A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Poema

 



ANGELA

Deambular pela grande metrópole um regalo
Imaginar o Padre Manuel da Nóbrega
É imaginar porque se criou a cidade de São Paulo
É pensar na Ângela, essa mulher sensata
Vesátil como muitas outras
Com uma pequena dose de loucura que me é grata
Fascinado eu pela cultura do Brasil
Essa mulher sensível, timida e timorata
Apresenta vários poetas do país imão
Como o Drummond, o Mário Quintana toda a nata
Sua versatilidade leva-a apresentar
 Escritores menos ouvidos, como numa serenata
Angela é como dissesse enfim:
A minha personalidade parece muitas
Serei mesmo assim
A sua caminhada continurá
 Sabe como foi o principio
Não sabe como vai caminhar,  o rumo que seguirá 
 boa concretização
Para Ângela seria maná

Daniel Costa

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Poema





LILI

Amor em África foi título
Forte amor por Angola
Pelo calor e cheiros outro capítulo
Lili uma mulher que fascina
Pelo que mostra de querer
De guardar interessantes recordações
As que motivam o saber
De seu apelido Laranjo
Vive e forma, tem alma apaixonada
Fé clubista usa-a em poesia como um anjo
É um gosto
Ver a Lili pelo mundo azougada
Na própria comunicação
Tem amores, ama e é amada
Para os lados do norte
Em sítios de formosura
Vem um vento às vezes quente, outras forte
Enriquece a sua alma de poetisa
Com esses ares do seu norte
Podemos ver a sua galhardia
Ao debruçarmo-nos no seu mundo
Meditando na sua poesia
A mulher Lili é feita dedicação
Ela, por si, poesia exala
Será um mundo de aplicação
A sua versatilidade
Convida, chama a nossa atenção

Daniel Costa


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Poema



EM MIRAGAIA

Não foi na Atalaia
Onde me soltei e me senti feliz
Onde trabalhei foi em Miragaia
Aos Domingos, depois de cumprir obrigações
Oito passadas* a corta mato chegava
Casa materna, presente ao almoço e nas reuniões
Novas passadas de novo cumpria
Ano em que chegava a TV, não televisões
Cento e cinquenta mil réis por mês
Mais comida, num ano de grandes emoções
Eram o salário do maltês
Que liberdade dos céus meu Deus
Numa lagarada, acabado o vinho abafado
Emborquei um quarto de litro, como os ateus
Induzido, bebendo água em dobro antes
Não turvei, por Zeus
O patrão sabia como se fazia
Para provar como de se bebia aos judeus
Foi um dos muito episódios
Duma vida errante
A militar no grupo dos bons demónios
Tempos que a mente filmou
Dos bons tempos em me afirmei
Como fui e sou
A soltarem ideias de namoriscos
Eram outros tempos, esses fracassados
Nunca passaram de simples catrapiscos
Recordo muitas novelas
Da primeira vez ter assistido à televisão
Depois de três passadas a partir dai
Ir conhecer essa visão

Daniel Costa

* PASSADA - QUILÓMETRO