AMOR BLINDADO
A CHAMPANHE
Há quem se banhe
Sem esperar as gotas
do seu borbulhar,
Amor blindado a
champanhe
Será amor de terno e
eterno olhar!
A ter quem o
acompanhe,
Era eu, mesmo a sonhar
Pensava em alguém, não
se estranhe!
Estranhe, o Beneditino
Dom Périnhon evocar,
Se arrepanhe,
No sonho, o frade
francês associar,
O método do borbulhar
do champanhe,
Onde os enólogos da
Quinta da Raposeira o foram apurar:
- Da portuguesa cidade
de Lamego, ninguém estranhe!
Também esse se poderá
igualar!
Que um anjo me
acompanhe!
Cismava assim! Sem dar
conta de mim, já me via no ar!
Voava? Que se amanhe!
A alguma galáxia iria
parar!
Percorria terra, mar,
céus almejando champanhe,
Marca, não específica,
bonita mulher a me acenar.
Que ninguém vença e se
banhe!
Arrisquei! Os dois sós
vamos brindar?
Amor blindado a
champanhe!
O anjo, encarnando o
frade Dom Périnhon a aprovar
Ainda que um véu de
penumbra se estranhe!
A bonita mulher de
azul, no seu mundo consentiu, brindar,
As bolhas no palato,
nos lábios a estalar! Que se arreganhe!
Em pouco me senti
acordar,
O anjo se condoeu,
aventura de gostoso champanhe!
A mulher estava ali
comovida a me velar
Amor blindado a
champanhe,
Eternamente, a podia
amar!
Daniel Costa