A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Poema


MARTA

Pareceu-me ser sensata
A primeira vez que encontrei
A mulher que dava por Marta
Dela logo gostei
Embora, tímida ou por isso
Outras vezes passei
Mas a mulher sensata
Deixou de aparecer
Meus deuses! Perdi Marta!
Porém Deus escreve direito
Por linhas tortas e marca data
Voltei a encontrar quem gostei
A mulher sensata
De novo com ela privei
Ares de desgosto
Com novo olhar vaticinei
Bonita de olhos castanhos
Reparei ser mente humana
Condição que sempre agrada
Aprecio a mulher sana
Mulher de retaguarda
De mente livre, muito humana
Alguém líder
Brilha, liderando gente sana
Diligente como Marta
Essa mulher bonita é humana

Daniel Costa

sábado, 3 de outubro de 2009

poema

QUATRO DE OUTUBRO

S. Francisco de Assis
Veio ao mundo a quarto de Outubro
Pai contente, mãe feliz
Quatro de Outubro
Nascia o primeiro petiz
Escolhe o nome o patriarca
Como se irá chamar, diz
Como o filho do barbeiro Claudino
Tem nome pouco vulgar
Daniel é o nome do menino
Porque não Daniel?
Assim se chamará o pequenino
Profetas e Santos
O Borda D’Água
Menciona Tantos!
E o Daniel teve sorte
Amará a sua graça
Não tem dúvida, até à morte
O pai era muito humano
Pelos nomes dos filhos
Foi um perpetuador insano
Um outro barbeiro
O Ambrósio mano
Tinha de acontecer
Outro filho
Teve de Ambrósio ser
Ninguém desejava
Foi Daniel o primeiro a saber
Como por profecia suicidou-se
O destino a vencer

Daniel Costa

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Poema

Foto Isabel Almeida: antigos barcos rabelos, que transportavam o vinho do Porto, pelo Rio Douro para Vila Nova de Gaia, que se avista na outra margem


A VIAGEM

Num dia de solidão
Concebi uma viagem
Desde então a minha vida
Conheceu uma viragem
Esvoacei até ao infinito
Avistei um mundo esquisito
Um primeiro a apregoar milhões
Povo apenas com miragens
Onde apenas chegam tostões
As farturas no reino
Pareciam ser tantas
Eram bravatas afinal
De quem veio falar de beatas
Aconteceu em Portugal
Um país de beleza natural
Onde há homens
De tamanha pequenez
Foi assim que Deus os fez
A apregoar riquezas
Onde apenas há mesquinhez
Que caminho segue Portugal?

Daniel Costa