A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

domingo, 27 de fevereiro de 2011

POEMA CRUZEIRO DO SUL


CRUZEIRO DO SUL

A vida é um sonho azul
Então um dia sonhei
Com uma estrela do Cruzeiro Sul
Voava nas alturas
Nesse céu cor de anil, todo azul
O sonho me acompanhava
Na constelação celestial do hemisfério sul
Pairava por São Lourenço
O sonho me acompanhava
Queria vislumbrar a garota Maria
Que acontecesse desejava
Num sonho muito saliente
Arreigado como estava
Era um amor terno e pertinente
Queria aproveitar o privilégio
De poder viver nesse mundo brilhante reluzente
Um mundo dourado
Infinitamente atraente
De um brilho sempre renovado
Ao poeta parecia
Eternamente dourado
Naquele caloroso céu
Deus seja louvado
Num mundo azul
Distante e ensolarado

Daniel Costa

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

POEMA DRIKA


POEMA DRIKA

Encontrei uma bonita mulher menina
Viajando eu por aquele Estado
Foi na cidade de Santa Catarina
A religião católica predomina por lá
Ali se afadiga a citada menina
No estado do centro sul que no Brasil está
Ali labuta numa religiosa filantropia
Aquela mulher bonita
É a Drika que podia ser só Maria
O mundo está cada ver mais necessitado
De amor, rigor e filantropia
Drika um exemplo, um dado
“Que a mão esquerda não veja
O que dá a outra do lado”!
Deus disse assim
Drika tem presente a palavra do Senhor
Ajuda a dar conforto a um mundo de carecidos
Ela é bonita com lindo íntimo, terá a paga com amor
Mulher do signo cancêr
O pendor de semear o bem, é feito com ardor
Fica a questão de houver vida eterna?
A Drika será uma das eleitas do senhor
Devia haver mais, ainda que seja o Céu um dogma
Devíamos fazer da terra o céu do amor
A Drika podia ser a semente do exemplo
Os grandes do mundo deviam ter pudor
Os desfavorecidos da sorte exigem amor e talento
É vergonhoso num mundo moderno haver necessidade
De todas as Drikas deste mundo
A lutar, na procura de alguma equidade

Daniel Costa


domingo, 20 de fevereiro de 2011

POEMA EM XACASSAU


EM XACASSAU
 
Não, era invento, foi deslumbramento
Foi  no mês de Setembro mil nove e sessenta e três
Houve grande apelo ao talento
Estavamos no magnifico planalto da Lunda
Houve reunião com o sargento
Na grande floresta linda
Sem meios de comunicação, para três dias havia sustento
De uma expedição se tratava
Da cidade diamantífera do Dundo, Angola
Para a de Saurimo seguiamos, o camião abanava
Por fim desconjuntado 
 Atravessara o extenso rio e parava
Como que a dizer não
 Limpída água, bacalhau, batatas, azeite e couves
Era esse o tempo de alguém por acaso passar com solução
Como se jogassemos o berimbau
Ali estávamos quedos, também havia pão
Até que por ali passou o chefe de posto de Xacassau
Haviam passado cerca de vinte e quatro horas então
À cidade de Saurimo arranjar argumentos
Que demovessem a andar o camião
Concertada a viatura acabou o jogo do pau
Caminho segui-se então
Comandandava o sargento, comida em Xacassau
Churrascada à africana, vamos também dornmir, disse o sargentão
Depois foi abastecer em Saurimo
Não só na militar mantenção
Tudo menos mau, um mimo
Rodou-se noite adentro na ganga de burgau
Para deglutir nova churrascada e dormir
Gozar de novo o ambiente do posto de Xacassau
Regresso ao outro dia
Chegaváva-se à base
Terminava o sofrimento e com ele a folia

Daniel Costa