A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sexta-feira, 29 de julho de 2011

POEMA MARIA RODRIGUES

                              

                           

MARIA RODRIGUES

“Esta Lisboa bendita
Feita cristã para viver
Ela é a menina bonita
De que tem olhos para ver”

A quadra tem razão de ser
Da letra da marcha dos anos cinquenta
Tudo tem para a engrandecer
Viver em Lisboa é como viver num paraíso
O poeta pode isolar-se mais para escrever
Pode estar-se no meio de uma multidão
Como um homem só
Se reflecte e toma atenção
De repente observa a mulher bonita
Exteriormente, pensar no seu íntimo o coração
Deuses… É como se visse uma flor
A desabrochar em calor humano, então!...
Foi assim que vi e observei
A mulher com grande poder de investigação
Maria Rodrigues uma mulher de intenso pudor
Metódica no seu labor de humana rectidão
Temos pois Maria Rodrigues um amor
Sobretudo para os seus
Que pensa no semelhante, com o seu labor
Oferecendo-lhes, como que em bandeja
Fotos e pensamentos de belo sabor
Denota um viver de harmonia
É como um diamante lapidado de valor
Por Lisboa vagueia Maria Rodrigues
Como mais uma flor
Do jardim que é a capital de Portugal
Maria Rodrigues empresta perfume e olor
Em fragrância muito real

Daniel Costa

Como Maria Rodrigues o fado mora em Lisboa, aqui nasceu. Sedo assim, Lisboa é a capital do mesmo, estou em que crer que a segunda será São Paulo, Brasil. Abram o link e ouçam a minha amiga, a fadista Conceição Freitas, a canta-lo e a ser entrevistada no programa, MARIA PAIVA ENTREVISTA:

quarta-feira, 27 de julho de 2011

POEMA UTOPIA

 

                                             

POEMA UTOPIA

Sempre se amou algum dia
O amor dantes seria mais eterno
Com a globalização, por vezes acarreta utopia
Utopia pode ser sonho de ideal
Ideal que quando não se consuma, não tem via
Porém, amar enobrece a alma
É sonho que, pode não ser eterno, mas evita-lhe a melancolia
Pode haver imensas formas de sonhar
Não é sonho, pode ser erro, será utopia
A travar a precisa realização
Da obra dependente de várias opiniões
Quando alguém apresenta boas ideias de concretização.
Passo a outro plano que se proclamou de utópico
Utópico durante séculos
Foi o mítico grego Pégaso
Que no seu cavalo alado sonhou voar sem meios técnicos
Gerado no sangue de Medusa
Sonhou ser eterno
Da mitologia, de certo modo, confusa
Mais modernamente
Tivemos a Passarola de Bartolomeu de Gusmão, de alma Lusa
A breve subida deu-se, mas o sonho desfez-se, não para sempre
Deu lugar ao balão
O sonho estava a deixar de ser utopia
Veio também o hidroavião
Alguns amararam no rio Tejo, em Lisboa
Hoje temos o moderno avião
Desde sempre o homem sonhou ter voar como um pássaro
O sonho, que foi utopia realizou-se, veio o foguetão
Já no século passado, nem mais
O amor continua e perdura, até à loucura
E o homem voa em bando…. Em bando, como os pardais

Daniel Costa


domingo, 24 de julho de 2011

POEMA ANJO DE LUZ


ANJO DE LUZ

Não me olhes desse jeito
Tu que sabes do meu grau de loucura
O que passa no meu peito
Que adivinhas o que grassa no meu coração
Olha-me direito, Anjo de Luz
Sabes que a vida, para mim, é emoção
O meu credo, o meu ai Jesus
Cuida de mim
Cuida de mim, Anjo de Luz
Para que a minha dose de loucura
Seja amor de verdade
Amor de ternura
A que todo o mundo clama
Seja ténue a agrura
Ilumina com a tua brilhante chama
Faz com que acabe a negrura
Torna-a na versão - ama
Todos se amem com essa dose de loucura
Que se passe pela vida a amar
Se ame com rectidão e emoção
Para que possamos sonhar
Meu Anjo de Luz
Que brilhe sempre o próprio luar
Nunca se apague a chama
Se navegue em tranquilo mar
Um apelo que seduz
Amor reluzente
Anjo de Luz

Daniel Costa