A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

segunda-feira, 8 de junho de 2009

poema

ONDE MORAS JUSTIÇA?

Olha justiça

Andas tão arredia

Imitas taças de cortiça

Pareces tão inexequível

Para os de algo, claro como o dia!...

Para outros não há sorriso

Apenas gesto amargo

Dizem que és cega

A realidade existe

Porém torpemente se nega

Mais do que nunca

A corrupção está na berra

Com os furos das tuas leis

Podes empatar a refrega

Usando a senhora advocacia

Enquanto alguém nega

Onde moras Justiça

Para poderosos não és cega

Quem dinheiro tem

Paga bem e nega e nega

Usam-te com desdém
Com factores visíveis e incríveis

Clamam:

Beneficias os que convém

Os juízos deviam ser ponderados

Credíveis

Sem reparos de alguém

Para seres refúgio

Refúgio do bem

Daniel Costa

sábado, 6 de junho de 2009

poema







SALVATERRA DE MAGOS

Não é região de lagos

É Salvaterra

A Salvaterra de Magos

Na Borda D’Água

Margem Sul do Tejo

Na planície onde não há mágoa

Vila em pleno Ribatejo

Onde há vários festivais

Como a do Foral, dos Toiros, não vejo

E do Fandango, Meus deuses!...

A toirada e o toiro terão o maior ensejo

Nos campos o campino

Montado no cavalo, porte que invejo

Durante uma semanada

Na Avenida, frente à arena

Dá-se a largada

A Avenida enche-se de areia

De larga, torna-se pequena

Ali o monumento evocando o campino

Como que feliz de ver

Tanta gente em cena

E a vasta Avenida

Transformar-se da bravura arena

Fica ao rubro o entusiasmo

Às tábuas, chega o boi, qual fera serena

Quanto mais o animal se mostra bravo

O homem mais desafia

A bravura na segunda semana de Junho

Por ambas as partes dura o dia

Destreza e ligeireza

Em Salvaterra de Magos, no Ribatejo

Há colorido, há força, há beleza

Daniel Costa

quarta-feira, 3 de junho de 2009

poema

Daniel:
Vamos selar a nossa amizade?
Um beijo,
Renata


(59-1-1-1-1.jpg):


Curiosamente, a amiga RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO ofereceu-me este selo há cerca de um ano. Nunca desperei, porém apenas agora consegui saber como postar.
Muito agradecido, Renata, pela compreenção amizade e, porque não dizê-lo: humanidade!...
Ah, admiro-a e admiro o seu blogue. Recomendo-o, tendo em conta que apenas recomendo o que aprecio.

MULHER QUE PASSA

Quem sabe o que se passa
Nessa flor feita mulher
Que na Avenida passa
Lá vai ela, vai singela
Sempre cheia de graça
Se vai vaporosa
O olhar esvoaça
Se o glamour estremeceu
O semblante vai cinzento
Passa como desgraça
Quem pode saber
No que pensa, o que se passa
Como a flor que murcha
A mulher que não esvoaça
Pode andar o amor
Em clima de desgraça
Mulher alheada, circunspecta
Será sempre bonita
Será, porém como Avenida deserta
Se esvoaça
A lhaneza é aberta
A flor, a mulher
Observando, vai desperta
Qual flor sorridente
Convive com o amor
Este não está dormente
Há felicidade no ardor desse glamour
Ali vai ela passando tranquila
A felicidade patente
Transmite-se
A mulher parece borboleta
A esvoaçar contente
Borboleteando
Aí passa ela, segue sorridente

Daniel Costa