A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

poema


AS CONCHINHAS

Ainda não havia chegado a televisão
Jogos e computadores, evidentemente não
Jogava-se a concha, o berlinde, o pião
Improvisado aparecia o jogo da semana
Oito casas, riscavam-se no chão
Batos feitos de pedaços de caco
Arredondados na cantaria do vão
Jogava-se, para apurar o campeão
Era a vida, a da pequenada, a da ilusão
Para jogos não havia inventos, havia tempos
Dizia a professora fúrias, conforme os ventos
Para jogar, tinham seus instrumentos,
Verdadeiros tesouros de inventos
Escasseavam nos bolsos as conchinhas
A jogar numa nóquinha, como se dizia então
Davam à costa e abundavam na Praia da Consolação
Acabadas as aulas, estava a começar o Verão
Tudo se muniu e a professora lá levou o pelotão
Cada qual apanhava o seu tesouro, o seu quinhão
Tudo mudou, não há conchinhas
Pena, porque estavam ali uns diamantes
A preencher os bornais das ilusões de então
Do jogo das conchinhas poucos se lembrarão
Mas lá está o extenso areal
Qual cosmopolita Copacabana de Portugal
Representando a Praia da Consolação


Daniel Costa

sábado, 29 de agosto de 2009

poema


DEUSA DA FANTASIA


Deusa da fantasia

Entre todos os deuses

Encontrei-a um dia

Sei que não mereço

Alimentando o sonho

Não a esqueço

Nem sempre deusa de alegria

Meus deuses

Não me privem da alquimia

De ter encontrado a deusa

Do sonho, da alegria

Que o sonho seja certeza

De vir a saber

Encontrar a beldade, a beleza

Ainda que num mundo de ateus

Mesmo desventurado

Quiçá de plebeus

Sonho fantasia

Têm deusa, não deus

Oh fantasia

Dos deuses meus

Jamais esquecerei a deusa de um dia

Merecimentos desejo esperar

Da deusa

Que sempre hei-de adorar

Porque não?

Chegar a amar


Daniel costa

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

poema


MARIA

Maria nome de mulher
Da mitologia é esplendor
Agora uma deusa
Será deusa do amor
Belo coração
Ardente de calor
Reluzente de emoção
Acabando um lindo parceiro
Sofre Serena
Não aceita o primeiro
O coração papita
Desejo de amor moderno
No etéreo e eterno acredita
Sonha, freme de amor
Chama de pura paixão
Aflora a fada madrinha
Mais a varinha de condão
Depois o Príncipe
Chegaria de balão
Que Maria de corpo belo
Sua mente não procura ilusão
Não é amor de um dia
É amor do coração
Promete amá-la até à eternidade
Com crescente paixão

Daniel Costa