A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

POEMA A FORÇA DO QUERER


A FORÇA DO QUERER

“A terra onde fores ter
Faz como vires fazer”
O aforismo tem razão
Tem razão de ser, como o poeta pode dizer
Conheço quem no campo trabalhou
Com sapatos cor da pele e muito fazer
Da cor da pele até dezassete anos
Novos… sapatos veio adquiriu por muito querer
Sem um queixume ou azedume
Sempre o sonho, a curiosidade o querer saber
O movimentaram
Tempo anos, em vários ramos trabalhou
O que os seus sonhos, sentidos, um dia o fascinaram
A partir da terra nos pés, a escritor chegou
Querer, curiosidade e sonho resultaram
Certa dose de ingénua loucura avançou
Tornar fácil e agradável encarar a vida
Ter pensamentos positivos e suaves
Será procurar mares mansos
Onde se mantenham as nossas naves
Ventos, suaves para se poder alcançar novas galáxias
Outras galáxias sem entraves
Dizer um dia… ao fadário do berço pude fugir
Fui além de todas as previsões
Saltei muitas barreiras sem sentir
Valeu a curiosidade, o sonho
A força do querer, a fé no porvir

Daniel costa


sábado, 6 de agosto de 2011

POEMA A MISSÃO DO HOMEM


A MISSÃO DO HOMEM

Contribuir para um feliz mundo
Terá sido desígnio de Deus
De paixão de amor fecundo
O homem terá essa obrigação
De semear à sua volta felicidade
O modo de deixar como exemplo
O amor, a paixão da simplicidade
Para que a todo o tempo
Acabe a soez maldade
Construindo um mundo de exemplo
De amor, paixão universal e afabilidade
Onde se ame sem pecado
Sorridente em qualquer idade
Se possa estar num Éden de gloriosa paixão
Deus deu ao homem essa faculdade
Amemos o mundo, para isso fomos designados então
Nunca esquecer
Podemos também amar de paixão
Jamais perder
A felicidade, o amor de união
Procurar viver de e para a verdade
Será a nossa missão
Contribuir com a nossa pequenez
Para que o mundo seja infinitamente bonito
Abominemos laivos de mesquinhez
Abominemos tudo no mundo
Que nos pareça insensatez
Tentativas de amesquinhar
A eterna felicidade de vez
Sejamos guardiões
Para que o amor e a felicidade seja perene
Sejam esses os nossos guiões
O homem tem por missão
Ser guia de felicidade
De felicidade e amor de paixão, quiçá de união

Daniel Costa


terça-feira, 2 de agosto de 2011

POEMA ESFINGE

                                                 

                                      <br/><a href="http://oi51.tinypic.com/6zt0g6.jpg" target="_blank">View Raw Image</a>

POEMA ESFINGE

Embarquei no comboio da fantasia
Como se procurasse algo esfíngico
A verdadeira esfinge me surgiu um dia
Esfinge que a antiga mitologia adoptou
Na Mesopotâmia e no Egipto
Que esse mundo antigo guardou
O mistério solucionou Édipo
E a Esfinge, lançando-se num abismo se suicidou
Talvez uma lenda, de civilizações antigas
Que a cultura do mundo guardou
Como a de Olisipo, a Lisboa de hoje
Depois da saga de Tróia, num reino desconhecido entrou
Ulisses aportou ao Taghi, o já lindo Tejo de hoje
Um reino que uma mulher linda governou
Uma mulher metade serpente assessorada por cobras
Muitos pretendentes sufocar mandou
Ao chegar o esbelto Ulisses
Por ele deveras de apaixonou
Prometeu, em sua honra, fundar a cidade mais bonita do mundo
A Ulisseia decretou!...
Este sabendo das muitas tramas
Prometeu paixão, porém, com os seus homens descansou e zarpou
A rainha estava mesmo apaixonada foi atrás
Jamais o apanhou, desesperada, com seus braços sete colinas formou
Depois a Ulisseia, passando por Olisipo
Vários nomes, consoante as civilizações, por quem a governou
Já não foram lendas
A Lisboa de hoje, à fé de quem sou
Mas as mulheres esfíngicas
Continuam a existir, tentado adivinha-las, eu vou
Depois de mostrar esta linda Lisboa
Alguma haverá eu levarei ao fado, quem em mim confiou
Numa das colinas, decifrar confesso a Deus
Direi depois, de ouvir o sentimental fado, que a cidade edificou
Que persistam as bonitas lendas
Direi… o paganismo acabou!...

Daniel Costa