
A CORRENTEZA DE QUATRO MOINHOS
A correnteza de quatro moinhos
Na aldeia um quinto como sereia
Na Bufarda pareciam adivinhos
Encantavam qual doce Dulcineia
Seus búzios eram pergaminhos
Perto do mar configuravam epopeia
Seus búzios buzinavam aos vizinhos
Em dia límpido o buzinar os premeia
Invernos medonhos eram torvelinhos
Os ventos os faziam como alcateia
Em consonância com urros espinhos,
Urros ao longe do bater das ondas ateia,
Os rostos fechados, da aldeia, feitos fuinhos
Da aldeia, da venturosa Bufarda em cadeia
No Casal Foz, o quinto dos vizinhos:
- Não esquecer, o quinto em jeito de sereia
A correnteza dos quatro moinhos,
Que moíam o pão das freguesas da aldeia,
Da Bufarda em troca de maquia, os linhos.
Na aldeia um quinto como sereia
Na Bufarda pareciam adivinhos
Encantavam qual doce Dulcineia
Seus búzios eram pergaminhos
Perto do mar configuravam epopeia
Seus búzios buzinavam aos vizinhos
Em dia límpido o buzinar os premeia
Invernos medonhos eram torvelinhos
Os ventos os faziam como alcateia
Em consonância com urros espinhos,
Urros ao longe do bater das ondas ateia,
Os rostos fechados, da aldeia, feitos fuinhos
Da aldeia, da venturosa Bufarda em cadeia
No Casal Foz, o quinto dos vizinhos:
- Não esquecer, o quinto em jeito de sereia
A correnteza dos quatro moinhos,
Que moíam o pão das freguesas da aldeia,
Da Bufarda em troca de maquia, os linhos.
Daniel Costa
10 comentários:
Um poema regional!
Bonitas linhas, parabéns, Daniel!
Tão lindo poema,aliás mais um! abração, tudo de bom,chica
Um belo poema amigo Daniel, gostei.
Um abraço e uma boa semana.
Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros
"A correnteza dos quatro moinhos,
Que moíam o pão das freguesas da aldeia,
Da Bufarda em troca de maquia, os linhos."
Memórias de outros tempos? Gostei.
Uma boa semana.
Um beijo.
Lindíssimos versos, tens a capacidade de sentir a vida em suas minúcias e de trazer ao leitor, pelo menos à mim, essa sensação linda de nostalgia!
Palavras rebuscadas, a sensibilidade renovada, o ardor de ser você, sempre, com as rimas inconfundíveis que amo ler!
Abraços bem apertados querido amigo Daniel!
Grande suggestione in questi bei versi, letti con immenso piacere.
Un caro saluto,silvia
Daniel,
Seus versos são sempre lindos
e trazem alegria e satisfação
aos que aqui vem ler.
Bjins
CatiahoAlc.
Adorei ler a magnífica poesia. Recordar
a correnteza de quatros moinhos
Continuação de boa semana
Abraço
Meu querido Daniel
Em belos versos homenageias a tua amada Bufarda, ao mesmo tempo que nos dás a conhecer os seus encantos, o seu labor (a moagem nos quatro moinhos) as agruras das intempéries... enfim, descreves tudo com tanto pormenor que, não a conhecer... fica quase a conhecer.
Continuas em grande forma, e, se possível, cada vez melhor.
Não esmoreças, nunca. Tu és um guerreiro!
Continuação de boa semana.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS
Fantástico poema!!
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Olho as montanhas, sem cor
Beijo e um excelente dia!
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