A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sábado, 7 de novembro de 2009

poema




BANDYS



Não mora na cabana
Apesar de dar por Bandys
É mulher terna e humana
Poetisa num mundo de doçura
Um pensamento de beleza
Escreve sempre com ternura
Suavidade é uma constante
Adoro a Bandys
Uma bonita mulher amante
Adoro a sua poesia
Fico preso como com barbante
Pudera, se é atraente!
Suave olhar tonificante
Incansável ternura
É assim a Bandys
Terna mulher doçura
Mulher que respira poesia
Poesia bela segura
Agrada ser seu amigo
Jamais se sente agrura
De vida interior
Grande estatura de mulher
Grande mulher amor

Daniel Costa



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

poema



PRINCESA ESFINGICA



Esfíngica alteza
Interessante mulher
Não chamarei realeza
Que há cem anos findou
A mulher pode ser alteza
Essa existe, não acabou
A mente será de princesa
Com poesia
Oblitera laivos de tristeza
Sempre porfia

Mostrando alma de grandeza
Como é bela a sua alma
De intrínseca pureza
Aparece sempre segura
Ainda que enfrentado dureza
Ela passa pensativa
Esfíngica, podia ser princesa
Será alma de poetiza pura
Pensando poesia de beleza
Eis a púrpura
Poesia de Princesa


Daniel Costa


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

poema


A CHAVE


Estou sisudo
Penso em tudo
Tenho há a chave
Penso nela
Ferramenta singela
Remédio para tudo
Faz falar o mudo
Abre a capela
Fecha a porta
não a janela
Onde falo com ela
Chave é segredo
Guarda o medo
Abre tudo
Com chave
Mundo não é só maldade

É também a saudade
Chave é sorriso
Porta de siso
Fim de lamentos
Êxito de inventos
Com chave finda a sofreguidão
Começa a mansidão
Com essa gazua imortal
Acabará todo o mal

Daniel Costa

Miguel Foz (pseudónimo de Daniel Costa). Publicado no jornal "Serras de Ansião" - 31/05/1972.