A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sábado, 11 de julho de 2009

poema

http://brincandocomarte.blogspot.com/

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Foto de Cláudia Cardinali que me foi enviada para Angola em 1963. Foi à cidade da Gabela. Como entretanto tinha sido adido a um novo Esquadrão, foi-me reenviada para a Lunda Norte, vila de Portugália, a sete quilómetros e meio da fronteira com o Congo ex-belga.

VICÍOS

Apelidar de desperdícios
Todas as actividades
Relacionadas com vícios
Fumar, comer ou bebericar
Jogar, muitos outros tentar
Dir-se-á que são tiques
Os vícios serão de experimentar
Ver e aprender estará bem
Desde que não se passe o limiar
Passar o patamar será doce
Mas causa danos de arrepiar
Por exemplo, se drogar
Causará incompatibilidades
Com terceiros, que a notar
Sofrendo serão os primeiros
Ao prazer
Vícios podem suceder
Quem se vicia, arrisca-se
Prematuramente a perecer
Quem gostar de viver
Terá de procurar outro prazer
Deixar o vício tomar poder
É achar-se forte, mandão
Afinal prepotente,
Doente então
Deixou que o vício o domasse
Na sua vida entrasse
Qual sereia, que atrai e enleia
Transforma
Na sua própria teia
Contra o vício, sejamos fortes
Não é, o danado, a doce Hermengarda
É como demónio de espada
Denodadamente içada

Daniel Costa

terça-feira, 7 de julho de 2009

poema





JUNHO NA NAZARÉ

Mês dos Santos Populares
É o de Junho das datas festivas
Fogueiras e arraiais como altares
Onde reina a sardinha assada
Degusta-se como um dos manjares
Primeiro Santo António a treze.
Muito andou pela Lisboa da moirama
Ficou famoso
Andou muito por Alfama
Depois das marchas
Arraiais nos bairros antigos, os de mais fama
Vinte e quatro o S. João no Porto
Santo que não seria tão brincalhão
O povo não fica absorto
Na zona da Ribeira faz-lhe um festão
Arraiais onde abundam martelinhos
Festeja-se com alegria S. João
A vinte oito S. Pedro
A piscatória Póvoa de Varzim
Dedica-lhe muita devoção
Sai o povo à rua a adorá-lo
Marcham e festejam com coração
Por todo o país é assim
A profana devoção
Os Santinhos e a sardinha na brasa na Nazaré
Também estiveram presentes
Não podiam ali sofrer tratos de polé
O povo também é muito crente
Nas traineiras os pescadores
A trouxeram-na do mar em frente
Que se venerem os Santos
Venha a sardinha assada
Minha gente

Daniel Costa
Que também captou as fotos na Nazaré

sexta-feira, 3 de julho de 2009

poema


SEREIA

Num certo dia de Outubro
Dei um mergulho no Baleal
Passara à Atouguia da Baleia
Perto de S. Leonardo, a Catedral
Não estava acompanhado
Olhando a lua cheia
Surgiu uma bonita sereia
Conversa agradável meteu
Insensível à beleza, não serei eu
Com promessas agradeceu
Regressando por Atouguia da Baleia
Com o mavioso canto de sereia
Brejeira, solicitou boleia
Afinal queria farra,
Em noite de lua cheia
Cada vez mais a voz encantava
A isso não ligava
O tom de beleza admirava
Não me comovia
Outro compromisso importava
A sereia não sonhou
Nessa noite de lua cheia
Até madrugava, como planeava

Daniel Costa