A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

domingo, 17 de novembro de 2013

POEMA MULHER EXÓTICA













 

MULHER EXÓTICA

Teoria ou não axiomática
Sempre vi a mulher como uma flor
Ainda que mulher exótica
Será sempre tentáculo de amor
A ideia do poeta não é quixótica
Por quem és, Senhor?
Falo duma mulher poética
Pratica a poesia no éter, com fervor
Tereza Maria, de mente estética,
Humaniza sem destemor
Mulher que pensa poesia cromática
Característica, de tecnicolor
De vestido azul, apoteótica
Lhe acrescentando valor
Mesclado de branco e negro a dar boa ótica
O verde como cenário, bonito pendor
 O dedilhar da viola, a tornam artística,
Livre e autêntica, dos deuses favor!
Mulher exótica
Mulher versicolor
Para a comunicação acústica
Sentirá pendor
Da formação juvenil, é académica
 Exerce real labor
Mulher de beleza exótica
Tereza Maria é bonita, beleza de louvor
 Mulher exótica,
Visão poético-fotográfica de auditor!
Mulher exótica!
 Mente humana, mulher amor!

Daniel Costa


 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

POEMA AMOR CONSAGRADO



AMOR CONSAGRADO   
De virose fui tomado,
De amor benfazejo,
Amor consagrado
Grande desejo
Saí vivificado!
De amor sertanejo
Amor unificado
É o que almejo
Amor santificado
Em jeito de solfejo
Só falta ser musicado
Em forma de permanente desejo
Que esse nunca fique adiado!
Por qualquer bocejo,
Bocejo extraviado
Vale mais ter o ensejo,
De ver o ser amado
Amar a mulher que vejo
Ver o seu e o meu mundo devotado!
O amor revejo,
No seu colar amarelado
Acima dos seus brincos o verdejo
De um amor sussurrado
Oh… O amor que prevejo!
Estar sempre a meu lado
Por deuses e deusas, eu protejo,
Para sempre, o amor consagrado!
No varejo…
Amor consagrado!

Daniel Costa
 



domingo, 10 de novembro de 2013

POEMA QUENTES E BOAS





Foto Daniel Costa

QUENTES E BOAS


Pelo S. Martinho são broas

Pelo S. Martinho vai à adega e prova o vinho

Quentes e boas!

Pregão que soava, como azevinho

A cada esquina, da Graça a todas as Madragoas,

Começa ainda antes do dia de S. Martinho

Quentes e boas!

A estalarem na brasa, a provocarem o gostinho!

Diáfanas

Antes adivinho

Quentes e boas

Desta Lisboa pergaminho

Vão-se tornando memórias,

De carinho

Quentes e boas

Agora dentro dum saquinho,

Antes em jornal embrulhadas

Para se manterem no quentinho

Quentes e boas!



Daniel Costa