A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

POEMA ENTARDECER



ENTARDECER

A vida é bela de se viver
Sentado á beira daquele mar
Naquela praia ao entardecer
Meditava na aurora que se seguiria
Sempre linda de morrer
No amor que viria
E viveria comigo e até ao amanhecer
Num louvor de todos os dias
Sempre até morrer
Como é bom viver amando
É sonho, é vida com prazer
Ainda que por vezes surjam escolhos
Sempre serão ultrapassados com o gosto de viver
Esse é mais forte, podem passar abrolhos!
Sempre virá o bonito entardecer
Gostar de amar como meditava à beira mar
A minha propensão é esta:
Viver, lutar e amar
Num mundo hodierno e louco
Amemos sempre
Amemos sempre um pouco
Será também loucura?
Será pouca até
Residirá aí a lisura de um louco
De cabeça erguida, até que se morra de pé
Vivamos e amemos um pouco
Tenhamos sempre fé

Daniel Costa


terça-feira, 16 de novembro de 2010

POEMA PESADELO


PESADELO

Um sonho será desvelo
O que se sonha existiu ou vai existir
Por vezes um sonho é pesadelo
Em mim, que apenas penso no bem
Os pesadelos ou sonhos
Acordo com eles na mente aí se detêm
Ocorrerão e farão acordar
Quem ama a vida e gosta de viver
Quem crê merecer a pena realizar
O sonho, ainda que pesadelo
Acaba em bem e é de ponderar
O último pesadelo já era vivido
Acabou em bem, em forma de amar
O ensejo foi desejado em sonho, por isso sentido
Um lance sentido, que ao cumpri-lo amei
Sonho de anos
Chegar a cumprir como? Confesso não sei
Apenas sei que bons pensamentos
Geram sonhos de bem-estar
Atractivos momentos
Porque não pensar com positivismos?
A vida não é feita de tormentos
Sejamos realistas, desprezemos lirismos
Sonhemos realizar com amor
Evitemos abismos
Um pesadelo terá pendor
Para que se reflectir sem pessimismos
Viver e desfrutar a vida com ardor

Daniel Costa

sábado, 13 de novembro de 2010

POEMA FORAM AS COBRAS


FORAM AS COBRAS

Começaram no fanfarrão as manobras
Era no ano cinquenta e três
Havia em hibernação muitas cobras
Não há enganos, ia pelos doze anos apenas
Na arroteia do terreno onde definhava já o velho caniçal
Os ninhos, a hibernação as cenas
Nessa tenra idade já não brincava no quintal
Então conheci o entretenimento
De começar a encontrar as bichas enroladas inteiras
Com a inchada as cortava a meio
As bichas fraccionadas remexiam de várias maneiras
Começaram a aparecer muitas como que a amedrontar
Rapazola, como era
Mais me entretinha a fraccionar
A brincadeira deu em ser tanta
No fim as enterrava aos pedaços a cavar
Resultou, parece ter ficado uma alma de víbora
Que por vezes aparece
É benéfica, marca o tempo como se fora clepsidra
Parece querer desejar mal
Na minha mente, de repente parece uma hidra
Mais víboras e hidras virão
Vejam meu rosto de ralado
É fadário de quem olha para esses monstros com desdém
Que apareça, acaba por deixar sorte
Volte e apareça quando lhe convém
Não lhe desejo a morte, não
Antes a sorte, a tranquilidade que fica também

Daniel Costa