A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

domingo, 2 de janeiro de 2011

POEMA CABO CARVOEIRO




CABO CARVOEIRO

Rodei na subida ao outeiro
Quis sentir o cheiro forte da maresia
Ali na ponta do Cabo Carvoeiro
Num dia de Verão para um mundo avistar
Bastantes turistas que ali davam nas vistas
Um mundo novo a explorar
Para a ilha da Berlenga
Mais o ilhéu dos Farilhões avistar
De toda a costa sul de Peniche
Tanta terra, tanto mar
Traineiras com pescadores
Na sua faina pela vida a lutar
E o cabo Carvoeiro tão tranquilo
Enquanto as visitas daquele lugar
Ficam deslumbrados com tudo aquilo
Pronto com as suas luzes e sirenes, que troarão
Para avisar a mudança da natureza, outro altar menos tranquilo
Com mundos de Verão infinitamente bonitos
O sonhar no meio de tanta beleza das mudanças do mar
Quando chegam dias de invernia infinitos
Quem mora em terra perto
Não precisa ser tão perto assim, para ouvir urros esquisitos
Avista a beleza que proporciona a natureza
Valha-nos a Senhora da Boa Viagem ou a dos Aflitos
Ondas de cerca de trinta metros
Batem estrondosamente chegam longe como fossem gritos
A meter respeito a avós, filhos e netos
Sem mácula de pecado, não há engano
Bate o mar nas rochas que circundam o cabo Carvoeiro
Ao longo de milhões de anos foram-se moldando
De formas interessantes, felizes num belo desconchavo
Sempre serenas, como um novo mundo amando

Daniel Costa


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

POEMA VANIA


VANIA
 
Nasceu na no estado do norte, da Rondónia
Um dos vinte e sete estados federativos
Do imenso Brasil, a mulher Vania
A bonita mulher e nova mãe, de espírito comunicativo
Pelos meus padrões platónicos
É fiel amiga desse mundo além, do Sonico amigo
Sem perder os valores harmoniosos
A morar agora no interior de São Paulo
A Vania é uma amiga que estimo
A conversar se torna companheira de regalo
Tornou-se uma mulher amiga
Fala das boas vivências e de problemas que foram abalo
Se ufana de boas noticias
Sem esperar me deu conta, exultei com elas eu sei
Com a Vania, das belas premissas
Também dos meus projectos lhe participei
Exultámos, com o agradável, com as alvíssaras
Pode ver-se no seu outro espaço
Gosta de poesia a Vânia
Várias vezes para a ler eu passo
Vale a pena, com a sua sensibilidade
Além da poesia
Por onde passa mostra s sua humanidade
Bonita mulher, posso aferir sem fazer sugestão
Atrai-me a sua urbana amizade
O seu bom coração

Daniel Costa


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

POEMA PLATONISMO


PLATONISMO

Eis um modo de equacionar sem lirismo
Um pensamento de Platão
Um modo de filosofar sobre o platonismo
Criou a Academia Platónica consagrada a Apolo e às Musas
Assim sendo, platonismo não é lirismo
Nem servirá para pensar formas difusas
Já, mais modernamente
A filosofia teve e terá a tendência para se aplicar à política
É outra filosofia naturalmente
A filosofia é de grandes e irrequietos pensadores
Por mim apraz-me filosofar sobre musas
Jamais esqueço amores
Mas das musas, meus deuses senhores
Para mim são interiormente bonitas mulheres
Podem e devem ter seus amores
Serem amigas, a quem podemos homenagear
Com ternura como se fossem flores
Assim, amor de platonismo
Amizades platónicas
Sem os pensamentos caírem em abismo
Em qualquer dia, faz parte da minha poética filosofia
Há amizades que se criam sem pensamentos de lirismo
Sempre aprecio as escolhidas musas
Sinto prazer em desvendar-lhe o íntimo, a alma
Se necessário mostrando o meu espírito aberto
De intranquilidade a mostrar calma

Daniel Costa