A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sábado, 25 de dezembro de 2010

POEMA O MAU DA FITA


O MAU DA FITA

Posso andar sempre na guita
Mentalmente de outro modo não sei estar
Ainda não entendo porque nasci para ser o mau da fita
Será por ter sempre novas ideias, de ver simples singular?
Aparentemente, serei homem de tranquilidade
Interiormente serei como um vulcão a magicar
As minhas ideias parecem um vulcão incandescente
Talvez sempre a brilhar
Em vez de aceites como um presente
Sempre foram rechaçadas
Como se não tivessem sido minhas, tornaram-se boas
Sempre vieram um belo dia a ser adoptadas
Como é interessante ser o mau da fita
Ser sempre o mal amado
Que bem me fica, é assim que me habituei a viver
Nesse permanente estado, algo escusado
Curioso! Sempre procurei ser bom companheiro
Fazer valer os meus ideais sim
Sem nunca querer ser primeiro
Se guardei patos e espantei pardais
Se por muitas fases passei, se muito planei
Se a escritor cheguei, como muito mais executei
Talvez me invejem, mas quando precisaram de mim deixei
Se sobrevivi, saltando o muro para segunda encarnação
Procurando sempre a verdade amo mundo, como sempre amei
Gosto mais de invejas, podem recair sobre mim só!
Estimulam muito, viver com elas sei
Para que de mim não tenham dó
A procurar a verdade e justiça por cá andarei
Viver com fé brandura, jamais ser ruim
Viver de maneira diferente, hum!
Que mais exigirão de mim?
Fui, sou e serei o mau da fita
Sei que sempre usei bondade… Enfim!...

Daniel Costa


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

POEMA NATAIS DA MINHA RECORDAÇÃO


NATAIS DA MINHA RECORDAÇÃO

Em tempos que lá vão
Passaram sessenta Natais
Mais os que marcaram a minha recordação
Foram tempos tais
Vivia-se o pós Segunda Grande Guerra
A escassez, a pobreza era tanta, na Europa
Onde só havia espiões, nesta terra
Até o Deus menino era pobre
Não tinha meios de descer as chaminés
As do pobre, guardava o trabalho para as do nobre
No Inverno, mesmo às portas do Natal
Vinha o frio e fustigava o trabalhador pobre
O eu rapazinho antes do nascer do sol lá ia também afinal
Botas da cor da pele
Sentir o arrepio do vento frio não era banal
Enxada ao ombro, seguia na cola do pai
Pés de pele curtida pelos frios
- Pai, isto vai mas sugere um ai
- Meu filho o céu está limpo, vai aparecer o sol
O sol é a capa dos pobres, Deus também é Pai
O calor do sol e do trabalho são agasalho
Vinha o Dia de Natal, equiparado a Domingo o frio se esvai
Para esses dias havia calçado
Natal, Ano Bom, Dia de Reis, acabava a missa
Nos três havia o beijo nos pés do Deus Menino Santificado
Havia sempre um tostão para deixar numa bandeja
Para tudo ser perdoado
Perdoado de quê?
Talvez houvesse rancho melhorado
Uma peça que o galinheiro produzia a assinalar o dia
Não fora o humanismo poderia sentir-me maltratado
Nunca serão esquecidos esses Natais
Sempre ficarão na lembrança
Como os demais
Eram outros tempos para recordar
Foram tempos passados reais

Daniel Costa


domingo, 19 de dezembro de 2010

POEMA RUA DO CARMO

Foto: Daniel Costa

RUA DO CARMO

Quem vindo do verdadeiro Chiado
Desce a Rua do Carmo dirigindo-se ao Rossio
Encontrará estacionado um carro divulgando o fado
O fado que nasceu e mora em Lisboa
Um local onde muito perto do Bairro Alto
Divulgando-se assim não é à toa
Que o fado se apresenta na Rua do Carmo
Onde passa o mundo do turismo no bulicio de uma verdadeira Lisboa
O mundo que adora uma típica noite de fado
A oportunidade de se emocionar
De sentir a nostalgia e a emoção de braço dado
Deambulando pelo novo Chiado, o fado modernizou-se
A diva deixou o usar chaile traçado
Nunca morou no estrangeiro
Nos velhos bairros dançou
Antes da passagem por pelo mundo inteiro
Que a modernizar-se o ajudou
Porém volta e voltou sempre a Lisboa
Passa sempre na Rua do Carmo
Dali ao Bairro Alto, para encontrar vida boa
É na capital de Portugal o seu berço
Que realiza os sonhos doa a quem doa
O seu eterno mundo, são os velhos bairros
Hoje no Chiado onde se consubstancia a uma moderna Lisboa
O carro, uma dona elvira
Está sempre na Rua do Carmo, não é à toa
Porque o fado modernizou-se
Mas não esquece o seu berço, a sua Lisboa

Daniel Costa