A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sexta-feira, 29 de abril de 2016

POEMA QUANDO EU FUI TRADUTOR



QUANDO EU FUI TRADUTOR
 
Especial autor
Vida bem dividida
Quando eu fui tradutor,
Tenaz vida desprendida
Objectivo de construtor
Atividade entendida
Necessidade de co-autor
Língua urdida
Recorrente translator
Inglês, língua expendida
Castelhano assertor
Veio o italiano da Cândida
Assumi ser descritor
Sem mente confundida,
De jornalista editor
Tradução livre, rendida
Várias vezes executor,
Missão cumprida!
Quando eu fui tradutor
Vocação límpida.
 
Daniel Costa
 

domingo, 24 de abril de 2016

POEMA QUANDO EU FUI MARCENEIRO



QUANDO EU FUI MARCENEIRO
 
Porque não carpinteiro?
Profissões de trabalhar madeira!
Quando eu fui marceneiro
Das horas livres, arrumadeira
Seria forma de cancioneiro?
Comigo não foi brincadeira
De criança sagaz altaneiro
Até fabriquei de costaneira,
Para coelhos andar soalheiro,
Para galinhas, palácio – capoeira,
 Eficaz, mestre presenteiro
Banca para trabalhos de rendilheira,
Jogos de matraquilhos, sem empreiteiro,
Construí de forma rotineira,
Mesas secretária, sem dinheiro,
A imaginação resolvia à maneira
Vim a construir escritório verdadeiro,
Magia tenaz e urdideira,
De editor, com ademanes, fronteiro
Resultou abençoadeira,
Quando eu fui marceneiro.
 
Daniel Costa
 
 
 
 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

POEMA QUANDO EU FUI ESTENÓGRAFO



QUANDO EU FUI ESTENÓGRAFO
 
Depois de dactilógrafo
Imaginei novo patamar
Quando eu fui estenógrafo
Visei formação programar
De Xenofonte, coreógrafo!
Saber nova fórmula de declamar,
Do pensador de Atenas hológrafo!
Anotando, em traços poder afirmar
Quando eu fui estenógrafo
Julguei o currículo alfazemar
Atributos de veloz fonógrafo
Diploma passado a animar
 Arvorado em cosmógrafo,
 Estenógrafo, nem valia me diplomar,
Podia ter parado num parágrafo
Porém, me julguei afirmar,
Me julguei filósofo,
Reportando, a confirmar,
Quando eu fui estenógrafo
Antes de poder a voz cromar,
Tirei curso de estenógrafo.
 
Daniel Costa