A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

POEMA AMOR AO QUADRADO




AMOR AO QUADRADO 

Amor de vestido estampado,
Beleza subjacente
Amor ao quadrado
Quadrado, infinitamente, presente,
Presente, deslumbrado!
Eternamente, intermitente,
Agora e sempre acetinado,
Sôfrego, polivalente,
Que, perante o ser amado, seja notado!
Joguei sempre nessa vertente,
Como se fosse sempre Natal, vivia ornamentado,
Fui bivalente, atrevidamente,
Vivo num sonho doirado,
Apaixonadamente,
Deslumbrado,
O meu amor a tornar-se consistente
Mulher altiva, vestido do meu agrado,
Silhueta de mulher atraente,
Eu sugestionado,
A parecer vidente,
Vidente apaixonado,
Apesar de a ver altiva, me olhou candidamente,
O seu rosto me pareceu já enluarado!
Assim a pude olhar discretamente,
Ao amor dela estava subjugado,
Por essa bela, o meu amor era latente,
Se esse amor fosse conquistado,
Suspiraria, ele seria de todo subsistente,
Para sempre eu ficaria enamorado,
Promitente!
Amor ao quadrado! 

Daniel Costa



 

domingo, 3 de novembro de 2013

POEMA AMOR DE TABERNÁCULO




AMOR DE TABERNÁCULO    

Bonito crepúsculo,
O de climas tropicais
Amor de tabernáculo,
Também seria o das guerras coloniais!
Onde o pequeno tabernáculo foi espetáculo
Cada batalhão integrava seu capelão, não mais,
Guardião de um desse habitáculo,
Que a cada Domingo assentava arraiais,
Em diferente cenáculo.
Testemunhei, vivenciei, com os demais,
Tabernáculos eram quadriculo,
Cerca de dezena e meia de anos por matagais,
No presente, avistei com binóculo,
Atraentes mulheres: virgens de antigos rituais!
Não tive dúvida em eleger uma, amor de tabernáculo,
Estava num sonho dos reais,
Sonho, maior que maiúsculo!
Pressagiava amores cerimoniais,
Até ali humilde poeta, depois másculo,
Aproximei-me em passadas, incondicionais,
Muito desejei, da linda mulher um ósculo,
Ainda que, com ela em poses horizontais!
O amor dela desejei, como pináculo,
Aquela beldade, ao meu coração deu sinais!
Apaixonei-me, sem sentir obstáculo,
Sem sentir pecados veniais,
Amor de tabernáculo,
Amores de créditos e conceções de vitrais!
Amor de tabernáculo! 

Daniel Costa

 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

POEMA VIDAS NOTURNAS



VIDAS NOTURNAS  

Por vezes oportunas
Nelas se vai em procura de relaxar
Vidas noturnas,
Perfume de lua e luar!
Para bastantes, são soturnas,
Esperando o sol do dia para mendigar
Mundos de mares encapelados às centenas
Foi apenas um lembrete, a recordar!
Pensei levar-te aos fados, hoje coisas modernas!
Deixemos por um dia, casos a lastimar
Mostrar uma mulher linda, outrora das esbeltas amazonas
Nos vamos emocionar!
Escutando o fado em vozes, ora fortes, ora mornas
Como rãs a coaxar,
Com as nossas atitudes fraternas
Atitudes romanescas, com que ela me vai puxar
Ambiente como o das cavernas;
Ouvir o fado à luz das velas, é de repuxar
Com ela a primar por atitudes ternas
Embevecido a apertei, ela a sentir-se bem, estava a atinar!
Eu e ela já não queríamos velas, nem lanternas
Só de amor, nos queríamos adornar
Seu bonito vestido de estampados, curvas internas
Que desejava beijar e fixar
Vidas noturnas,
Havemos de afinar e o fado cantar
Vidas noturnas!
 
Daniel Costa