A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

POEMA HUMILDADE, VIDA DE PRECIOSIDADE






 HUMILDADE, VIDA DE PRECIOSIDADE 

 Deidade
Esvoaçante
Humildade
Amor dominante
Sem caducidade
Vida amante
Amante da verdade
Amor reinante
Interagindo com tenacidade
Como ave esvoaçante
Grunhindo da desumanidade
Ave migrante
Fugindo da tempestade
Voo rasante
Amando a liberdade
Estruturante
Amor sem maldade
Brilhante
Humildade, vida de preciosidade
 Preciosidade de amante
Sagacidade,
Se encontra outra variante
Ruindade
Insinuante
A impedir o voo da felicidade
Invejas a espreitar num mirante
Com olhar de insanidade
Qual ave errante
Humildade, vida de preciosidade
Em cor berrante
Humildade, vida de preciosidade!

Daniel Costa

sábado, 4 de janeiro de 2014

POEMA NA TERRA O PURGATÓRIO



NA TERRA O PURGATÓRIO  
 
Será obrigatório?
Será talvez dogmático!
Na terra o purgatório
Dizer será carismático!
Céu, purgatório, inferno, velório
Jeito beático
Quatro anos, dado categórico
A mãe talvez achasse, saber-me estático
Levou-me aquele partilhado oratório
O avô Zé da Avô jazia, em jeito simpático
A mesma simpatia de relatório  
Ficara louco, não precisava de ser simpático
Para a sua mente doente, já tudo era aleatório
Não reconhecia os seus netos, ficando cismático
Quando o único que conhecia, o Luís Honório
O olhava e dizia, é o Daniel filho da tia Madalena, enfático,
Respondia: “coitadinho do meu netinho”…  O recordo simplório
A frase, do seu parco vocabulário automático,
Automático, de louco sem reportório
Na terra paradigmático
Céu, purgatório inferno, será na terra o zimbório
Foi cá que o avô, por afinidade, penou dramático!
Antes de enlouquecer, seria já um ser abonatório
A impressão ficou a de avô simpático
Com tão tenra idade andava quilómetros a sós ao Foz, ao sanatório!
A vista do mar, a imensidão prendia o meu olhar fotográfico
Vi na terra o purgatório
O penar do avô enlouquecido, antidogmático
Céu, purgatório, inferno, velório!
Na terra o purgatório!

Daniel Costa

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

AMOR ETÉRIO E IMACULADO





AMOR ETÉRIO E IMCULADO  

Vigor de amado
Vestido branco presente
Amor etéreo e imaculado
No seio da multidão se pressente
A possibilidade de ser seu namorado
De tanta beleza ficará temente
Ali na areia como pedestal enluarado
Haverá festa! A alvura é entorpecente!
Se vista de outro ângulo, se de outro lado
O desejo de amar quele anjo é premente
De branco sagrado
O ser será polivalente?
Quis sentir quanto seria amado por um ser venerado?
Todo o mundo olhava a sua silhueta ardente
Olhava-se e sentia-se fé, no anjo sagrado
Que podia um pobre de Deus, um penitente?
 Naquele momento sarar o pecado!
Para ter direito a ser o presente
Do anjo enlevado, de brancura tomado
Viver num mundo de felicidade permanente
Ser o cavaleiro do condado
Foi desejo convincente
Nisto pestanejou, olhou para o lado
Tudo se tinha esfumado de repente
Já não mais se viu o branco imaculado
Ficará para sempre a visão adjacente
Amor etéreo imaculado! 

Daniel Costa