A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

terça-feira, 4 de outubro de 2011

POEMA SONHO E IRREQUIETUDE

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SONHO E IRRIQUIETUDE

Dia de S, Francisco de Assis, é feriado municipal
Na cidade de Açailandia, Maranhão
Como devia ser em todo o Portugal
Nasceu outro homem, que saltou a vedação
Sessenta anos depois
Fugindo à irmã morte, alcançou nova encarnação
Nasceu também a quatro de outro Outubro
De mil novecentos e quarenta, do século passado então
Disseram: milagre!...
Haverá milagres? Sobrenaturais não!
Há o milagre da força do querer
Da capacidade de sofrimento
Circunstancialismos
Lances que podem ocorrer a cada momento
Do homem que completa setenta e um, neste dia quatro
Cerca de duzentos patrões serviu, procurou talento
Executou as mais variadas tarefas
Onde sempre demonstrou alento
Tudo operou com gosto e garra
Alegria, sem desalento ou espavento
Sem acreditar em dogmas
Os deuses de todas civilizações
A elas sempre recorreram
A tentar, a impor uniões
Que se saiba nunca vieram dizer
Dizer porque há grilhões
Viajei pelo limbo trinta dias
Quarenta vegetei com momentos de lucidez
Recordo ter ilusões terrenas
Místicas? Consideraria intrepidez!
Que se calem os deuses, enquanto houver maldade
Ou venham explicar muito bem
Como podem cuidar de tudo, onde está a seriedade?
Façam como o fez o santo de Assis
Que se desfez de riquezas, mostrando ser possível a verdade
Com onze anos de vida na segunda encarnação
Neste quatro de Outubro, setenta e um de idade
Sempre a luta
A intensa procura da verdade

Daniel Costa

sábado, 1 de outubro de 2011

SAM: BLOG SAM REABERTO E LIBERADO PELO GOOGLE .

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A MINHA VIDA, A MINHA POESIA

POEMA ARRITMIA


POEMA ARRITMIA

O coração batia descompassado
Era na adolescência, de um dia
Arritmia hoje é sina, é fado
Tornou-se de estimação
Com carinho é tratado
Numa voragem de anil, azul
Com a coragem de seguir viagem
O coração bate a norte do Sul
Em ondas no éter, na metafísica
Da eternidade de intranquilidade
Sufocante, a parecer tísica
Longe de mim Senhor
É o fervilhar
Será a arritmia do amor
O amor ausente
Acontece uma espécie de dor
De quem ama o presente
A arritmia da dor
Do amor que se sente
Balança coração
O teu balançar não mente
Sempre tranquilo
Aparecerá alguém de repente
Te compreenderá
E amará, será gente
A arritmia, não é mania
Coração que ama, espera docemente

Daniel Costa