A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

POEMA LINA


LINA

Como o nome, mulher pequenina
Astuta, atenta, domina com sua visão
É assim que reparo e vejo a Lina
A mulher rara que veio do Japão
Não é menina, parece madura
Domina a área do balcão
Terá vida bastante dura
As suas filhas, como ela, mostram educação
Parecem felizes
Com a sua mãe a dominar o balcão
Sendo de origem japonesa
Virão a possuir a bem portuguesa instrução
Sendo felizes como parecem
Enraizar-se na ocidental cultura irão
Um dia, coisas da Lina e da sua visão
Ao sentar-me na mesa com o meu livro
O meu café foi logo servido de antemão
Acompanhava um regalo
Disse ao empregado, não pedi isto, não
Com um malicioso sorriso:
- Encomendou, então!
Foi a Lina que mandou, ela tem juízo
Olhei a Lina sorridente
Ela me acenou, como se o gesto viesse do paraíso
Porque não?
Por minha vez sorri, foi evidente
Olhei a Lina com sorriso e comoção


Daniel Costa


sábado, 6 de novembro de 2010

POEMA MEU LABORATÓRIO DE ALQUIMIA


O MEU LABORATÓRIO DE ALQUIMIA

Magiquei num quente dia
Aconteceu num repente
Criar o meu laboratório de alquimia
Onde com o meu crisol pudesse
Tentar todo o tipo de magia
Não transformar metal pobre
Em atraente ouro eu queria
Mas tudo noutro tesouro
Este mundo perverso
Num mundo mais brilhante que o ouro
O mundo do amor
Um mundo sem sombras, de amor imorredouro
Donde avistemos a vida
Dominada pelo amor, transformado em tesouro
Não necessitando de crisóis
Que apenas se ame o mundo
Como se fora construído de sóis
Mares tranquilos nos seus tons azuis
A deixar a sua maresia em praias, como em alvos lençóis
Que o mundo dos poderosos
Não desejem ser palhaços heróis
Ficarão sempre os descendentes
A fixar as lições de amor
Que lhe deverão deixar os crentes
Não de se vive sem amor
Deixem exemplos todas as gentes
Semeemos no mudo a paixão
Amemos muito para que o laboratório de alquimia
Seja apenas uma imagem, de união
De preciso amor e magia
Sem sombras de perversão

Daniel Costa

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

POEMA LÁ LONGE


LÁ LONGE

Volatilizando-me no etéreo
Para poder ser condescendente
Voo na minha mente como se fosse mistério
É num outro mundo reluzente
Que se poderá entender tanto despautério
O banal mundo do mal, tido como decadente
Devia ser um filão de belo minério
Mas está bastante doente
Acabou tudo o que se designou império
Ficou sempre a podridão presente
Noutra galáxia pensei a sério
Encontrar outra união
Encontrar um outro critério
Não sei viver sem amor, numa permanente desilusão
Procurei onde bem patente, está um feliz império
Impera o amor em permanente comunhão
No mundo do mistério
Haverá juízos eivados de compressão
A julgar sem critério
Do que é bem visível, a causa de desunião
Onde deviam desvendar o mistério
No seu vocabulário está, em letras garrafais, a palavra não
Parece convir-lhes a querela, o despautério
Não há um universo de amor, e de ilusão
Fui encontrar noutra galáxia
O mundo do sonho, do amor e da paixão

Daniel Costa