A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quarta-feira, 6 de abril de 2011

POEMA NOSTALGIA


NOSTALGIA
Doce recordar, Será magia?
Será a doce nostalgia?
Será a doce lembrança?
Do amor de algum dia
Do amor que não esqueceu
Um amor que não morreu
Gravado sempre ficou
Jamais deixar de recordar
Essa ternura de amar
Recordar esse farol
Como marinheiro do alto mar
Deuses!... Como consola amar
Ternura que se estendeu
Esse alto mar não perdeu
A ternura, a nostalgia, a esperança
Sempre o acto de muito amar
Pensamento a navegar
A nostalgia nunca vai minar
A grande ternura de amar
Esperança e nostalgia,
Podem encerrar magia
O tranquilo acto de amar
De alguém que está a regressar
De novo o alto mar
Por perto seria mais fácil amar
E... de novo a doce nostalgia
De ter amado alguém um dia

Daniel Costa

segunda-feira, 4 de abril de 2011

POEMA NUNCA TIVE TEMPO


NÃO TIVE TEMPO

Apenas para amar
De ganhar dinheiro por exemplo
Foi chegando o vagar
Arrecadar dinheiro não tive tempo
Tenho a noção que a trabalhar muito vivo
Fui cavador em tempo
Muitas coisas que na vida fiz!
Modesto vinhateiro
De petiz
Criado de servir na lavoura
Criador hortelão
Não acreditam?
A horta foi paixão
Em trabalhos concerto de estrada
Trabalhei um verão
Antes tinha guardado patos
Depois a civil construção
Terminei em ceifeiro
Antes conduzi burros e bois
Passei por padeiro
Guerrilheiro depois
A seguir balconista
Empregado de escritório
Onde terei sido artista
Escriturário
Editor, sem ser fadista
De arrecadar dinheiro não tive tempo
Estive como director jornalista
A tudo dediquei amor
Jornalista Free-Lancer
Irei acabar poeta e de prosa escritor
Ganhar dinheiro por exemplo, não deu tempo
Que terei feito dos trabalhos da vida?
Terei vagueado em passatempo?
Se não foi assim
Arrecadar dinheiro nunca houve jeito nem tempo

Daniel Costa


sexta-feira, 1 de abril de 2011

POEMA VULTOS DA CIDADE


VULTOS DA CIDADE

Amo a cidade
Sempre amei os seus vultos
Amei-os desde tenra idade
Apenas ouvia falar deles
Antes da puberdade
Sem nunca ter observado
Sem nunca ter conhecido o fervilhar da cidade
Sonhava viver e conhecer
Um ambiente mais profundo
Outro sentir
Ter maior ideia da grandeza do mundo
Sonhava conhecer os vultos da cidade
A maior vim a conhecer e nela viver então
Já de mais madura idade
Se me deslumbrou a grandeza?
A dos meus ídolos
A das lindas mulheres, essa singeleza
Esses platónicos amores
Essa natureza
São como flores
Que formam um jardim encantado
Que dão dimensão à vida
Num mundo amado
São essas mulheres, essas musas
Que se enfeitam para não terem idade
Que se bamboleiam sensuais
Os verdadeiros vultos da cidade
Amo viver
Amo o mundo nos vultos de cidade

Daniel Costa