
Abrangente, quiçá estridente
Qual espetacular oráculo!
Em semi – coma, viajava paciente
 Imaginando-me no pináculo
Sonharia deveras inconsciente,
Com a alta do hospital, para o meu habitáculo
“Se sobrevivesse, ficaria para sempre inconsciente”!
Nem se previu o eu, homem de músculo!
Aparatoso AVC, embora, sobrevivi pertinente
Com clarividência desafiava o crepúsculo
Desde a primeira hora, não fui subserviente
No inconsciente, elegi a ambulância como tabernáculo
O gosto, o desejo de viver, se revelou reluzente
A ambulância foi palco, em sonho, do novo vinculo,
A uma segunda encarnação, a uma nova corrente,
Sonhei a exultar, uma vez que, voltaria a ser profícuo
Fica a lição! Que todos façam a vida saliente!
Habitem o mundo, o elevem vernáculo!
Imaginação no subconsciente
Sem obstáculo,
Polivalente!
 
Daniel Costa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

POEMA MULHER SORRISO



MULHER SORRISO
 
Flor do paraíso,
Beldade cromática
Mulher sorriso
Vida axiomática
Eterno improviso
Terna, catedrática
Vigente sem aviso
Sempre paradigmática
Mulher sorriso,
Feliz, autêntica
O gosto preciso
Pronta, mediática
Alegre, friso!
Alegre, sabática
Mulher sorriso,
Sorriso de simpática
Olhar de siso,
Doçura telepática,
Doçura; repiso!
Doçura estética
Mulher sorriso.
 
Daniel Costa
 
 
 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

POEMA JARDIM DAS PALAVRAS






JARDIM DE PALAVRAS
 
Magenta e carmim,
Palavras e cores de sedução,
Brancura da flor jasmim
 Palavras de indução
Cultura de jardim,
Ternura de produção
Flores a amenizar fortim
Imagino a mulher, canção,
Flor entre flores, se vista assim,
Poeta na comparação
Flor igual a amor, a querubim,
Vida em construção
Palavras, outrossim!
A beleza de flores solução,
 Vidas de eterno jardim
Moderna tradição
Desejo de galarim
Sabor de precaução
Sempre palavras, enfim!...
Ternura na locução
Logremos fazer do mundo jardim,
Das palavras, flores de intuição
Magenta e carmim
Jardim de palavras,
Flores de animação.
 
Daniel Costa
 
 
 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

POEMA NICE MARIA



  





NICE MARIA
 
Sorrir é vitória
Abreviatura; Nice,
Nice Maria,
Caruaru cúmplice,
De Pernambuco diria
Do poeta apólice,
Ao poeta se ligaria:
- Ao repentista num ápice
À sua viola apontaria,
Do Zé Limeira cálice!
Do absurdo periferia
Cursada; vórtice
Nice Maria
Guerreira; denguice
Signo câncer lhe tocaria
Excelente índice
Sensualidade juraria
Cidade de enfeitice,
De Teixeira; confraria
Mulher beleza, que se cobice
Nice Maria.
 
Daniel Costa
 

 

 

sábado, 9 de janeiro de 2016

POEMA INDIA MINHA PAIXÃO



ÍNDIA MINHA PAIXÃO
 
Foi numa baía do sertão
Dado não ser xenófobo,
Índia minha paixão
Me apaixonei - Oh Conde de Farrobo!
Que nem és da minha geração!
Mas do tempo do rei probo,
D. José na governação
Para o Brasil, sem usar o seu bobo,
Decretou a miscigenação
O seu amor englobo,
Índia da minha paixão,
Índia de amor demófobo!
Bendita concepção!
Amor puro, não brasilófobo,
Índia, minha paixão.
 
Daniel Costa
 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

POEMA ANJO HORTELÃO



ANJO HORTELÃO
 
Na horta é-se tecelão,
Minha horta do arneiro!
Anjo hortelão,
Apontando o quinteiro
Pairava a fazer de capelão
Terno alvissareiro
Dedilhando um violão
 Estava nisso, por inteiro,
A manter verde o chapelão
Anjo medianeiro
O verde dando-me satisfação
Na adolescência doceiro
Arte para manter a criação,
De que era, como, pioneiro
Criava com vontade do coração,
As plantas me faziam gaiteiro
A sua verdura exibia emoção
O anjo me fazia sentir aventureiro,
A aventura perdurou então
Nunca me senti prazenteiro,
 A horta enchia a casa de pão
Revelia transformada em luzeiro
Anjo hortelão,
Sacro santo cavaleiro,
Viria deste a bênção.
 
Daniel Costa