segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

POEMA CORAGEM DA FELICIDADE




A CORAGEM DA FELICIDADE
 
Jamais é forma de vaidade
Jamais é sinónimo de vitória
A coragem da felicidade
Será mais o desejo de glória
A glória de procurar a verdade
A miragem da sabedoria,
Será espirito de combatividade,
Fuga da vida de monotonia,
Espreita da ecumenicidade
Esperança de benfeitoria
Ser feliz é espontaneidade,
É rumo, é efeito de trajetória
De gerar bonita fecundidade,
Imaginando mundos de senhoria
A coragem da felicidade,
Vida sagaz espreitando convocatória
Remando na flexibilidade
No azimute da crescente melhoria,
Melhoria da sociedade.
 
Daniel Costa

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

POEMA AMOR DE SIMBIOSE

 
AMOR DE SIMBIOSE
 
Gostosura de virose
Que será? Questiono o Criador!
Amor de simbiose
Quiçá, grande aliciador!
Amor de osmose
Admira-se como prefaciador
Deixa aí a sua pose,
Excelência de historiador
Amor de simbiose
Ardor acariciador
Relicário de metamorfose
De saudades anotador
Gerador de virtuose,
Virtude de esplendor,
Amor de simbiose
Tranquilo e avassalador
Virtude de gnose,
Coração contemplador
Doce como sacarose
Terno e eterno regulador
Amor de simbiose.
 
Daniel Costa
 
 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

POEMA CATARSE DE HUMANISMO


 
CATARSE DE HUMANISMO 
 
Deixemo-nos de seguidismo
 Sentir a vida em tom moderno
Catarse de humanismo
Como se fora autogoverno
A vida não é abstencionismo
Vejamos Sófocles em caderno
Exemplifiquemos com determinismo,
Com labor complacente e fraterno
Catarse de humanismo
Altruísmo a rondar adorno
Pensemos a vida com ecumenismo,
Intenso labor como contorno,
Procurando exercer altruísmo,
 Colo permanente, como materno
Catarse de humanismo,
Tecendo um modo feliz e eterno
Embalamento de intervencionismo
Sempre olhar confraterno,
Isento de exibicionismo,
Podendo-se dizer: fora o suborno!...
Catarse de humanismo!... 

 
Daniel Costa
 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

POEMA ANJO DO DE QUIMERA



ANJO DE QUIMERA 

Paira na atmosfera
A cuidar do destino
Anjo de quimera,
Vigiando com tino
Transparência de cera
Em jeito de paladino,
 De nós, o amor espera,
O amor fará destino
Anjo de quimera,
Destino bizantino,
Com soluções intervirá,
Lâmpada de Aladino,
A paz proverá,
 Amor como término
Anjo de quimera
Musical de violino
Conceito de ópera,
De sagração genuíno
Anjo de quimera
Mundo peregrino,
Que vigiará e susterá
Mundo em desatino,
Anjo de quimera.
 
Daniel Costa

 
 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

POEMA ELOAH POETISA


 
 


ELOAH POETISA  
 
Mulher bonita, deve dizer-se à guisa
Naschenwen de imperatriz
Eloah poetisa
Westphalen de directriz
Terá outra frisa,
Outra nacionalidade por raiz
Porém a Lusofonia, é a sua divisa
Da cultura mediatriz
Passou por Lisboa com porte de papisa
Naturalmente, do europeu País!
Eloah poetisa
À poesia deu estímulo feliz
Sempre a inclui na bagagem, a frisa!
O poeta que a encontrou, é quem o diz
Quem o afirma,quem o profetisa!
O seu charme, a beleza, com a cultura condiz,
A sua descrição a mediatiza,
Aromatiza, o espaço que torna matriz!
Eloha poetisa
No seu espaço traça a bissetriz,
 O espaço pisa e o espaço frisa
A capacidade emerge do seu peito, em jeito de atriz
Eloah poetisa!
 
Daniel Costa
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

POEMA AMADA AMANTE


 


AMADA AMANTE
 
Do poeta, quiromante
Alma da sua imaginação
Amada amante
 Sua fascinação
Mental declarante
Eterna predestinação
 Gaiata exuberante
De outra religião
Amada amante
Terna sensação
Serás doravante,
Já eras no Verão
Flor de diamante,
Anjo da redenção
Amada amante
Inspirada afirmação
Vida perfumante
Olor de devoção
Diria abrasante,
De perder a respiração,
Ave de voo rasante
Sonho de declaração
Amada amante,
Oh!... Poética divagação!
 
Daniel Costa
 

domingo, 6 de dezembro de 2015

POEMA SOPAS DE CAVALO CANSADO




SOPAS DE CAVALO CANSADO
 
De alimentação assisado
Assim tinha de ser o lavrador
Sopas de cavalo cansado
Trabalho sem moderador
Foi assim no século passado
O andamento era acelerador
Foi assim no povoado
Mata - bicho calibrador
Sopas de cavalo cansado,
Alimento penetrador
De açúcar polvilhado
Sopas de pão de trigo operador!
De vinho tinto ensopado,
De duas funções, curador:
- A de manter o físico alimentado:
- A de o manter menos sofredor,
Com a força era então conotado,
A todas as horas, grande vibrador
Sopas de cavalo cansado
Alimento estimulador.
 
Daniel Costa
 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

POEMA A TIBORNA


 
A TIBORNA
 
A gaiata o burgo orna,
Com o seu ar ligeiro
Ao olor da tiborna,
De preparado caseiro,
Com água morna
Pão de milho do quinteiro
Ali à vista da taberna
Esfregado com um alho inteiro
Em jeito de sopas se adorna,
Com azeite do galheteiro
Em petisco se torna,
Depois de Fevereiro,
O mundo se transforma  
Em dias altos como outeiro,
Tudo em alta forma
Em espaço vinhateiro
Olhem a imagem! Até a bigorna!
A gaiata, com graciosidade de caldeiro,
O quadro de beleza se entorna,
Em jeito de pena a sair do tinteiro
Duro trabalho e a tiborna!...
O jornaleiro despenseiro.
 
Daniel Costa
 
 

sábado, 28 de novembro de 2015

POEMA EUNICE FERNANDES





EUNICE FERNANDES  
 
Sobrevoei a codilheira dos andes
Desembarquei em São Paulo
Eunice Fernandes
Verdadeiro e belo preâmbulo
Bonita, sensual e de virtudes
Altruísta é seu vocábulo
Na visão de poeta, de festividades
Verdadeiro incunábulo
Eunice Fernandes
Perseverança de régulo
Deambula em jeito dos humildes
A essa virtude tem vínculo
Antes de aterrar verifiquei as faculdades
Um anjo me segredou do seu cenáculo!
Eunice Fernandes
De muitas virtudes tabernáculo
A elegante mulher é-o, sem vaidades
Olha-la é desejar viver sem obstáculo
É, em São Paulo, procurar suavidades
Se amparar a um invisível báculo
Eis – Eunice Fernandes!
Intuí ao sobrevoar os Andes.
 
Daniel Costa
 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

POEMA OS DEUSES ESTÃO ZANGADOS

 
OS DEUSES ESTÃO ZANGADOS
 
 Armas de todos os mercados,
Estão já nas rotas dos deuses,
Os deuses estão zangados
Lhes apraz ditar frases
Com estrondos prolongados,
A justificar armamentos eficazes
 Informando os mundos acabados!
Em lutas espalhadas e tenazes,
Dosagens, como mensagens em telhados
Terrores espalhados, por sequazes
Proliferam mediatizados
Conquistando originais fregueses
Os deuses estão zangados
Anunciam, os seus algozes!
Anunciam o fim como artes circenses
Os deuses fingem de irados
Mobilizando fiéis coniventes,
Espalhando terrores por tocas de alienados,
 Por toda a terra, se imolando como pacientes,
Então, dizei aos deuses depravados:
- O mundo é essência da natureza, fiquem cientes!
Não se finjam segmentados,
Haverá sim clivagens prementes
Os deuses estão zangados
Mas o mundo ficará com boas gentes…
Eternamente, com boas gentes!
 
Daniel Costa