A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

POEMA CATEDRAL DO AMOR



CATEDRAL DO AMOR

Tudo terá o seu ritual, a sua regra
Tudo terá a sua catedral
Há assim miríades de catedrais
Dedicadas e tudo com um fim
Por todo o mundo de humanidades reais
Sempre se pensa no mistério das grandes catedrais
Desses grandes templos de fé
Que se foram dilatando pelos novos mundos como normais
Na onda flutuante, a fé seguiu na maré
Antes porém fazia o acto de fé numa das catedrais
É de crer que do amor ficou sempre o lamiré
Como em honra de actos tão transcendentais
Como nasceram as confrarias, mais actos de profana fé
A saborosa comida é tida como acto normal
Enfim, deglutir parecendo um acto trivial, não o é
Uma reunião numa refeição
Um grande feito, é um acto de amor e fé
Terá sempre no pensamento uma humana união
Um amor que existe poderá não estar consumado até
Mais estimula um desejo do coração
É uma forte retaguarda que se sente
Haverá um desejo secreto
Um amor em mente
Um coração sempre irrequieto
Sequioso do amor assumido e irreverente
O íntimo poderá parecer quieto
Porém nunca desmerece, o coração ama e sente

Daniel Costa


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

POEMA PRAIA DE IPANEMA


PRAIA DE IPANEMA


Sonhei com uma ida ao cinema
Aos meus olhos, a principio, a fita era linda
Até o sonho me revelar ser doutro esquema
Desataram a desfilar mulheres bonitas
De repente estava na Praia de Ipanema
Na mais democrata praia carioca
Teria voado até ao Rio a sonhar para ver outra cena?
De no final da tarde vaguear pela praia
Pela Praia de Ipanema
Até quase ao Leblon vi as patricinhas
Vi o grande desfile de corpos bonitos
Das elegantes princesinhas
Depois pisei a calçada à portuguesa
Avistei morros, estava junto às palmeiras rainhas
Via salsas ondas, via um calmo mar
Fiquei como que petrificado
Vendo um lindo pôr-do-sol no horizonte a parecer-me um altar
Na linda Praia de Ipanema
Chamava a atenção o colorido dos guardas sol
Quando fixava uma bonita morena
Os deuses dos sonhos
Deram por terminado o derriço da Praia de Ipanema
Ainda que a sonhar foi belo o feitiço
Fiquei por muito tempo a cismar no teorema

Daniel Costa


sábado, 8 de janeiro de 2011

POEMA AVENAL (reposição)



AVENAL

Desafiado pelo Toino Tchim
Um amigão, afinal
Bastantes dias, vinha, cavei
Na quinta do Avenal
Montados nas bicicletas
Íamos pelo Toxofal
Ali na padaria
Na do Carlos padeiro
Ainda madrugada
Adquiríamos o casqueiro
Da primeira fornada
Tomávamos o “Mata-bicho”
A manhã despontava
De bom vinho
A velha cornada
Dizia o caseiro:
Quem se negue, não é homem
Não é nada!...
A seguir iniciava-se a jornada
O caseiro estimulava
A cada nova rodada:
Quem se negue não é homem
Não é nada!...
Mais vinho servido na canada,
O copo feito de corno de boi
Passara a alvorada.

Daniel Costa