NASCIDO
PARA SER FELIZ
Foi
Deus que assim o quis
Saltar fora do ninho, vaguear implume
Nascido
para ser feliz
Saltitando
como a codorniz, parecendo vaga-lume
Fugidio,
assim foi o petiz
Com quatro
anos entrava no cardume
Um
dia algo aconteceu, sem deixar cicatriz
Corria
puxado por um volume
Sem
inda saber era, do progresso, geratriz
Uma
furgonete com o habitáculo de madeira e betume,
Madeira
era a sobrepeliz
Choveu
- A rua se encontrava num negrume,
A Rua
era de terra batida, daquele tempo cicatriz
Na
correria aconteceu, na água rodou, aquela saltou em volume
O
petiz, de calção domingueiro, não tinha cicatriz
Logo
do pára - choques se afastou, sem queixume
Correu
a casa, a mãe foi bem uma imperatriz
Apazigou
e tornou o momento incólume
O episódio ainda em jeito de filme passa pela
memória, num triz
Passaram
cerca de setenta anos, o recordar é costume
Foi
Deus que assim o quis!
O
petiz foi, de certa maneira, precoce sem sentir azedume
Nascido para ser feliz!
Daniel
Costa