domingo, 31 de maio de 2015

POEMA MANTO DA DESPEDIDA


 
O MANTO DA DESPEDIDA 

Projetando a vida
Estendendo-lhe um manto,
O manto da despedida,
Fazendo dela um encanto
Erguendo-lhe uma ermida
Colocando-a no mundo portanto
Sentindo amor a cada batida
Evitando o pranto
O coração a bater de fugida
Esperançoso a entoar um canto
A voz do desejo erguida
Desejo do regresso do santo
A santidade do amor sentida
Amor sacrossanto,
Angélica bebida
Sustendo a dúvida
Segurando o desejo
 Esperanças entretanto
O manto da despedida
O amor susterá o pranto
Esperando que a vida progrida!

Daniel Costa
(Poema e foto)

 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

POEMA OH MAR DA MANAÍRA


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OH MAR DA MANAÍRA

Como se escutasse o vira
Ouvir o teu marulhar foi privilégio
Oh mar de Manaíra!
Desejo, sonho, versejo,
Que o destino antevira
Dirão loucura de régio,
Que importa!... A divindade intervirá!
Jogando o seu prestígio,
Angélica braçadeira,
Encaminhando no rasto do vestígio,
Sob o comando de amazona… Cavalheira
Eternamente a abençoar; com elogio
Oh mar da Manaíra
Do pensamento refúgio,
Da matinal caminhada; floreira
Embriagando olhares, em prodígio
Em sanha obreira
Sem cansaço, talvez adágio!
Oh mar da Manaíra…
 Da minha memória estágio!

Daniel Costa
(Poema e fotos)

terça-feira, 5 de maio de 2015

FORMAS DE CARINHO


 
FORMAS DE CARINHO

Colhamos rosmaninho
Se gostamos ou amamos
Formas de carinho
Com amor enfatizamos
O filho e o sobrinho
Com amor primamos
Fazendo sentir o miminho
Ternamente; conversamos
Conversa de pergaminho
Eternamente oiçamos,
O chilrear de passarinho
A felicidade; sintamos
Amemos sempre, com cadinho
Alquimia; sintamos
Amor de testemunho
Todas as formas de carinho!
… Formas de carinho!

Daniel Costa

sexta-feira, 1 de maio de 2015

POEMA OS AEROGRAMAS






OS AEROGRAMAS

Relataram dramas
Uns azuis, outros amarelos
Os aerogramas
Das guerras coloniais, prelos
Chamados a ser cronogramas,
A viajarem como elos,
Das senhoras do M.N.F. hologramas
De madrinhas de guerra selos
Da revista PLATEIA ideogramas
Variados desvelos,
Que os voos TAP fizeram telegramas
Música de violoncelos
Os aerogramas!
Privilegiados sem atropelos
A representar criptogramas
A formar castelos
Em zonas infestadas de ramas
Onde há segredos de polichinelos
Variadas notícias, também de melodramas
Leituras de sabores díspares e singelos
Os aerogramas! 

Daniel Costa