A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

terça-feira, 21 de julho de 2009

poema



Selo que o blogue Casa da Mariquinhas, da Mariazita, ofereceu: http://acasadamariazita.blogspot.com/


Selo que a bloguer Criss, de SORRISOS, ofereceu:
Fachada do Museu Etnográfico da cidade diamantífera da cidade do Dundo. Nos anos sessenta, o melhor do género de toda a África



Bailarina luba, quioca da Província angolana da Lunda, cuja capital é Saurimo que, oficialmente, foi Henrique de Cavalho.


MULHERES QUIOCAS

Interessantes as mulheres quiocas
Estão na Província angolana da Lunda
Bonitas, como poucas
Vivem na fronteira com o Zaire
Zona diamantífera de histórias loucas
Usual e habitual a poligamia
Labutam no campo, como poucas
Quando perdem o cabaço
Com o homem amado, ficam taralhoucas
Pintam de branco o seu corpo
Fica belo e alvo enquanto tisnado
Como quem diz olhem: já pertenço a alguém
O rico como polígamo
Estima-se pelas mulheres que tem no harém
Na margem do rio Luachimo
É feito o casamento
Por negociações,
Designa-se alambamento
Aconteceu um dia
Como gado não havia naquele momento
Reunira-se os anciões
Para se efectivar um casamento
Funcionariam muitos tostões
Foi apenas uma observação
Não passava disso, de início de serões
Conferenciavam na sua língua
Teciam: a miúda é bonita
Ainda tem cabaço
Vale, um homem de bens
Valorizavam, faltava apenas o laço
Genarié?
A menina ainda tem cabaço!
Mata… ai ué!

Em quioco:
Cabaço = virgindade
Genarié? = Como se chama?
Mata = senhor
Ai ué = ai Jesus

Daniel Costa



sexta-feira, 17 de julho de 2009

poema



AVENAL


Desafiado pelo Toino Tchim


Um amigão, afinal


Bastantes dias, vinha, cavei


Na quinta do Avenal


Montados nas bicicletas


Íamos pelo Toxofal


Ali na padaria


Na do Carlos padeiro


Ainda madrugada


Adquiríamos o casqueiro


Da primeira fornada


Tomávamos o “Mata-bicho”


A manhã despontava


De bom vinho


A velha cornada


Dizia o caseiro:


Quem se negue, não é homem


Não é nada!...



A seguir iniciava-se a jornada


O caseiro estimulava


A cada nova rodada:


Quem se negue não é homem


Não é nada!...


Mais vinho servido na canada


O copo feito de corno de boi


Passara a alvorada



Daniel Costa

terça-feira, 14 de julho de 2009

poema


Selos aferecidos pela amiga Renata! Veja aqui o seu comentário e sinta o prazer de conhecer o blog GALERIA RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO, pressionado no nome que encima este.



ANA

Nome pequeno
Mulher alta e bela
Olhar sereno
Mulher do Cruzeiro do Sul
Não tem cabelos loiros
Onde o mar é ameno e azul
Terá netos como tesoiros
Serenos mares e praias desse sul
Onde Ana veraneia
Lindos olhos de azul
Perfil de sereia
Rosto de serenidade
Atitude que enleia
Diriam assim marinheiros antigos
Da cantada sereia
A imagem jeito fazia
Ao poeta da odisseia
Dava verso a profecia
Todas as Anas fossem assim
Serenas se desejava e queria

Daniel Costa