A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

POEMA NASCIDO PARA SER FELIZ





NASCIDO PARA SER FELIZ  

Foi Deus que assim o quis
 Saltar fora do ninho, vaguear implume
Nascido para ser feliz
Saltitando como a codorniz, parecendo vaga-lume
Fugidio, assim foi o petiz
Com quatro anos entrava no cardume
Um dia algo aconteceu, sem deixar cicatriz
Corria puxado por um volume
Sem inda saber era, do progresso, geratriz
Uma furgonete com o habitáculo de madeira e betume,
Madeira era a sobrepeliz
Choveu - A rua se encontrava num negrume,
A Rua era de terra batida, daquele tempo cicatriz
Na correria aconteceu, na água rodou, aquela saltou em volume
O petiz, de calção domingueiro, não tinha cicatriz
Logo do pára - choques se afastou, sem queixume
Correu a casa, a mãe foi bem uma imperatriz
Apazigou e tornou o momento incólume
 O episódio ainda em jeito de filme passa pela memória, num triz
Passaram cerca de setenta anos, o recordar é costume
Foi Deus que assim o quis!
O petiz foi, de certa maneira, precoce sem sentir azedume
 Nascido para ser feliz!

Daniel Costa




 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

POEMA NATAL 2013






 NATAL 2013 

Aproxima-se o que foi banal
Em tempos que lá vão
Dia de Natal!
Era menino então
Via a figura do Menino Deus afinal
O beijava, só depositava um tostão
Porque era pobre, brinquedos, nem sinal
Pôr o sapatinho na chaminé, seria ilusão
Era feliz e assim sonhava, ser um Persival
A chaminé, por onde desceria Jesus irmão
 Não tinha adquirido aval
Colocar o sapatinho? Não vale a pena pôr, não
Diziam os progenitores, a saber do terreal
 Tinha ferrugem, seria ignorada, era a versão!
Se era criança, onde estaria o mal?
 Só os ricos estavam na rota de antemão!
Mais tarde, entendi como era frio o Natal
Ser apenas ilusão dos pobres, o senão
Dia de Natal!
O tempo em que ser rico era e é condição
Condição que ficou sempre real
A nostalgia me aflige ao ver gente sem pão
Porém estamos na época de alguém - Gritar Natal!...
Vem aí o Natal!.. 

Daniel Costa

domingo, 8 de dezembro de 2013

POEMA AMOR NA PENUMBRA





AMOR NA PENUMBRA

Pouco se vislumbra
 Parecendo, espécie de apatia
Amor na penumbra
O amor existe, não como existia (?)
Expresso, não retumba!
Esteve e está à vista, desde o primeiro dia
Olé… Foi necessário jeito de dobra,
Em fase de esquizofrenia
Fazer uma equação em álgebra
Abracadabra, para a aberração da cobra,
Dissimulada e macumbeira simpatia!
Doentia e salobra,
Quem sabe se pratica a pederastia?
Se dessa fobia terá fibra?
Poderá ter até uma arritmia
Das sobras, teria ficado quebra?
Mesmo que apenas uma fatia
O suficiente para que encubra,
 Tirando partido do anonimato como garantia,
Da larga manobra,
Digo-vos eu… Macumba, fobia!
Amor na penumbra!
Dos sentidos fisioterapia
Não aos riscados tipo zebra
Antes que chegue nova obra de antipatia,
Amor na penumbra!

Daniel Costa