A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Poema

TRINTA DE ABRIL

Recordar o Domingo é normal
De mil novecentos e cinquenta
Trinta de Abril, um dia transcendental
Trabalhar sempre de qualquer maneira
Tarde soalheira, movimentação no quintal
Emocionada a tia Lourdes
Comandava a operação
No belo e reluzente dia
Acompanhara o pai a trabalhar no fanfarão
Não brincar ao Domingo via como pecado mortal
Ano cinquenta decretado Ano Santo
Em casa, ano especial
Na aldeia, onde nasci
Orla do mar, meu Oeste natal
Passara o ano quarenta e nove
O terreno prenhe apresentava agora seca brutal
A falta da produção de sobrevivência
Ameaçava de mais pobreza, de fome geral
Em cinquenta tudo mudara
O apresentava-se de sonho, um  sonho mais real
A terra a produzir
No dia trinta de Abril o “clãn”a aumentar
Primavera campos a florir
Passaram a ser sete as bocas a alimentar
Agora mais duas crianças para sorrir
Mais tarde o avô com a sua providencial bengala
Avaliara o monte de maçarocas, o imediato porvir
Pé em riste disse: vinte e cinco sacos!
Bastante pão, depois do milho moído!
Zé: terás para distribuir bastantes nacos
A abundância te fará sorrir então
Para lembrar o trinta de Abril
Unidos, fazemos um festão
Passou a ser mais um dia anual
De recordar, um dia familiar de íntima união

Daniel Costa

terça-feira, 27 de abril de 2010

Poema


                            


VIELAS TORTUOSAS

Ver o lado óptimo das coisas sérias
Jamais será ignorar
Este mundo, este vale de misérias
Não é mal, saber haver vielas tortuosas
Saber haver um mundo de maldades sérias
Vielas onde vagueiam risonhas pessoas
Nesse mundo de insanidade e lérias
Sua excelência o optimismo
Será um outro mundo de humanidade
Tem de ser visto assim mesmo
Sem invejas, à mistura com falsa lealdade
Será sempre o verdadeiro sonho
O optimismo a comandar os feitos, a realidade
Pugnemos para que nas vielas tortuosas
Deixe de funcionar a desumanidade
Acabem antros
Esses universos de precariedade
Se criem galáxias
De amor de humanidade
Só aos desonestos
Podem interessar insinuações e desonestidade
De viver na sombra
Na nefasta sombra da maldade
Sejamos perseverantes fiéis
Ajudemos a acabar esse mundo de mediocridade
Participemos na criação de um oásis
De fé, de optimismo, de humana fraternidade

Daniel Costa


sábado, 24 de abril de 2010

Poema



SONHO E ILUSÃO

Dizem: sonhar é fácil
Realizar eis a questão
Como tornar o sonho táctil?
Vejamos então!
Sorrir dos pesadelos
Não vivamos na ilusão
Sonhar o possível de materializar
Com os meios que temos à mão
Travar luta para concretizar
Obtida a satisfação partimos noutra direcção
Lutando sempre
Jamais atentaremos na ilusão
Quem procura, terá a oportunidade em mente
Enquanto espreitam ilusões e fantasias
A oportunidade de realizar está presente
Aquelas estão sempre na maré vazia
O sonho pode tornar-se realidade
Maré cheia pode trazer alegria
Não vivamos de ilusões
Muito menos de fantasias
Nesse mundo de vaidades e combustões
Com sonhos ajudemos a criar um mundo bonito
Um mundo de amor e sonhos
Não deixemos continue esquisito
Que hajam mulheres com propriedade de flores
Lutemos por um mundo
De felicidades e amores

Daniel Costa