A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

POEMA AMOR BLINDADO A CHAMPANHE



AMOR BLINDADO A CHAMPANHE



Há quem se banhe
Sem esperar as gotas do seu borbulhar,
Amor blindado a champanhe
Será amor de terno e eterno olhar!
A ter quem o acompanhe,
Era eu, mesmo a sonhar
Pensava em alguém, não se estranhe!
Estranhe, o Beneditino Dom Périnhon evocar,
Se arrepanhe,
No sonho, o frade francês associar,
O método do borbulhar do champanhe,
Onde os enólogos da Quinta da Raposeira o foram apurar:
- Da portuguesa cidade de Lamego, ninguém estranhe!
Também esse se poderá igualar!
Que um anjo me acompanhe!
Cismava assim! Sem dar conta de mim, já me via no ar!
Voava? Que se amanhe!
A alguma galáxia iria parar!
Percorria terra, mar, céus almejando champanhe,
Marca, não específica, bonita mulher a me acenar.
Que ninguém vença e se banhe!
Arrisquei! Os dois sós vamos brindar?
Amor blindado a champanhe!
O anjo, encarnando o frade Dom Périnhon a aprovar
Ainda que um véu de penumbra se estranhe!
A bonita mulher de azul, no seu mundo consentiu, brindar,
As bolhas no palato, nos lábios a estalar! Que se arreganhe!
Em pouco me senti acordar,
O anjo se condoeu, aventura de gostoso champanhe!
A mulher estava ali comovida a me velar
Amor blindado a champanhe,
Eternamente, a podia amar!



Daniel Costa






terça-feira, 1 de janeiro de 2013

POEMA ESCRITORA SEVERA CABRAL




POEMA ESCRITORA SEVERA CABRAL


 Foi outrora afinal
Que procurei cena menos bucólica,
A escritora Severa Cabral,
Nunca terá deixado de a ter como simbólica,
Aposto! Que desigual!
Dentro do seu peito, o não ser melancólica
Luta como que um ser medieval,
A fazer subir a serra, actual eólica
No FOLHAS DE OUTOUNO é magistral
Que mulher aquela! Carismática, quiçá apostólica!
Sem deixar o seu lado sensual.
A sua razoabilidade, diria, angélica!
Serena, actual!
Serenamente, prosaica, poética
Numa vertente coloquial,
Que se pode ler, imaginando réplica,
Réplica verbal,
De descrer, apenas imagética
A escritora Severa Cabral,
Mulher sábia, talvez lhe advindo da genética,
Apresentando simplicidade intelectual
Temente e profética
Reverente, tanto como irreverente, proverbial!
Dedução; vezes menor, sempre benéfica
Eu poeta, usou visão sensorial,
A tentar desnudar o intelecto dessa mulher simbólica,
Que escreve gostosamente bem, Severa Cabral 

Daniel Costa





sábado, 29 de dezembro de 2012

POEMA AMOR NO DEALBAR


AMOR NO DEALBAR

Trombetas a ressoar
A chegar um mundo novo!
Amor no dealbar
Contentamento do povo,
Este a festejar
Assim resolvo,
Com a esperança a ribombar
De bonança absorvo,
Vivendo a sonhar
Sonho risonho,
Sem pestanejar
O anjo, manto bisonho!
Sem o sentir, a me rodear
No leito me revolvo,
Com ligeireza me vi voar
De nuvens, luas e sóis, me envolvo
A outra galáxia, a outro planeta a chegar
O que me envolvia, me parecia polvo,
A me abraçar,
Era nada, revi sôfrego!
Bonita mulher a me olhar
Eu já envolto,
A me apaixonar!
Para aquela doçura me volto,
Quando me sinto acordar
Meus deuses! Estarei solto!
Vos imploro, venham perdoar,
O anjo se condoeu, qual garoto!
Amor no dealbar
Fogo de luz me há aposto
A mulher a meu lado a sorrir e a acenar
Sonho de amor no dealbar!

Daniel Costa