A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

terça-feira, 6 de julho de 2010

POEMA FASCINAÇÃO II



FASCINAÇÃO II

Sempre me fascinou o Sertão
Sempre a sonhar
Vou espreitando o Baião
No nordeste há esse verdadeiro folclore
A verdadeira canção
A perpetuar a natureza
É na Bahia, no encantado Sertão
Houve por cá cantadores
Que homenagearam o Baião
Cantaram assim:
“Fizeram tanto Baião
Veio Baião depois
Baião Copacabana, Baião Cazurra
Baião de Dois”
Embora preenchesse o musical espaço
Só haveria sentido no de Dois
Que existe naquele nordestino regaço
Como é interessante o folclore do nordeste
Passar na capital Salvador sonhar com o espaço
Do espaço da Bahia que terá sido agreste
Um tipo de fascinação que tenho pelo mundo
Está bastante naquele nordeste
No grande sertão
Onde o folclore
Trará as gentes em comunhão
Há um não sei explicar o porquê
Virá da admiração pela cidade de Natal
Pela sua orla marítima ou de todo o norte
Vem à imaginação o Maranhão
Anoto grande apreço pelo Brasil
Porém o nordeste se tornou fascinação

Daniel Costa


domingo, 4 de julho de 2010

POEMA O VELHO CACILHEIRO



O VELHO CACILHEIRO

Conhecer os velhos bairros Lisboa
É poético, verdadeira poesia
Ainda que percorridos à toa
Ligar as duas margens do seu rio,
Do velho Tejo também é coisa boa
Sendo a bordo dum velho cacilheiro
Sentir sons em uníssono tão bem soa
Ter outra visão da cidade por inteiro
Navegar no refulgente Tejo
É como ter um sonho verdadeiro
Atracar no cais de Cacilhas
Donde adveio o baptismo de cacilheiro
Agora mais moderno, o catamarã
Sempre com aquele nome, o primeiro
Embora com duas imponentes pontes
Outros destinos, outro timoneiro
Mais barcos de transporte no Tejo
O mesmo tipo de passageiro
O que vem diariamente para a cidade
Trabalhar, para viver, ganhar dinheiro
Nem lhe ocorrerá sonhar
No hábito daquele balouçar verdadeiro
Muitos barcos podem ser vistos
Viajando e mirando dum cacilheiro
Por ali passa todo o mundo
Um mundo verdadeiro
Tudo a tornar a bela Lisboa
Como se fora um mundo inteiro
No seu incessante vai e vem
O velho cacilheiro

Daniel Costa

quinta-feira, 1 de julho de 2010

POEMA OS RIOS CORREM PARA O MAR



O RIOS CORREM PARA O MAR

Um a dia dormia a sonhar
Estava só numa floresta
Não tinha quem amar
Era à beira dum rio, a jusante
Magiquei construir uma piroga
Para navegar até à praia num instante
O coração jamais deixou de bater e amar
Enquanto pensava só, recordei
Os rios correm para o mar
Ainda que estivesse distante
A uma praia haveria de ir parar
Raios de sol a torná-la brilhante
Um mar sereno, de tranquilidade
Na sua imensidão
Cheio de amenidade
O amor havia de encontrar
Na praia onde haveria a mulher
Com quem juras de amor havia de trocar
Estendidos na praia
Mar sereno à vista a testemunhar
Cheiro a maresia tonificante
Sonho lindo numa noite de luar
Teremos sempre os sonhos assim
As sonhadas ilusões não devem acabar
Enquanto os rios correrem
Os rios correm para o mar

Daniel Costa