A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sábado, 7 de agosto de 2010

POEMA FORMALIDADE TEOLÓGICA


FORMALIDADE TEOLÓGICA

Este mundo é regido por formalidades
Muitas leis e convenções
Para que se torne dia a dia com mais serenidades
Foi Jesus Cristo que vindo e este mundo
Cheio de vícios e maldades
Terá pregado e espalhado normas
Que pressuporiam santidades
O mundanismo, nunca deixou de usar nefastas formas
Apesar dos “andarilhos” anunciadores da boa nova
Dos muitos ascetas e dos muitos ermitões
Na sociedade, os humildes, ficaram sempre à prova
Passavam décadas no nosso planeta, as maldades eram aos milhões
Idade das trevas, dos tempos que deveriam ser modernos
Veio o poeta épico Prudêncio e escreveu como sermões
Alertou para as ervas daninhas a atear as fogueiras dos Infernos
Para assinalar os pecados letais
Evocou os novos conceitos teológicos
Sete virtudes, sete normas que para sempre ficaram legais
Castidade, generosidade, temperança, diligência
Paciência, caridade, e humildade que são sempre actuais
Por mim é a humildade que privilegio como uma ciência
Que só por si denuncia e se opõe
À luxúria, à avareza, à gula, a ser combatida com abstinência
À preguiça, à ira, à inveja e à soberba
Mas este nosso mundo louco falta-lhe a virtude da paciência
Depois ainda há as duas virtudes, ditas cardinais
Esperança e caridade, ambas são referência
Num labirinto de humanas leis estas são mais simples e reais
Que na catequese da Santa Madre Igreja
De pequenos nos ensinam
Como a constituírem conduta benfazeja

Daniel Costa

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

POEMA ENCONTROS


ENCONTROS

Vida é feita de encontros
Uns válidos e profícuos até mais não
Outros podem ser tidos como desencontros
Por vezes sabe-se de imediato os possíveis danos
Outros passarão subtis
Vão desnudando-se ao longo de anos
Desses não falemos
Vamos esquecer enganos
Embora sejam dolorosos para a alma
Configuram desenganos
Sejamos optimistas
Há encontros de toda a ordem
Muitas pistas
Encontros para troca impressões
De permutas de dados, até sobre hóbis
De cultura em todas as direcções
Várias outras
Verdadeiras tertúlias e reuniões
Nas mais altas esferas
Podem ser propositadas para despistar espiões
Pode haver encontros com amigos
E amigas em várias ocasiões
Por vezes se definem contratos
Outros apenas conversas amena
Agradáveis tratos
Podem passar a ser verbena
Não há enganos, mas afinidades
Os encontros devem ser sanos
Novos, menos novos
Afinal somos todos humanos

Daniel Costa

terça-feira, 3 de agosto de 2010

POEMA MEUS VELHOS AMIGOS


MEUS VELHOS AMIGOS

Deverei ter inimigos
Porém quem recordo
São os meus velhos amigos
Lembro todos sem excepção
No entanto, gostaria evocar
Os que não chegaram a ter união
União com a modernidade
De aprender a ser novos com paixão
Saberiam que nunca se é velho
Aprende-se a ser novo de mente e coração
Quando a idade aponta os setenta
Deve sentir-se uma vida de aventura e emoção
Bastantes anos poderão ter-se lutado
Lutado com denodo e paixão
Mas os amigos que nos deixaram
Sua alma nos deve merecer veneração
Afinal sente-se que foram amigos
Mas já não sentem esta sensação
De aprender a ser novos
Viver esta nova palpitação
Do amanhã ter deixado de ser futuro
Explico então
Deixou de poder ser dado tudo como certo
O mundo está globalizado
O que hoje está perto, amanhã pode ser deserto
Quando se está prestes a chegar aos setenta anos
Sabemos que se viveu de luta
Não de enganos
Agora aprendemos com os mais novos
Modernos planos
Estes podem aprender connosco a ser
Dia a dia mais humanos
Que não poderão nem deverão viver
De miragens num deserto de enganos

Daniel Costa