A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Poema









HORTA DO ARNEIRO



Olhando aquele espaço
Vazio de ressequido restolho
O que podia ser regaço
Da mãe natureza
Cru, seco vazio, vazio
Com um veio de água, uma tristeza
Chegara a TV a Portugal
E o Arneiro de triste singeleza
Estava na adolescência
Conseguira um trabalho em beleza
Concerto de estrada
Lourinhã a Ribamar, uma grandeza
Passava ao pedaço do Camarão
Jamais esquecia Pedrógãos
O luar da Eira o cultivo vinícola do Fanfarrão
Mas meus deuses
O espaço do Arneiro vazio e sensaborão!
Perpetuava-se um pecado
Com o caudal de água à mão

Dum sonho meu nasceu
Uma clandestina horta, um senão
O Aneiro havia de ser trabalhado
Ao Domingo e ao serão


Um dia, o pai Zé
Ao Domingo na tasca
Que se veio a transformar em café
O segredo estoirou, alguém o abordou
Que maravilhosa horta tens Zé!
E o Arneiro ali à mão
Bonito? Não dera Fé!
De quem o alertara não duvidou
Ficara como louco
A tradicional enxada afagou
Foi visitar o Arneiro
O Arneiro o deslumbrou
Do feito do petiz
Ficara feliz e tacitamente colaborou
Viera a mobilização para guerra de África
Três anos, a erosão, o sonho secou
Ao ver de novo o seco restolho
Fez-se luz, outro sonho, o de Lisboa restou
A horta foi lição
Dez anos depois, de degrau em degrau
Outro mundo, o das letras era o campo então
De vida, aos vindouros
De várias, que não se usam, vivi, deixo uma lição
Era petiz de dezassete anos
Foi sonho ontem, sonho vivido então

 

Daniel Costa









domingo, 29 de novembro de 2009

Poema


Curitiba: Panorama da cidade brasileira




ZÉLIA


Jamais usei toga
Sonhava conhecer
Uma cultora de yoga
Ala arriba
Longe, uma elegante mulher
Estava na cidade de Curitiba
Uma interessante mulher
Bonitos cabelos louros
Não me atrevia a olha-la sequer
Seus olhos azuis
Não denotavam altivez
Serenidade de mulher
Mulher bonita e de sensatez
Apelido Nocolodi
A Zélia me olhou, perdi a timidez
Zélia como interessante
Mulher que é, não usa altivez
Representa beleza, escreve poesia
Belíssima poesia é poetisa de vez
Com o yoga medita
Escrevendo poesia, parece que Deus a fez
É assim Zélia
Na cidade de Curitiba
Adoráveis filhos desvela
Zélia atraente, elegante bonita
Foi prazer conversar com ela
Eis a interessante Nocolodi
A bela mulher, nome próprio Zélia

 
Daniel Costa




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Poema






ANGEL

Eis a flor
A alva Angélica
Sacrário do amor
O diminutivo de Angélica
Mulher torna-se sedutor
É Angel
Tem singeleza do amor
Peixes, embora, é selectiva
Ama e apresenta quem a conquista
Na sua sensatez de diva
Suas cores como a flor
São o branco
Branco que enfatiza o amor
Como o da Angélica flor
A bonita fotogenia de Angel
Protagoniza a palavra amor
Até o tal de cupido
Que de repente aparece
Com a seta a fazer sentido
Apresenta a mulher amada
A diva Angel
A mulher imaculada
Como é gostoso
Privar com Angel
Com seu falar meigo
Como despertasse
Na amizade um desejo
Ser apreciado pela meiga Angel
Vale a ternura de um beijo
Retribuir-lhe amizade
É um forte desejo


Daniel Costa