AMADA AMANTE I I
Amada amante
O nosso amor
Havemos de consagrar
Na igrejinha de Santo António,
De Santo António,
Da rua do Vale,
Do vale de Santo António,
Onde há a tradição,
Que o Santo ali nasceu
Que o milagre do amor,
Do amor ali ocorreu,
Amada amante
Terno e eterno amor
O nosso amor
Havemos de consagrar
A Santo António,
Não iremos à Catedral
da Sé
Fica claro, olaré
Lá na rua do Vale,
Olhemos bem a antiguidade
Da Lisboa de outras eras,
Terno e eterno amor,
A humildade em esplendor
Terno e eterno amor,
Atrás de Alfama,
Onde passou a moirama
Onde nasceu o fado,
Amada amante,
Amada amante
Terno e eterno amor
O nosso amor
Havemos de consagrar
A Santo António,
Não iremos à Catedral
da Sé
Fica claro, olaré
Daniel Costa
NOTA: este poema foi escrito, a pedido, com a intenção de vir a ser letra de canção.
