A MINHA POESIA - A MINHA VIDA

sábado, 25 de maio de 2013

POEMA AMOR MAROTO



AMOR MAROTO
Imagino um garoto,
Um adolescente
Amor maroto
Irreverente
Como terramoto,
Condizente
A lembrar gafanhoto,
Saltitão incongruente,
Amor maroto
Era eu em sonho adjacente,
Dormindo no casinhoto,
Deveras decente
Um anjo vigiava por telefoto,
Omnipresente
Amor maroto
Metalescente
Animado e muito devoto,
De ideal florescente,
Me levou a rodopiar no ar como co-piloto,
Em observações era experiente!
Amor maroto
Viajei, voei pela via láctea, quiescente
Me apiei numa Galáxia, de moto,
Nela a voar continuei como vidente,
Nesse mundo ignoto,
Sorridente,
Amor maroto,
Junto do que me pareceu amor presente,
Sem saber como, um broto!
Na figura duma linda mulher, reluzente,
O meu coração bloqueou, teceu um voto,
Voto decente!
Amor maroto,
Olhar fixo no dela, fervescente.
Ela ruboresceu, seria antidoto?
A bela ficou atraente,
Eu a parecer ter ganho o loto,
Nisto acordei, reticente,
Amor maroto,
Perdido, carecente!
A parecer planta sem azoto,
Quando o anjo magnificente,
 O dedo apontando, a mulher que me pareceu broto,
Ali estava ela, com seu sorriso ainda mais reluzente!
Amor maroto
Para sempre, seria o da gente,
Amor maroto! 

Daniel Costa







quinta-feira, 23 de maio de 2013

POEMA AMOR PROGRAMADO


AMOR PROGRAMADO
Sonhei ter amado
Em luar de Primavera
Amor programado
Aqui na esfera,
Como primado,
O meu anjo me venera!
Observa, me sentindo abnegado
Me havia já indiciado, para voar na estratosfera
O meu sonho era inflamado
Me viu de mente vera
Me destinava a outra Galáxia como primado
Me viu como ideal, para voar, rolando sobre uma pera
Me viu vocacionado!
Assim entrei na biosfera
O seu ideal estava a ser consumado
Planava sobre a Baviera
Linda visão! Seria o amor a ser sublimado?
Mais à frente a Reviera, no hemisfério sul a Rivera
Continuava admirado,
Sem saber como, continuava numa galera,
A voar na Galáxia, parecia legitimado!
Parelha de corcéis, certos como uma ópera,
Atrelados faziam o conjunto quadruplicado,
Voámos, entre nuvens e ventos, até avistei uma cratera!
Todo o conjunto parecia animado,
Os corcéis, quem os comandava impera,
Seria o querer do anjo renomado?
Depois de andarem suspensos numa semiesfera
Eu era mimado
O estacionamento se deu junto de minúscula hera,
Junto como que uma galeria, amor derramado!
Pela presença de linda mulher, pareceu numa espera!
Eu ao ver a beldade desejei ser seu namorado
Até o seu traje, me pareceu quimera,
Eu muito apaixonado:
- Com ela troquei olhares, o anjo promoveu a espera?
O sonho era derramado,
Naquele momento, como safanão, acordava me senti pantera!
Senti que a beleza da mulher me era assunto vedado,
Estava no raiar de espetacular aurora e eu aclamado,
Aclamado por um coro de anjos de cera
Amor programado
A mulher, deles se libera,
Para se postar a meu lado
Amor programado!



Daniel Costa







terça-feira, 21 de maio de 2013

POEMA PARA AMAR NUNCA É TARDE



 

PARA AMAR NUNCA É TARDE
Amar de firme vontade
Com firmeza e paixão,
Para amar nunca é tarde,
Seja Inverno ou Verão,
Em qualquer idade!
Com gosto, com efusão!
Na Primavera da verdade
No Outono, a mesma versão
Para amar nunca é tarde
Sonhava, viveria uma ilusão?
Deus me guarde!
Seria o meu mundo interior em revolução?
Senti uma espécie de acorde
Era um anjo a decidir ser a minha coadjuvação
Para amar nunca é tarde
 Humilde como sacristão
Aspergiu incenso que evola, mas não arde.
Nele me levou a voar com visão,
Rápido como avião do tipo Concorde
Dele saltei veloz como um furacão
No espaço, alcancei uma Galáxia sem alarde
Continuei na viração
Voei, no meu sonho, orei para que o anjo me guarde,
Eternamente, com sua bênção
Ele tinha no seu programa que entendi mais tarde,
Quando parei com enorme sensação
Estava na frende de uma beldade,
Mulher de grande vistão,
Por ela me apaixonei de verdade
Ela me olhou como, se fosse de nova encarnação,
Me senti à vontade
No “decor”, a enquadrar a mulher, minha tentação,
Quando me senti acordar, de verdade!
Senti, o lance, como excomunhão,
O senti como inverdade,
Me senti vilão!
Quando já ouvia gritos de liberdade,
Nem quis acreditar, na ocasião,
Sobressaiu a mulher, dos querubins, na realidade,
Era a eterna reunião,
Para amar nunca é tarde! 

Daniel Costa